terça-feira, 29 de dezembro de 2009

MAIS UM POVO SOBERANO É AGREDIDO PELO IMPÉRIO YANK


O governo de Barak Obama acaba de iniciar uma agressão contra um novo país e seu povo: o Yemen, bombardeado pela U.S.Air Force em operação determinada pelo Pentágono.
Em poucos meses de mandato o sr. Obama conseguiu intensificar a guerra contra o Afeganistão escalando para a matança 184 mil homens (incluindo mercenários) bem treinados e armados com armas de ultima geração, iniciar bombardeamentos contra o Paquistão e instalar sete novas base militares na Colômbia em pleno coração da America do Sul. Com sua folha de serviço, a atribuição do prêmio Nobel da paz tem de ser lida num registro do escritor George Orwel (seria ele o BIG BROTHER).

PARA PENSARMOS EM 2010




FELICIDADE
(Clarice Lispector)

"Sonhe com aquilo que você quiser. Vá para aonde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram, para aqueles que se machucam, para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar, porque em pleno dia se morre."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O QUE É A VIDA?


Antes que uma “bala perdida” interrompa nossos sonhos,
Antes que um acidente nos tire a alegria de viver,
Antes que um infarto agudo nos fulmine,
Antes que um câncer corroa nossas entranhas;
Gozemos a vida!
Gozemos da forma mais ampla e literal da palavra:
Gozemos no sexo,
Gozemos no calor da batalha face aos inimigos,
Gozemos no carinho e na solidariedade dos amigos.
Entendamos de uma vez por todas que a vida é uma trágica comédia ou um divino drama que vai acabar!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ACORDO ELEITORAL



O processo de cassação do BONECO DE VENTRÍLOQUO do transporte do Provetá virou novela mexicana: não acaba nunca.

Como técnico da área, sei que o processo de mandado de segurança no eleitoral é incontinente; isso significa que tem prioridade sobre os outros processos e não pode parar em cartório ou gabinete de desembargador como está acontecendo.

Como socialista, sei muito bem que a Justiça burguesa obedece à ordem do Capital, no entanto tinha esperança de que um deputado que foi líder do partido do governo na Câmara do Congresso Nacional pudesse interferir para que o julgamento fosse imparcial, e que a lei fosse aplicada corretamente.

Mais uma vez foi iludido, depois do discurso do deputado Luiz Sergio isentando o BONECO DE VENTRÍLOQUO de qualquer responsabilidade sobre o “Piscinão de M..” da Praia do Anil, me convenci de que há um grande acordo eleitoral.

Tenho pena do nosso povo, tenho vergonha da nossa cidade, tenho asco dessa gente que está no poder.

Até quando suportaremos tanta iniqüidade, tanta sujeira e tanta covardia com os mais desfavorecidos?

MARXISMO, O NORTE DA HUMANIDADE


Confesso, sem qualquer culpa cristã, que sou marxista. É claro que nada tenho a ver com os ditadores desprovidos de humanismo, nem com os ''comunistas'' do PCdoB, nem com os ''marxistas'' que têm vergonha da palavra comunismo.

Tenho gozo em imaginar um mundo onde cada um recebe de acordo com sua necessidade e dá de acordo com a sua possibilidade.

Não acredito e não tolero nenhuma ditadura; nem na do proletariado.
Acho que não existe liberdade sem socialismo, nem socialismo sem liberdade. Também não existe liberdade sem democracia.

A democracia, porém, foi prostituída - já na República da Roma antiga - quando uma minoria impôs sua vontade e tornou a busca da riqueza material uma lei natural, como as estações do ano. Fizeram até com que os escravos vissem no algoz o seu modelo, com exceção de Spartacus e seu heróico exército de escravos que se fizeram homens livres por suas próprias mãos.

Hoje, metade do mundo vive vida de cachorro abandonado; mas, como a miséria continua a crescer, um dia o homem poderá se rebelar. Temeroso, o capital endurece – invasão das favelas e incriminação do MST-, pois nem todo mundo está convencido de que o chicote e a miséria são bons para o lombo e o estomago.

Alguns petistas liderados pelo seu BIG BROTHER, LULA DA SILVA “O CARA”, também acham que é preciso endurecer sem abdicar da palavra democracia.

A democracia é o governo do povo. Eu hesitaria em chamar de democracia o Brasil onde a grande maioria é composta de miseráveis capazes de serem enganados por uma minoria. Não importa se esta minoria se apresenta como de direita ou de esquerda. O social do PSDB, o socialismo do PT, o trabalhismo do PTB e do PDT, o liberalismo do PFL, o democrático da UDR são marcas de fantasia. Se essas marcas possuíssem significado, os políticos não viveriam mudando e recebendo mensalão.

Também não sou seguidor de LUKÁCS, KORSH ou BLOCH, até mesmo porque pouco os li, e, a idéia de que somente a tomada do poder político basta para a revolução não me convence. Sinto-me mais próximo de ANTÔNIO GRAMSCI, para quem o poder cultural deveria ser tomado antes do poder político. A revolução socialista, quando vier (não creio que seja para minha existência), deverá vir de dentro para fora e adaptada às circunstâncias sociais, geográficas e econômicas de cada país. Quando os verdadeiros marxistas conseguirem convencer os homens de que estes são feitos à imagem e semelhança de Deus (não estou propenso a acreditar que exista um ser superior que dirija nosso destino, no entanto, penso que não somos obra do acaso), e não para serem burros de carga; quando os homens se reconhecerem escravos e se rebelarem contra esse mundo criado pelo capitalismo; quando compreenderem que devem defender sua cultura, seus valores sentimentais e seu caráter humanista intrínseco e que isso só acontece por meio da dúvida e do conhecimento, ai estarão preparados para assumir o poder. Quando se livrarem da ganância que lhes foi inoculada pela classe dominante, o poder será deles, pois, a essas alturas, até os algozes concordarão com isso, se não quiserem perecer na luta de classes.

Por estas razões, sou marxista dialético histórico.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CADEIA SÓ PARA OS POBRES


No próximo dia 26 Tatiana Merlino receberá o premio Vladimir Herzog pelo magnífico texto que reproduzo abaixo. Quando li pela primeira vez o texto da jornalista na revista Caros Amigos me deu uma sensação de indignação e vergonha de ser brasileiro.
Como pode um país com tanta desigualdade ter um povo tão resignado? Como pode?

“Maria Aparecida evita olhar para sua imagem refletida no espelho. Faz quatro anos que a jovem paulistana saiu da cadeia, mas, nem que quisesse, conseguiria esquecer o que sofreu durante um ano de detenção. Seu reflexo remonta ao ocorrido no Cadeião de Pinheiros, onde esteve presa após tentar furtar um xampu e um condicionador que, juntos, valiam 24 reais. Lá, Maria Aparecida de Matos pagou por seu “crime”: ficou cega do olho direito.

Portadora de “retardo mental moderado”, a ex-empregada doméstica foi detida em flagrante em abril de 2004, quando tinha 23 anos. Na delegacia, não deixaram que telefonasse para a família. Foi mandada diretamente para a prisão, onde passou a dividir uma cela com outras 25 mulheres. Em surto, a jovem não dormia durante a noite, comia o que encontrava pelo chão, urinava na roupa.
Passado algum tempo, para tentar encerrar um tumulto, a carceragem lançou uma bomba de gás lacrimogêneo na área das detentas. Uma delas resolveu jogar água no rosto de Maria Aparecida, e a mistura do gás com o líquido fez com que seu olho fosse sendo queimado pouco a pouco. “Parecia que tinha um bicho me comendo lá dentro”, conta.
A pedido das colegas de pavilhão, que não agüentavam mais os gritos de dor e os barulhos provocados pela moça, ela foi transferida para o “seguro”, onde ficam as presas ameaçadas de morte. Maria Aparecida passou a apanhar dia e noite. “Eu chorava muito de dor no olho, e elas começaram a me bater com cabo de vassoura”, relembra, emocionada. Somente quando compareceu à audiência do seu caso, sete meses depois de ter sido detida, sua transferência para a Casa de Custódia de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foi autorizada. Lá, diagnosticaram que havia perdido a visão do olho direito.
Foi nessa época que sua irmã Gisleine procurou a Pastoral Carcerária, que a encaminhou para a advogada Sônia Regina Arrojo e Drigo, vice-presidente do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC). Sônia entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, que foi negado. Apelou, então, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em maio de 2005, concedeu liberdade provisória à jovem, 13 meses depois de ter sido presa por causa de 24 reais.
A advogada também entrou com um pedido de extinção da ação, baseando-se no “princípio da insignificância”, aplicado quando o valor do patrimônio furtado é tão baixo que não vale a pena a justiça dar continuidade ao caso. No entanto, até hoje, o processo não foi julgado, e Maria Aparecida continua em liberdade provisória.
A situação indigna Gisleine. “É um descaso muito grande. Já era para esse julgamento ter acontecido. Minha irmã pagou muito caro por esse xampu que não chegou a utilizar”, critica. “Tem gente que não precisa estar na cadeia. Existem penas alternativas e o caso dela não seria de prisão, mas sim de internação, já que desde os 14 anos ela toma medicação controlada”, afirma.
Justiça seletiva
O mesmo recurso jurídico – o habeas corpus – pedido pela advogada Sônia Drigo para que Maria Aparecida respondesse ao processo em liberdade foi solicitado e concedido, em 24 horas, a outra mulher. Mas um “pouco” mais rica: a empresária Eliana Tranchesi, proprietária da butique de luxo Daslu, em São Paulo, condenada em primeira instância a uma pena de 94.5 anos de prisão. Três pelo crime de formação de quadrilha, 42 por descaminho consumado (importação fraudulenta de um produto lícito), 13,5 anos por descaminho tentado e mais 36 por falsidade ideológica”.

JOSÉ SARAMAGO: SOCIALISTA DOS NOSSOS


O único Prêmio Nobel de Literatura da língua portuguesa lançou outra polemica com a Igreja com sua nova publicação. O livro “CAIM”, de autoria do literato, já provocou reação dos religiosos de todas as religiões oriundas do judaísmo. Saramago sem qualquer temor se intitula ateu e não teme as críticas; como todos sabem, se dizer ateu é hoje um tabu como assumir a homossexualidade nos anos 50.
"Sobre o livro sagrado, eu costumo dizer: lê a Bíblia e perde a fé!", disse o escritor, numa entrevista concedida à Lusa, a propósito do lançamento mundial de "Caim", livro que narra em tom irônico a história bíblica de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel.

"A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!", afirma o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.

"O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redatores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!" afirmou.

Saramago sublinhou que "as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram". Considerou que as Cruzadas foram crimes do Cristianismo, morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem 'Deus o quer', tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa).

Saramago lamenta que todo esse "horror" tenha feito em nome de "um Deus que não existe, nunca ninguém o viu". "O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus", afirmou.

Salientou ainda que "no Catolicismo os pecados são castigados com o Inferno eterno. Isto é completamente idiota!". "Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer", disse.
"Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?", perguntou.

Para José Saramago, "Deus só existe na nossa cabeça, e é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a idéia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca". O escritor português avaliou que sua obra não causaria problemas com a Igreja Católica "porque os católicos não lêem a Bíblia". "Admito que o livro pode irritar os judeus, mas pouco me importa".

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Marujão, chamou o livro de "operação publicitária". "Um escritor da dimensão de José Saramago deveria tomar um caminho mais sério. Pode fazer críticas, mas entrar em um gênero de ofensas não fica bem a ninguém, e muito menos a um Prêmio Nobel", afirmou.

Questionado sobre se tenciona ler "Caim", o porta-voz disse que a nova obra de José Saramago não está entre as suas "prioridades". "Não está nas minhas prioridades a leitura desse livro, porque pela apresentação que aparece na Comunicação Social acho que é de alguém que não entende os gêneros literários da bíblia", justificou.

O rabino Elieze du Martino, representante da comunidade judaica de Lisboa, afirmou que "o mundo judeu não vai se escandalizar com os escritos de Saramago nem de ninguém". "Saramago desconhece a Bíblia e sua exegese. Faz leituras superficiais da Bíblia", disse.

sábado, 10 de outubro de 2009

PRÊMIO NOBEL DA PAZ OBSCENO


Se um fascista que fomentou e apoiou golpes militares pelo mundo como Henry Kissinger ganhou o Prêmio Nobel da Paz, por que não concede-lo a Barack Obama?
Os bons serviços à paz do “senhor” Obama está exposto na intensificação da guerra no Afeganistão, nas agressões iniciadas ao Paquistão, na não retirada da tropa imperialista do Iraque que já mataram milhões de inocentes,no apoio incondicional à política de matança de Israel, no golpe de estado em Honduras, no aumento desbragado do orçamento militar, no domínio absoluto do complexo militar sobre o aparelho de estado dos EUA, nas mais de 800 bases militares que a potência imperial tem espalhadas por todo planeta. Na nova linguagem da Direita internacional isso se chama paz.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ENFIM, UM GUERREIRO COM ARMAS


Finalmente uma voz no Congresso Nacional. Um dia após sua passagem por nossa querida Angra dos Reis para oficializar o PSOL; o deputado CHICO ALENCAR fez um discurso poético na tribuna da Câmara Federal defendendo nosso povo.
Apesar de ainda não estar a par de todas as mazelas e roubalheira que acontecem em nossa cidade, Chico se propôs a nos ajudar em tudo que estiver ao seu alcance. Agora temos alguém com que possamos contar na luta contra a corrupção.
Parabéns deputado!

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados e todos os que assistem a esta sessão ou nela trabalham:
Nesta segunda, 5/10, quando se completaram 21 anos da promulgação da Constituição Cidadã de 1988, visitei Angra dos Reis, populoso município litorâneo do sul do nosso Estado do Rio de Janeiro.
Ali lembrei da história mais recente de Angra, quando foi considerada "área de segurança nacional", pela importância do porto, na bela baía da Ilha Grande, e pelos projetos nucleares do governo militar. O povo não podia eleger seu prefeito, justamente pela importância estratégica da região! Essa era a estúpida concepção dos donos do poder à época, que sofriam de "demofobia".
Ali lembrei, superada a ditadura e restabelecidas as eleições, dos governos do PT, com suas e nossas experiências de participação popular, conquistas e frustrações.
Ali em Angra dos Reis encontrei, agora, um grupo operoso de resistentes, de gente que não desanima nunca, e está, corajosamente, começando a construir o Partido Socialismo e Liberdade, o PSOL, um novo partido contra a velha política.
Velha política que, na contramão dos preceitos constitucionais da administração pública, fundados na publicidade, na impessoalidade e na moralidade, parece prosperar em Angra, com cooptação de lideranças comunitárias, currais e compra de votos, obras de fachada e de preço duvidoso, investigações da Polícia Federal e do Ministério Público desvendando uma trama abominável dos "podres poderes".
Alguns se acomodam, "lavam as mãos", conformam-se e saem, discretamente, da cena pública. Ali em Angra, porém, participei de um rico debate de quase duas horas na TV Comunitária, de uma atividade em praça pública, conversando com a população, e da inauguração da simpática sede do PSOL, no centro da cidade histórica. O pulso ainda pulsa, nem todos desistiram de lutar!
Aliás, como tributo à memória da trajetória urbana, recebi também o precioso livro do colega historiador Miguel Assad Isaldino, "A Angra que o tempo levou". Fotos de pessoas e construções antigas, lindas, geradoras da nostalgia de um tempo mais ameno...
Mas, felizmente, o tempo não leva de alguns filhos do povo de Angra sua vontade de exercer a cidadania e sua indignação contra os desmandos das autoridades, mais interessadas nos seus bens e negócios particulares que no bem comum. Inconformismo e sede de verdade e de justiça que levam essas pessoas admiráveis a não temer ameaças, retaliações e todas as perseguições que costumam ser praticadas em cidades de menor porte, onde cada passo de cada militante das boas causas é conhecido por todos.

Nosso compromisso é o de reverberar todas essas questões e iniciativas, para ajudar as pessoas de bem a superar esse período sombrio da nossa solar Angra dos Reis. Venceremos!
Agradeço a atenção,
Sala das Sessões, 08 de outubro de 2009
Chico Alencar
Deputado Federal, PSOL/RJ
8 de Outubro de 2009 19:4

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

NOSSAS GUERREIRAS


Plagiando o poeta: “Que maravilha seria, se todas no mundo fossem iguais a vocês!”

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

POLÍCIA PARA QUEM PRECISA DE POLÍCIA.



É revoltante saber que pescadores desdentados a beira da mais completa miséria e caçadores a beira da fome canina, que estão em busca de quantidades mínimas de proteína para abastecer de aminoácidos os cérebros de seus filhos já destruídos pela fome, são facilmente presos pela nossa Policia Federal; enquanto corruptos que há menos de 02 anos viviam vidas modestas estão desfilando pela cidade apresentando sinais visíveis de riquezas.

Se a Polícia Federal quisesse prestar um bom serviço à sociedade angrense, bastaria investigar os servidores C/C-4 para cima da Prefeitura de Angra dos Reis, em parceria com a Receita Federal, e detectaria que o os crimes de corrupção e peculato são uma regra geral no serviço público.

Não me venham dizer que eu sou antiecológico, pois desde menino defendi o meio ambiente; pois defender o ser humano é acima de tudo defender o planeta da destruição pelo flagelo da fome.

Será que tanto a Procuradoria da República como a Polícia Federal, não sabem que combater a corrupção é muito mais ecológico, do que prender pessoas que estão caçando ou pescando para alimentar seus filhos que são as maiores vítimas dos ladrões do dinheiro público?

Delegados e procuradores sei que vocês são pequenos burgueses, e como tais devem ficar do lado dos burgueses na luta de classe, mas, vamos usar o bom sensor, vamos exigir que as normas penais, feitas pela própria burguesia, sejam aplicadas!

CHINA MARCHA COM A REVOLUÇÃO



O ex-presidente da companhia Capital Airports Holding (CAH), Li Peiying, foi executado recentemente em Jinan, terra de Mao Tse-Tung, capital da província chinesa de Shandong, após ser condenado por corrupção. O executivo foi acusado de aceitar um suborno de US$ 3,9 milhões e de desviar US$ 12 milhões, informou a agência de notícias Xinhua. A CAH é uma empresa estatal composta por 30 aeroportos nacionais que operam em nove províncias e tem 38 mil funcionários.

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional denunciou em 23 de março, em seu relatório anual sobre pena de morte, que em 2008 foram executadas pelo menos 2.390 pessoas no mundo todo, 72% delas na China.

A Anistia Internacional deveria rever seus conceitos, será que seus dirigentes não sabem que se não fosse o combate à corrupção com mão de ferro pelo governo chinês milhões de pessoas pobres morreriam de fome por causa da corrupção, como, por exemplo, em escala proporcional acontece na nossa Angra dos Reis.

Duvido muito, se no Brasil tivesse pena capital para a corrupção, a CLEPTOCRACIA em Angra estaria desviando dinheiro público de forma tão estarrecedora e debaixo dos olhos das autoridades do poder Judiciário.

sábado, 26 de setembro de 2009

HABEMUS PROCURADOR


A Procuradoria da Justiça do TER/RJ deu parecer pela denegação da segurança no processo que suspendeu a ação de cassação do BONECO DE VENTRÍLOQUO do transporte ilegal de eleitores no Provetá.
Isso significa que: Se os desembargadores que vão julgar o mandado de segurança forem honestos como o louvável procurador, o processo deverá ser julgado pela impávida juíza Juliana Bessa Ferraz, aquela que decretou a prisão de todos os ladrões do dinheiro público no processo “CARTAS MARCADAS”.
Como eu disse antes: “temos um procurador” honesto e diligente.

"VIVO, SOU MILITANTE. POR ISSO ODEIO OS QUEM NÃO TOMA PARTIDO,ODEIO OS INDIFERENTES "

Estive conversando com meu amigo Zé dos Remédios, sem falsa modéstia um dos poucos que tenho prazer em exercitar minha intelectualidade, e nos lembramos de GRAMSCI. Por sinistra coincidência a “Chapa 2” de oposição do SINSPMAR foi derrotada pelos “indiferentes”.
Como ANTONIO GRAMSCI: Odeio os indiferentes, prefiro os reacionários a eles!



Os Indiferentes
Antonio Gramsci
11 de Fevereiro de 1917
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Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.

A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.

Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.

Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

CHÁVEZ E BRIZOLA NETO


O Deputado Brizola Neto conhece bem a história do Brasil e da América Latina, afinal seu tutor intelectual é nada menos que Gilberto Felisberto. Sabe bem que, nos anos 60/70, quem dizia que a ditadura militar brasileira tinha apoio da CIA era chamado de "paranóico ou comunista". Até o dia que os arquivos da CIA foram abertos e tudo se comprovou: a CIA ajudou a derrubar Jango (seu tio-avô) no Brasil, Allende no Chile, além de assassinar dezenas de lideres na América Latina.
Essas marchas agora, contra Chavez, têm toda cara de uma campanha bem organizada pela direita. Com dedo da CIA. "O Globo" não podia ficar de fora. Está no DNA da família Marinho.
Brizola Neto, apesar da preocupação com o avanço da direita na mídia, sustenta uma tese interessante: "a reação da direita contra ele só faz com que Chávez seja cada vez mais conhecido popularmente, o que não aconteceria se ele fosse tratado com equilíbrio. Em matéria de marketing, a direita selvagem é a melhor garota-propaganda de Hugo Chávez."
Brizola Neto não é tão alienado como eu prego, mas, convenhamos: apoiar o ETERNO na nossa cidade foi um tiro no pé; e o apoio incondicional ao ministro LUPI não é característica de quem é descendente de Brizola, o verdadeiro.

domingo, 30 de agosto de 2009

NERUDA ETERNAMENTE


Em 1958 um jovem gaúcho assume o governo do Estado do Rio Grande do Sul, trazia em sua bagagem uma biografia de menino pobre nascido nos grotões do Sul do país e na cabeça um talento nato dos estadistas. Naquele mesmo ano Brizola expropiou a multinacional de telefonia mais poderosa do mundo com sede em Nova York e que exercia monopólio no Estado; desde então o impávido político foi perseguido implacavelmente pela burguesia internacional e seus lacaios nacionais.
Porém, nem tudo foi espinho, Brizola foi saudado com uma poesia do maior poeta de todos os tempos.
Toda vez que leio este poema, me vêm à mente tudo o que o povo latino americano perdeu nos últimos 50 anos.


NOVAS ILHAS, NOVOS RIOS,
NOVOS VULCÕES FAZEM DO NOSSO CONTINENTE
UMA NOVA GEOGRAFIA.

QUEREMOS NOVA AGRICULTURA,
OUTRAS FORÇAS JUVENIS,
UMA SOCIEDADE MAIS PURA,

NOVAS PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA
QUE ESTÁ NASCENDO
E QUE TEMOS O DEVER DE CONSTRUIR

QUEM PODE ESTÁ CONTRA A VIDA?
CELEBREMOS A CHEGADA DE BRIZOLA
NO CENÁRIO DA AMÉRICA
COMO UMA DESLUMBRANTE ENCARNAÇÃO
DE NOSSAS ESPERANÇAS.

ESTAMOS CANSADOS DA ROTINA DA MISÉRIA.,
DE IGNORÂNCIA, DE INJUSTIÇA ECONÔMICA.
ABRAMOS O CAMINHO ÁQUELE QUE ENCARNA HOJE
A POSSÍVEL CONSTRUÇÃO DO FUTURO.

(PABLO NERUDA - 1959)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

NAZISTAS EM AÇÃO


Uma fotografia postada no TUPINAMBROG onde mostrava um grupo de marxistas e opositores do governo do BONECO DE VENTRÍLOQUO reunidos em um pé-sujo, motivou os neonazistas do governo do BONECO a reagirem: mandaram retirar as cadeiras que serviam ao bar da passarela do “projac” para que as reuniões semanais não se realizassem.
Imaginem se os nazi-fascistas tivessem poderes ditatoriais, o que fariam?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

MUDANÇA NA JUSTIÇA


Boa noticia, as Zonas Eleitorais de Angra dos Reis serão ocupadas pelas juizas Doutoras JULIANA e ANDRÉIA em setembro próximo.
Doutora JULIANA é conhecida pela sua capacidade extraordinária de trabalho e seu rigor na aplicação da Lei, já Doutora ANDRÉIA é conhecida pela sua simpatia e amabilidade, mas, não menos rigorosa e imparcial.
Parece que as eleições de 2010 prometem uma aplicação dos rigores da Lei mais intensos ainda do que foi feito em 2008 pelos não menos competentes juizes CARLOS MANOEL e IVAN MIRANCO.
Doutora JULIANA deve ocupar a 147ª ZONA ELEITORAL onde tramita o processo da cassação do BONECO DE VENTRÍLOQUO referente ao transporte ilegal do Provetá.
A magistrada agora terá sob sua responsabilidade os dois processos mais ruidosos do Município: “Cartas Marcadas” e “O Transporte Ilegal do Provetá”.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

HELOISA HELENA É BOICOTADA PELA MÍDIA GORDA


A mídia gorda não concede espaço ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade); HELOISA HELENA é boicotada, mesmo estando em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto ela não é consultada pelos reportes das empresas de comunicação da elite econômica sobre a crise política atual.

Gostaria muito que o povo tivesse a oportunidade de ouvi Heloisa comentar a falta de ética patrocinada pelo presidente LULA, jogando definitivamente a bandeira da seriedade de outrora na vala comum da corrupção.

Heloisa diria que nem na época da ditadura um presidente da República interveio no Legislativo tão drasticamente, que LULA ao mandar seus senadores arquivar as denuncias contra Sarney fez uma afronta á cidadania brasileira, que ao blindar Sarney, LULA envergonhou milhares petistas que ainda acreditam em um país melhor e mais ético sob o comando da “majestade barbuda”.

Pobre povo brasileiro, que vê suas esperanças desaparecerem diante de um lamaçal de corrupção e arrogância de um presidente que daqui a 50 anos estará no lixo da história junto com seus companheiros Sarney, Collor, Renan e todo o PT.

Agora é fácil de entender o porquê das criticas renitentes de Miram Leitão, a feiosa por dentro e por fora da Globo, à HUGO CHAVEZ: no Brasil há o “perigo” para a elite de uma possível eleição de HELOISA HELENA, e CHAVEZ, na opinião dos donos da mídia, não é um exemplo nada recomendável para HELOISA

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

CORRUPÇÃO


O presidente da Capgemini (a maior empresa de consultoria da Europa) em Portugal, o jurista Paulo Morgado, enumerou as sete causas da corrupção, que como é sabido alcançou níveis insuportáveis no Brasil nas ultimas décadas.

O tema da corrupção: “aproveitamento da coisa pública em benefício individual” – é importante porque “perdemos a capacidade de inventar euros e o que nos é subtraído na corrupção tem de ser pago com impostos”, afirmou Paulo Morgado.

Presente na última conferência organizada pela revista Invest/ISLA/AIP, no auditório da Faculdade de Economia de Coimbra, Paulo Morgado enumerou aquelas que considera serem as sete causas da corrupção, apontando a cultural como a primeira. “É um crime que vai ao encontro da reciprocidade. Compensar quem nos deu alguma coisa. Não é contra natura, como matar”, explicou.

A segunda causa da corrupção, segundo o responsável, deriva do peso do Estado e da burocracia. “O próprio Estado cria corrupção através de uma burocracia que não existe no mercado concorrencial”, afirmou, apontando ainda a especulação, como a terceira causa para a corrupção, que exemplificou com a alteração de planos diretores municipais (PDM), de forma administrativa. “A especulação é uma forma de ganhar dinheiro, mas o Estado não a deve favorecer, porque tem a obrigação de redistribuir riqueza. Os rendimentos provenientes da especulação deviam ser mais tributados”, defendeu.

O presidente da Capgemini deixou ainda uma palavra à comunicação social. As amarras da comunicação representam para o autor de livros como “Contos de Colarinho Branco” e o “Corrupto e o Diabo”, a quarta causa da corrupção. “O jornalista não é verdadeiramente livre. A corrupção é um crime de prova difícil, os media vivem de publicidade e não se pode falar mal de quem anuncia. Os jornalistas acabam, mesmo sem querer, por ser coniventes”.

”O clientelismo leva a que incompetentes ocupem cargos críticos para a sociedade”

As eleições surgem como a quinta causa da corrupção, aquilo que designou de eleitoralismo e clientelismo. “Quem ajuda a eleger recebe algo em troca. Colocamos muito enfoque no financiamento partidário e não no clientelismo, nos cargos para pessoas da mesma cor. O clientelismo leva a que incompetentes ocupem cargos críticos para a sociedade, onde fazem gestão de dinheiro público”, adiantou.

A sexta causa da corrupção é, segundo Paulo Morgado, o abuso de poder. “O ser vivo social tem tendência para abusar do poder. Tem de haver controlo. Numa empresa privada, o gestor tem de prestar contas do que faz, o gestor da coisa pública não tem de prestar contas a ninguém. Devia ser obrigatória a publicação dos dez maiores desvios em prol da transparência da atuação pública”, afirmou, advertindo para a “falsa transparência”, aquela que resulta da “prestação de informação irrelevante”. O abuso de poder “só se controla com transparência e o Estado tem mais obrigação de prestar contas porque o contribuinte não escolheu ser contribuinte”, explicou.

A sétima causa da corrupção assenta no próprio sistema judiciário, “que não funciona”. Segundo Paulo Morgado, “a lei não foi feita para punir fenômenos de corrupção” e “não vale a pena dizer que o assunto está entregue à justiça, ao mesmo tempo que se diz que o sistema judicial não funciona. Perpetua-se esta hipocrisia”.

Enquanto existirem estas sete causas, “toda a conversa para acabar com a corrupção é uma perda de tempo”, concluiu

”O comportamento ético tem um valor econômico”

José Soares da Fonseca, presidente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, relembrou, durante a sua intervenção, que o comportamento ético tem um valor econômico. “O comportamento não ético permite um benefício a curto-prazo, mas o risco de perder credibilidade é maior. A prazo, perde-se poder negocial”, explicou, salientando que, enquanto o mercado pune a falta de ética, “no sector público nada acontece”.

Rocha de Matos, presidente da AIP, defendeu que a ética nos negócios “é um vetor essencial de uma nova cultura empresarial” e Carlos Encarnação, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, colocou a ética no campo “do que se deve e não deve, pode e não pode ser feito, uma fronteira que não é apenas preta e branca”, defendendo que a dimensão ética “é individual" e que “quem decide deve ser imune para não infectar o sistema”

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

HELOISA HELENA DESPONTA COMO OPÇÃO POPULAR


Mesmo com o boicote da mídia gorda, Heloisa Helena do PSOL mantém sua chance de disputar o segundo turno das eleições do ano quem vem para presidente.
Reparem que nem a foto da Heloisa é publicada nos gráficos das pesquisas, em manifesta demonstração de temor da direita que Heloisa ganhe a preferência popular.
O que fica claro nas recentes pesquisas de opinião é que Heloisa Helena despontará como a opção da esquerda no Brasil, ocupando o espaço que já foi de Brizola e depois de Lula.

UM POUCO DA HISTÓRIA DO BRASIL

VAMOS À RUA COM O PSOL. FORA SARNEY!




Campanha "FORA SARNEY" - Agenda

Seg, 10 de Agosto de 2009

Agenda de Atividades do PSOL na próxima semana.

2ª feira, dia 10/08 às 12:00h - Largo da Carioca -

3ª feira, dia 11/08 às 12:00h - 7 de Setembro com Rio Branco

4ª feira, dia 12/08 às 12:00h - Rio Branco com rua S. José (Buraco do Lume)

5ª feira, dia 13/08 às 17:00h - Saída do Metrô para a Rio Branco, no Lgo. da Carioca.

DOMINGO, dia 16/08 - Caminhada - praia de Copacabana . Concentração às 9:30 Hs e saída às 10:00Hs. no antigo hotel MERIDIEN. (Princesa Isabel x Av. Atlântica)

REAÇÃO DA DIREITA


Miriam Leitão, a feiosa por dentro e por fora da Rede Globo, é paga para criticar a política de soberania do povo Venezuelano. Chaves é taxado de ditador e pré-histórico pela musa orelhuda da Globo.

As informações da revolução que Chavez vem realizando na Venezuela são proibidas de se mencionar, nas reportagens sempre carregadas de criticas do oligopólio de comunicação brasileira.

Por exemplo, é proibido dizer que Hugo Chavez distribuiu 500.000 hectares no ano de 2005 e vem mantendo em ritmo acelerado e radical na reforma agrária em seu país.

É proibido dizer na Globo que depois de anos de controvérsia, o presidente da Venezuela lançou um programa de distribuição de terra jamais visto na América Latina.

"Nós não estamos desapropriando, isso pertence à nação, ao estado", disse ele, na fazenda Marquesena. Os reacionários oponentes de Chavez argumentaram que planos de reforma agrária violam o direito à propriedade garantido na constituição.

Os ricos inimigos de Chavez em Caracas protestaram insistentemente nos meios de comunicação, controlados por eles, exigindo que o governo cancele seu programa de reforma agrária, que deve expropriar 2.000.000 hectares de terra até este ano, o que assentará 40.000 famílias. O presidente respondeu que "a propriedade não é um valor sagrado" e prometeu ir adiante.

O plano de Chavez para distribuir terra entre os camponeses pobres prevê a nacionalização de grandes ranchos subutilizados sem compensação, pois de acordo com ele essas áreas produtivas devem ser utilizadas para o bem da comunidade.

Podemos entender o porquê de tanta reação contra Chavez.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

NO DIA DO ADVOGADO, HOMENAGEM AO NOSSO MAIOR


No dia do advogado faço a minha homenagem àquele que, para mim, foi o maior advogado da história do Brasil.
Evandro Lins e Silva nunca se dobrou diante dos poderosos, levou uma vida simples e morreu com um patrimônio modesto. Porém, rico na sua biografia de socialista, que sonhou intensamente a utopia da liberdade.



"Minha vida foi uma sucessão de acasos felizes."

"Sou socialista. Não acredito nessa globalização, que não deu nenhum resultado brilhante."

"Eu tenho o vício da defesa da liberdade. Não escolho causas para defender alguém"

"Considero a prisão uma forma de tortura. É uma morte a conta-gotas."

"Minha maior glória seria morrer aqui no Tribunal do Júri."
No julgamento de José Rainha Júnior, líder do MST, em 2000

"Não me considero advogado da acusação, mas da defesa do país."
Sobre sua participação como acusador na ação que levou ao impeachment de Collor

"Não entro sozinho na Academia; entro acompanhado de uma longa vida, austera e equilibrada. Mas não sou eu quem deveria enaltecer as minhas virtudes."
Ao entrar na ABL, em 1998

"Embora nós apenas fizéssemos cumprir a Constituição, nossa atuação contrariava as violências dos que tinham tomado o poder à força."
Sobre sua cassação do STF no regime milita

(Evandro Lins e Silva)

domingo, 9 de agosto de 2009

AOS PAIS




Che Guevara sonhou uma América onde todas as crianças tivessem as oportunidades que seus filhos tiveram. Foi derrotado o guerrilheiro, o herói sobreviveu e serve de exemplo para todos aqueles que se sentem indignados diante de uma criança abandonada.

No dia dos pais, uma pequena lembrança de um dos maiores pais que a humanidade produziu.


Se um dia vocês tiverem de ler esta carta, será porque não estou ma is entre vocês. Vocês quase não se lembrarão de mim, e os menores não se lembrarão de nada em absoluto. Seu pai foi um homem que agiu de acordo com suas próprias crenças e sem dúvida foi fiel ás suas convicções.
Cresçam como bons revolucionários. Estudem muito para serem capazes de conhecer técnicas que permitem dominar a natureza. Lembre-se de que a Revolução é que é importante e que cada de nós, sozinhos, não vale nada.
Acima de tudo, procurem sempre sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário.
Até sempre, filhinhos. Ainda espero vê-los de novo. Um beijo grande de verdade e um abraço apertado do Papa!

(Ernesto Che Guevara de la Serna)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

BARBÁRIE


Entre 6 de agosto e 31 de dezembro de 1945, 140.000 pessoas morreram por causa da bomba jogada pelos americanos em Hiroshima.
Em 9 de agosto, os Estados Unidos jogaram uma segunda bomba sobre o porto de Nagasaki, que deixou 70.000 mortos.
Em 15 de agosto o Japão se rendeu, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. Desde então, o país se converteu num dos principais aliados dos Estados Unidos. No arquipélago japonês estão posicionados 47.000 militares americanos.
O governo americano jamais pediu desculpas pelas vítimas inocentes do ataque, e o governo japonês se mostra subserviente concordando com todas as atrocidades promovidas pelos EUA.
Em homenagens as vítimas inocente; o poema de Vinício de Morais:



Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

METAMORFOSE AMBULANTE OU TRAIDOR SEM CARÁTER

Em 2006 Jackson Lagos se elegeu governador do Maranhão, derrotando o clã Sarney que contava com o apoio de Lula.
Utilizando a lei de cassação de iniciativa popular, os Sarney com a ajuda do Planalto cassou o mandato de Jackson com o total silencio do PDT, partido do governador Jackson.
Lagos foi cassado com apenas dois depoimentos de populares do Maranhão que afirmaram que venderam seus votos para os que apoiavam o governador cassado, sem qualquer participação direta deste.
Concluo que nesta República de coronéis chamada Brasil, as leis são usadas ao bel prazer dos seus coronéis, e que aqueles que saem das senzalas, como Lula, não perderam o vício de se tornarem capitães-do-mato.

Homenagem da guerreira para o saudoso Velho Guerreiro

O IMPÉRIO CONTRA-ATACA


O revolucionário e ex-guerrilheiro Fidel Castro disse em artigo publicado na quarta-feira que a presença militar da mais poderosa maquina de guerra do planeta no centro da América (Colômbia) constitui uma "dor de cabeça" para a América Latina.

O artigo surge em meio a uma grave crise entre Venezuela e Colômbia por causa de um acordo militar em negociação entre Bogotá e Washington, que autoriza unidades militares dos EUA a usarem bases colombianas sob o pretexto da luta contra o narcotráfico e guerrilhas de esquerda.

O governo popular da Venezuela, aliado de Cuba, congelou suas relações com a Colômbia por causa da suposta ameaça contida na presença militar norte-americana.

"A presença de tão poderoso império, que em todos os continentes e oceanos dispõe de bases militares, porta-aviões e submarinos nucleares, navios de guerra modernos e aviões de combate sofisticados (...), constitui a mais importante dor de cabeça de qualquer governo, seja de esquerda, centro ou direita, aliado ou não dos Estados Unidos."

No artigo intitulado "Sete punhais no coração da América", Fidel, que completa 83 anos neste mês, diz que "os governantes dos países da Unasul, Mercosul, Grupo do Rio e outros não podem deixar de analisar a justíssima pergunta venezuelana: que sentido têm as bases militares e navais que os Estados Unidos querem estabelecer ao redor da Venezuela e no coração da América do Sul?"

"Seria um erro grave pensar que a ameaça é só contra a Venezuela; está dirigida a todos os países do sul do continente. Ninguém poderá eludir o tema"
, afirmou ele no artigo publicado no site www.cubadebate.cu.

Cuba apóia abertamente o governo de Chavez, que sofre constantes críticas da mídia nacional e internacional, que não tolera as lei que democratiza os meios de comunicação na Venezuela retirando as grandes redes de comunicação das mãos de oligopólios.

"O problema, para os que somos vizinhos (dos EUA), não é que lá se fale outro idioma e seja uma nação diferente (...). O dramático é o sistema que ali se desenvolveu e se impôs a todos"
, acrescentou o ex-dirigente, afastado definitivamente do poder desde fevereiro de 2008.

Os governos de esquerda da América Latina, dos mais moderados aos mais radicais, criticaram o estreitamento da cooperação militar entre Colômbia e Estados Unidos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

DIREITA ASSASSINA


Militei do lado de Brizola, sem almejar qualquer vantagem pessoal, por mais de 20 anos, em razão da defesa apaixonada da soberania nacional do líder trabalhista e, principalmente, pelo seu humanismo exacerbado.

Naquela época, os militantes do PT me chamavam de pelego de patrão.

Hoje tendo sido vencido na minha luta, mas não nas idéias, tenho orgulho de ter lutado do lado daquele “caudilho” (no sentido mais nobre) que escreveu seu nome na história brasileira, como o grande defensor da soberania do povo brasileiro.

Eu odiaria estar do lado destes que nos venceram.


(Por Marcelo Salles, em 03.08.2009)

O menino Leonardo tinha 12 anos, era negro, pobre, favelado. Seu único crime fora fazer bagunça numa feira, na Tijuca, bairro da zona norte carioca. Leonardo cometera o terrível pecado de atirar frutas contra um colega. Na verdade, não foi o outro menino que reclamou. Ele também estava brincando. O que se espalhou por aí foi que Leonardo incomodava os feirantes e os consumidores. Esses, com medo de tomar um pedaço de mamão na cabeça, chamaram o capitão Nascimento.
Também espalharam que o segurança da feira, supostamente policial, fora derrubado. Teria sido um rabo de arraia? Mas de um menino? Do algoz enfurecido, Leonardo até que tentou correr, e correu, 100 metros rasos. Se chegou perto do recorde mundial não se sabe. Sabe-se, porém, do desfecho: dois tiros pelas costas, um deles na cabeça, puseram fim à vida de Leonardo.
Logo no início se diz que o único crime de Leonardo fora atirar frutas contra outro menino. Como vêem os caros leitores, uma correção se faz necessária. Além disso, Leonardo era pobre, negro e favelado.
E por ser pobre, negro e favelado, não mereceu a comoção pública do governador, que costuma se mostrar tão indignado quando os mortos são outros. A imprensa oficial, e aqui não me refiro àquela que imprime o Diário Oficial, também mediu a comoção.
A autoridade máxima do Estado, por certo, está muito ocupada. O momento é de articulação política, de mudanças na polícia. Como o governador afirma querer uma corporação mais humana, decidiu nomear um ex-comandante do Bope, justo o Bope, para o cargo de comandante-geral da Polícia Militar. E o comando do Estado Maior foi entregue a um policial que já foi flagrado estapeando a cara de meninos, rendidos, na Cidade de Deus.
A sucessão de fatos, portanto, nos permite uma constatação inequívoca sobre a política de segurança do governo: morte aos meninos armados com frutas, promoção e liberdade aos homens armados com ódio.

MISÉRIA, ANALFABETISMO, LULA E SARNEY


Aproveitando a sujeira e o lamaçal promovidos por Lula, Sarney e companhia; vejam só o legado de 50 anos de dominação política do clã Sarney no Maranhão.

José Sarney era um advogado pobre quando resolveu aderir à política, hoje é o homem mais rico do Maranhão, durante o reinado da sua família, o estado tornou-se o mais atrasado do Brasil em matéria de justiça social, ultrapassando o Piauí.

O índice de mortalidade infantil do Maranhão encosta nas 40 crianças por mil nascidas vivas e empata em último lugar entre os estados brasileiros com outra jóia nordestina: Alagoas dos seus defensores Collor e Renan.

A mortalidade infantil no Brasil é de 23 por mil nascidos vivos e mesmo essa já é considerada alta pela OMS (Organização Mundial de Saúde), é a terceira pior da América Latina, ganhando apenas do Paraguai e da Bolívia.

Nada menos que 21,5% dos maranhenses são analfabetos e entre eles Essiomar Gomes exportado para Angra (o dobro da média nacional), Só 12,5% das casas maranhenses tem água e esgoto (no Brasil a média é de 70%) e nada menos que 65% do estado é classificado como miserável, um recorde num país em que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é considerado caótico.

Somente a desinformação e a ignorância do nosso povo podem manter a aprovação de Lula.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O IMPÉRIO REAGE


O golpe de estado, desferido pelos gorilas militares, que derrubou o presidente constitucional de Honduras tem similaridades com o golpe de 1964 no Brasil. Tanto Zelaya como João Goulart (Jango) eram bons homens, democratas, que pretendiam tímidas reformas a fim de tornar menos injustos os seus países.
Nenhum dos dois punha em risco o capitalismo, pois as suas pretensões eram moderadas. Zelaya queria comprar petróleo mais barato através do ALBA, Jango queria uma tímida Reforma Agrária (com indenização a preço justo pelas terras desapropriadas) e uma lei que limitasse as remessas de lucros das multinacionais.
Ambos foram derrubados por campanhas coordenadas pela CIA, por militares treinados nos EUA, com o apoio efetivo das Embaixadas Americanas locais, financiadas por capital estrangeiro que operavam nos seus países.
Ambos eram homens ricos e não revolucionários, no Brasil pesava contra Goulart o apoio de seu cunhado Leonel Brizola que tinha um posicionamento mais radical contra o capital multinacional.
O novo golpe em Honduras, já sob a presidência Obama, nos aponta varias velhas lições:
-A primeira é que o imperialismo continua na ofensiva (como se vê também em outros lados do mundo: Colômbia, Paquistão, Afeganistão, Iraque, etc).
-A segunda é que a máscara sorridente do novo presidente Obama não passa disso mesmo: de uma máscara – o imperialismo não mudou a sua natureza brutal.
-A terceira é que o presidente Obama está fora das decisões da política externa dos EUA, que estão sob a velha ordem (seria impensável que os gorilas fardados de Honduras avançassem sem o sinal verde da Embaixada Americana).
-A quarta é que a reação hesitante do presidente Zelaya, que após o golpe procurou um entendimento com o imperialismo aceitando a mediação proposta pela secretária de Estado Hillary Clinton, está fadada ao fracasso; a situação seria outra se tivesse o poder de comando de Hugo Chaves.
-A quinta é que o povo hondurenho mostra mais combatividade e disposição de luta do que Zelaya, que se mostra fraco como foi Jango.
-A sexta é que, paradoxalmente, a insurreição nacional em Honduras pode definhar devido às vacilações do próprio Zelaya.
-A sétima é que a OEA é uma espécie de Ministério das Colônias dos Estados Unidos na América Latina, pois a pedido de Washington prestou-se a intervir militarmente no Haiti e agora em relação a Honduras nem sequer fala em semelhante hipótese.
O povo hondurenho precisa da solidariedade dos democratas de todo o mundo, para que possa, se for preciso, fazer uma resistência armada.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

GRIPE CORRUPÇÃO




Robert Klitgaard, um estudioso em crimes contra o patrimônio público, aponta que a corrupção é um crime de cálculo e não de paixão. Ou seja, o comportamento corrupto deriva menos da carência de princípios morais ou éticos, do que das condições materiais que permite que ele ocorra. De acordo com essa teoria, a corrupção envolve principalmente três variáveis: a oportunidade para ocorrer o ato ilegal, a chance de a ação corrupta ser descoberta e a probabilidade do autor ser punido.

Fazendo uma na análise dessas variáveis idealizada por Klitgaard, conclui-se que a administração pública nas ultimas décadas em Angra, em especial dos governos do ETERNO CICILIANO e seu sucesso BONECO DE VENTRÍLOQUO, é fértil em oferecer oportunidades para a corrupção. Veja-se, por exemplo, os excessos de cargos em comissão que esses dois governantes inconsequentes têm nomeado. Tais cargos, em quase toda sua totalidade, são preenchidos por apadrinhados políticos, amigos e familiares dos políticos, em descaso aos critérios de competência técnica. Por sua vez, o controle externo que deveria ser exercido pelos partidos de oposição como elemento inibidor da corrupção, revela-se frágil e fixam-se basicamente aos aspectos formais sem participação popular.

No entanto, o crescimento da capacidade de investigar e descobrir os esquemas de corrupção talvez seja a melhor notícia sobre esse tema, graças, principalmente, aos blogs e a participação popular após as ultimas eleições, que vêm atuando de forma participativa, como há muito não se fazia nesta cidade.

Mas, isto por si só não basta, é necessário a movimentação do poder Judiciário por meio de ações populares, para que os corruptos e corruptores se sintam ameaçados pela punição iminente.

Contudo, devemos ter consciência que a probabilidade de ocorrer punição proporcional ao crime praticado é perto de zero. No Brasil as leis são feitas para punir o pessoal da senzala os da casa grande estão isentos de qualquer punição. O sistema judiciário brasileiro, moroso para favorecer o andar de cima da sociedade, oferece aos réus abastados um vasto leque de recursos, que acabam protelando os julgamentos e evitando, muitas vezes, a punição dos culpados. Os advogados não precisam despender muito esforço em provar a inocência do cliente acusado de corrupção. Preferem a interposição dos mais variados recursos, com objetivos protelatórios, na expectativa, freqüentemente confirmada, de que os crimes prescrevam.

A inevitável conclusão é que a corrupção no Brasil continua a ser um crime sem castigo. E enquanto as instituições não forem capazes de punir os culpados, continuaremos a assistir às quadrilhas assaltarem os cofres públicos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

QUANTO MAIOR A DEMOCRACIA MAIOR A CORRUPÇÃO


Infelizmente a história tem demonstrado que o texto de HUXLEY, baixo, está correto. Não consigo entender o porquê que a ganância é superior ao altruísmo, definitivamente entendo que a humanidade levará muito tempo para entender que dividir o pão é o caminho para a verdadeira felicidade.


“Os homens são atormentados pelo pecado original dos seus instintos anti-sociais, que permanecem mais ou menos uniformes através dos tempos. A tendência para a corrupção está implantada na natureza humana desde o princípio. Alguns homens têm força suficiente para resistir a essa tendência, outros não a têm. Tem havido corrupção sob todo o sistema de governo. A corrupção sob o sistema democrático não é pior, nos casos individuais, do que a corrupção sob a autocracia. Há meramente mais, pela simples razão de que onde o governo é popular, mais gente tem oportunidade para agir corruptamente à custa do Estado do que nos países onde o governo é autocrático. Nos estados autocraticamente organizados, o espólio do governo é compartilhado entre poucos. Nos estados democráticos há muito mais pretendentes, que só podem ser satisfeitos com uma quantidade muito maior de espólio que seria necessário para satisfazer os poucos aristocratas. A experiência demonstrou que o governo democrático é geralmente muito mais dispendioso do que o governo por poucos.”

(Aldous Huxley, in 'Sobre a Democracia e Outros Estudos)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

CAI A MÁSCARA DO IMPÉRIO DE OBAMA


O assunto não interessa a mídia gorda, que é controlada pela direita, e a notícia ainda é pouco divulgada: o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA (equivalente ao nosso Itamaraty) disse, em entrevista coletiva, que “não houve golpe em Honduras”.
E mais: afirmou que o episódio "deve servir como lição" para o presidente eleito Zelaya, numa referência à proximidade entre o presidente deposto de Honduras e o presidente da Venezuela, Hugo Chavez.
O golpe de estado desferido em Honduras foi uma versão mais planejada que os EUA tentaram contra Hugo Chavez em 2002.
Alguns analistas independentes já tinham previsto que o golpe em Honduras tinha sido planejado pela CIA (Serviço de Espionagem Americana), pois o Império do norte não ia admitir a onda esquerdista que a América Latina embarcou (Venezuela, Equador, Bolivia, Honduras e Nicaragua).
Aqui em terras tupiniquim continua tudo como antes no quartel de Abrantes: submissão total ao capital selvagem e muita, mas muita corrupção!

É MUITA PROMISCUIDADE PARA MINHA MORAL CORROMPIDA


...enquanto os homens exercem seus podres poderes
morrer e matar de fome, de raiva e de sede
são tantas vezes gestos naturais...
(Caetano Veloso)


O apedeuta que chegou ao cargo de presidente da República do Brasil com a ajuda da esquerda, onde me incluo, e a anuência da direita mais reacionária do planeta que comanda essa infeliz nação desde o fatídico dia 31 de março de 1964, tem razão.
Os crimes não são iguais, e todos não devem ser punidos com pena de morte: o menino que assalta e mata tem toda uma história de fome, humilhação, violência e ódio da própria sociedade que o criou; o monstro que estupra pode ser um doente mental; o terrorista que explode bomba matando seus inimigos poderá fazê-lo por desespero onde a Justiça só teve olhos para os poderosos.
Agora aquele que rouba o dinheiro público deve sim sofrer a pena capital. Aquele que rouba o erário é o causador de todas as misérias da sociedade, dele que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais e isso deve ser motivo de pena capital por puro humanismo.
Talvez, Lula saiba mais do que eu quem deve ser condenado à pena capital, e por esta razão defenda com tanta paixão seus comparsas.
Chegará o dia em que o Brasil se tornará uma grande nova Roma, que nosso povo será educado para poder escolher com consciência os seus governantes e não em troca de um saco de comida. E ai, Lula, Sarney, Renan e tantos outros irão para o lixo da história.

domingo, 19 de julho de 2009

SAÚDE!


Hoje é o dia internacional da cerveja, e como bom apreciador do liquido mais consumido no planeta depois da água, não poderia deixar de prestar homenagens aqueles que com um copo na mão e uma boa idéia na cabeça, ajudaram, com criatividade, a transformar o mundo num lugar menos chato para viver: Karl Marx, Vinicios de Morais, Pixinguinha, De Paula, Chico Buarque, Tarso de Castro, Dolores Duram, Lupicinio Rodrigues, Oscar Niemeuer, Fausto Wolff, João Gulart, Cartola, Di Cavalcante, Pablo Picasso, Martinho da Vila, Ziraldo, Millôr, BB King, Oscar Wider, Pablo Neruda, Mao Tse-Tung e tantos outro que eu adoraria compartilhar uns litros de cerveja.
Há, sim, ia me esquecendo do maior deles: Jesus Cristo!

domingo, 12 de julho de 2009

ELES SÃO OS CORRUPTOS ANGRENSES


Eles possuem uma fé, que santifica o roubo e a corrupção; desprezam tudo o que para nós cidadãos de bem é sagrado (educação, saúde e liberdade), e promovem tudo o que nos é destrutivo e repulsivo socialmente (prostituição infantil, fome, perversão sexual, analfabetismo, doenças e etc...).

Vivem como parasitas da sociedade que eles corrompem, mantém sua coesão por meio da divisão do roubo do dinheiro público, são criaturas ardilosas, perigosas e hostis aos homens de boa vontade. Não se misturam com pessoas honradas; e estimulam á intriga e a desunião entre os homens honestos, uma vez que os consideram inimigos de morte.

Arruínam as raízes da sociedade; trabalham em segredo puxando armas no escuro, como vampiros ocultos na noite, para demolirem as fundações sociais do povo hospedeiro; infectam o corpo político e corrompem os órgãos estatais e as administrações públicas a tal ponto que estas sucumbem.

Assim, a desordem que fomentam em todos os âmbitos; só lhes pode ser proveitosa; porque a “anarquia” e a ruína do povo que parasitam; é o seu elemento de vida.

Uma cidade jamais será livre e justa, enquanto à roubalheira for gerada dentro de si mesma, com corruptores, traidores do povo e sabotadores de uma sociedade livre, movendo-se livremente dentro dela, infeccionando e corrompendo tudo o que há de bom nesse povo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

MARX ETERNAMENTE


Ninguém entendeu mais os malefícios que o amor exagerado pelo dinheiro causa ao homem do que KARL MARX. Vejam o que ele disse a respeito:

"Quanto menos comes, bebes, compras livros, vais ao teatro e ao café, pensas, amas, teorizas, cantas, sofres, praticas esporte, etc., mais economizas e mais cresce o teu capital. És menos, mas tens mais. Assim, todas as paixões e atividades são tragadas pela cobiça." ( Karl Marx)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

RECEITA CONTRA CORRUPÇÃO


“O primeiro dever do homem em sociedade é de ser útil aos membros dela; e cada um deve, segundo as suas forças físicas ou morais, administrar, em benefício da mesma, os conhecimentos, ou talentos, que a natureza, a arte ou a educação lhe prestou. O indivíduo, que abrange o bem geral duma sociedade, vem a ser o membro mais distinto dela; as luzes, que ele espalha, tiram das trevas, ou da ilusão, aqueles, que a ignorância precipitou no labirinto da apatia, da inépcia e do engano.”
(Hipólito José da Costa)


Há muito que a corrupção assombra como um espectro a sociedade brasileira. Desde a chegada dos primeiros colonizadores, as práticas de favorecimento pessoal, tráfico de influências e desvio de recursos públicos têm sido uma constante. Nada, entretanto, parece poder ser comparado com a situação atual. A máquina pública foi, em muitos municípios e em alguns estados da federação, capturada por quadrilhas que se abrigam em determinados partidos políticos e atuam impunemente.

O caso aqui em Angra dos Reis talvez seja, apenas, o exemplo mais eloquente. As denúncias que pesam contra o prefeito ETERNO CICILIANO e o BONECO DE VENTRÍLOQUO, este último eleito pelo PMDB no esquema de corrupção que caracteriza o fenômeno alastrado pelo Brasil afora, trazem à tona uma parte dessa lama repugnante que é produzida pelos palácios habitados pela medíocre elite política de nossa nação.

Um olhar sobre o Senado da República nos trará o caso do senador Sarney, esta figura que há muitos já deveria esta no lixo da história, acusado de todas as velhas praticas que transformou o Estado Maranhão no mais miserável da União, mesmo tendo um potencial de recursos naturais invejável.

Pois bem. Parece que chegamos ao fundo do poço. É preciso lembrar, entretanto, que a conivência ou a participação de políticos nesta rede criminosa vem sendo assegurada, a cada eleição, pelas escolhas realizadas pelo povo brasileiro, particularmente por aquela parcela que costuma afirmar sua desilusão com a política. Os que não gostam de política são, exatamente, os eleitores do ETERNO CICILIANO, BONECO DE VENTRÍLOQUO, SARNEY e seus parceiros.

A despolitização vale dizer: a falta de consciência política é terreno fértil para a proliferação da demagogia, para o estabelecimento dos vínculos de clientela e para o abuso do poder econômico nos processos eleitorais. Talvez, exista uma receita para se evitar aquele tipo de voto que costuma eleger corruptos. A coisa é bem simples: repare no discurso do candidato. Se ele prometer que irá resolver um problema seu, cuidado. Essa é a senha para a pilantragem. Se ele, além disso, lhe oferecer alguma vantagem determinada como dinheiro, emprego, auxílio, pagamento de alguma conta, material de construção, etc. chame a polícia. Afinal, você estará diante de um criminoso comum e é sempre bom fazer alguma coisa logo, antes que aquele sujeito alcance uma fatia de poder e ponha em prática seu programa verdadeiro: assaltar os cofres públicos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

CHICO BUARQUE NA FLIP


A grande atração da FLIP em Paraty vai ser a presença do escritor e compositor Chico Buarque de Holanda. A minha geração deve muito a Chico pela formação política, quando “sussurrávamos nos becos e nas tocas” Chico dizia ao Brasil com sua poesia o que não podíamos dizer.
Naquela época o ETERNO CICILIANO e o BONECO DE VENTRÍLOQUO levavam uma vida de playboy, enquanto seus pais puxavam o saco dos ditadores sanguinários; hoje estão no poder repetindo tudo de velho que aprenderam com seus antepassados.
Em homenagem a cleptocracia angrense, aqui vai uma das mais belas composições do meu ídolo da juventude:


Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiáÂ…Â….
(Chico Buarque de Holanda)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

DURA LEX SED LEX


Foi ajuizada na 2ª vara cível de Angra dos Reis ação popular (2009.003.000805-7) visando à redução dos salários do BONECO DE VENTRÍLOQUO, seus secretários e dos vereadores municipais.
Se a ação for julgada procedente, nossos gulosos homens públicos terão que devolver o dinheiro recebido ao erário com juros e correção monetária.
O caso já tem jurisprudência formada em processo que tramitou em Teresópolis (2001.061.000154-3) e confirmada pelo TJ-RJ, que entendeu que os aumentos feriam o Principio da Moralidade estampado na nossa Carta Magna.
É aguardar para ver até aonde nossa Justiça tolera a ganância dos cleptocratas.

terça-feira, 23 de junho de 2009

CONTROLE DA INDIVIDUALIDADE


Coincidentemente, no momento que estou relendo “1984” de GEORGE ORWEL, me deparo com o excelente artigo abaixo Publicado na revista Caros Amigos em junho de 2009. O perigo do Estado totalitário nos ronda com a atual crise de valores que o Capitalismo nos impôs. Leiam a matéria e tirem suas conclusões.

A tipificação de crimes virtuais constitui uma tendência mundial irreversível. Em meio a debate acalorado na comunidade digital, o Brasil também elabora legislação para monitorar a conduta do internauta e regulamentar a utilização de equipamentos, insumos e arquivos eletrônicos. Mas o necessário combate a práticas lesivas, como pornografia infantil e fraudes diversas, ameaça criar um sistema de vigilância sobre os usuários, atingindo a manifestação da opinião, a troca de informações e a privacidade.
Evidentemente, a medida favorece interesses corporativos diversos. Produtores e distribuidores das mídias tradicionais tentam resguardar seus vultosos lucros. As instituições financeiras não querem mais arcar sozinhas com o ônus da segurança digital. E o jornalismo impresso, que vive uma crise inédita de credibilidade, precisa limitar o trânsito de informações para garantir o monopólio da propaganda dissimulada a serviço dos seus apadrinhados políticos.
Além do pendor despótico, a investida repressora é marcada pela inviabilidade prática original. A fiscalização do universo virtual beira o impossível, e a idéia de que todo usuário (especialmente o malfeitor) poderá ser identificado e punido equivale a um delírio totalitário. Não há sequer consenso doutrinário sobre a propriedade intelectual e o direito de acesso a bens culturais ou educativos. Ademais, apesar da enganadora facilidade do manuseio cotidiano, a enorme complexidade técnica da rede escapa ao entendimento de seus tutores legais.
Ocorre que as legislações aparentemente inúteis possuem desdobramentos que ultrapassam os objetivos professados. A simples pretensão de enquadrar a internet nos mecanismos coercitivos do Estado burocrático revela o autoritarismo dos proponentes. O controle sobre a individualidade pode mudar os métodos, mas não sua essência.

sábado, 20 de junho de 2009

CARTAS MARCADAS


O alívio temporário dos réus no processo “Carta Marcadas” acabou. Os autos do processo já se encontra em Angra dos Reis a disposição do juízo para o prosseguimento da ação penal.

O primeiro volume das dezenas de volumes, chegou nesta quinta-feira e foi encaminhado para a impávida juíza Juliana Bessa, que deverá abrir vista ao Ministério Público.

A expectativa da população é muito grande e já se cogita nas rodas políticas da cidade, que Amilca Jordão assumirá a FUSAR, para que Fiote assuma a cadeira e logo em seguida renuncie a vereança para que Bento Pousa Costa assuma o cargo. O objetivo desta manobra infernal é de que o processo suba novamente para o órgão especial do TJ-RJ, já que neste caso Bento teria direito ao foro privilegiado.

Se a suposta manobra infernal acontecer, a população pode ter a certeza de que este pessoal que assumiu o poder em Angra dos Reis não merece mais as barras dos tribunais constituídos e sim um tribunal popular com a devida execução em praça pública.

terça-feira, 16 de junho de 2009

TV-COM NA VANGUARDA


Leonel Brizola foi o primeiro político da esquerda brasileira a entender a importância da disputa simbólica, travada a partir dos meios de comunicação de massa. Brizola, como ele dizia, tinha luz própria e sabia passar para os populares as reais causas do atraso do desenvolvimento humano no Brasil.

O PT tem boa discussão a respeito e adotou políticas públicas importantes via Ministério da Cultura, mas infelizmente, sem querer parecer preconceituoso, por ter o Lula baixa instrução (odeia ler) deixou o ministério das Comunicações com o PMDB de Helio Costa, que faz o jogo do oligopólio de poucas famílias que controlam a mídia gorda.

Entre os partidos de esquerda, o PSOL tem mostrado excelente atuação nesta área, sobretudo no mandato do deputado federal Ivan Valente. Há poucos dias, o deputado estadual pelo Rio Marcelo Freixo, também do PSOL, fez um pronunciamento digno de quem se põem a serviço do povo carioca, apontando a irresponsabilidade da TV Globo em usar, num seriado, um criminoso no papel de um corregedor de polícia.

Agora, vale lembrar que as críticas esporádicas não bastam: é preciso elaborar e lutar pela construção de um projeto de comunicação popular e democrática em todos os níveis, municipal, estadual e federal.

Apenas quando a esquerda como um todo (partidos, academia e movimentos sociais, estudantis e sindicais) abraçar esta luta é que vamos começar a vislumbrar uma democracia real para o Brasil.

Na nossa Angra dos Reis, a esquerda ideológica por meio deste advogado, do pedagogo Zé dos Remédios, com a colaboração de toda equipe da TV-COM e Blogs, tem exposto os reais problemas do nosso município a população. Com uma programação extremamente democrática com participação intensa da população, a TV-COM e os blogs vêm fazendo o que os políticos de oposição a muito não fazem.

A luta pela ética é a nossa principal bandeira, mas, jamais deixaremos de empunhar a bandeira da opção pelo povo do Brasil, que um dia, como dizia Darcy Ribeiro, se transformará em uma nova Roma.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

UM CHE GUEVARA INCOMODA MUITOS PODEROSOS


Parlamentares republicanos dos EUA enviaram carta à prefeitura de New York pedindo a retirada de uma estatua de Che Guevara do Central Parque, alegando que ''o revolucionário foi reconhecido inimigo dos EUA e que acolheu as políticas repressivas da União Soviética''.

A escultura, que na realidade refletia uma ''estátua viva'', seria retirada de qualquer maneira, já que fazia parte de uma exposição temporária. Mas, chama atenção à intolerância dos republicanos, capazes de enxergar violência na solidariedade e no amor à liberdade, representados por Che, ao mesmo tempo em que apóiam vivamente a matança direta comandada pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, além de fornecer armas para Israel matar mulheres e crianças na Faixa de Gaza.

Uma estátua não é capaz de sair andando, mas o exemplo de vida de Che Guevara até hoje se impõe e faz tremer de medo os donos do poder pelo mundo afora.

domingo, 14 de junho de 2009

KARL MARX x ADAM SMITH



O professor Antoni Domènech, catedrático de Filosofia Moral na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade de Barcelona e editor da revista SinPermiso, produziu um diálogo fictício entre Adam Smith e Karl Marx sobre a crise atual do capitalismo.
Achei o texto tão interessante, que resolvi postar aqui neste humilde espaço.

Karl Marx: Viste, velho, que esse menino, Joseph Stiglitz, anda dizendo por aí que o colapso de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim e do socialismo real?

Adam Smith: Não é para ficar contente, nem eu nem tu. E tu, menos ainda que eu, Carlos.

Karl Marx: Cara, por conta do suicídio do capitalismo financeiro, meu nome voltou a estar na moda; meus livros, segundo informa o The Guardian, se esgotam. Até os mais conservadores, como o ministro das finanças da Alemanha, reconhecem que em minha teoria econômica há algo que ainda vale à pena levar em conta...

Adam Smith: Não me venhas agora com vaidades acadêmicas mesquinhas post mortem, Carlinhos, já que em vida jamais te abandonaste a esse tipo de coisa. Eu falo num sentido mais fundamental, mais político. Nenhum dos dois pode estar contente e, te repito, tu menos ainda que eu.

Karl Marx: Sim, e aí?

Adam Smith: O “socialismo real” que se construiu em teu nome e não tinha nada a ver contigo. Pelo menos tu, sim, te identificaste como “socialista”. Eu, por outro lado, nem sequer jamais chamei a mim mesmo de “liberal”! Isso de “liberalismo” é uma coisa do século XIX (a palavra, como tu sabes, foi inventada pelos espanhóis em 1812), e vão e a atribuem a mim, um cara que morreu oportunamente em 1793. É ridículo!Como isso foi me acontecer?

Karl Marx: Já vejo por onde estás indo. Queres dizer que nem a queda do Muro de Berlim nem o colapso do capitalismo financeiro em 2008 têm muito a ver nem contigo nem comigo, mas que, ainda assim, nos jogam as responsabilidades?

Adam Smith: Exatamente. Mas em teu caso é pior, Carlos. Porque tu, sim, te disseste socialista. A mim pouco importa o “liberalismo”, qualquer liberalismo. Não há o que explicar a ti, precisamente um de meus discípulos mais inteligentes, que nem minha teoria econômica nem minha filosofia moral tinham nada a ver com o tipo de ciência econômica, positiva e normativa, que começou a impor-se nos teus últimos anos de vida, isso a que tu ainda chegaste a chamar “economia vulgar” e que tanto agradou aos liberais de tipo decimonônico.

Karl Marx: Claro, tu e eu ainda fomos clássicos. Depois veio essa caterva vulgar de neoclássicos, incapazes de distinguir qualquer coisa.

Adam Smith: Por exemplo, entre atividades produtivas e improdutivas, entre atividades que geram valor e riqueza tangível e atividades econômicas que se limitam a obter rendas não resultantes de trabalho (rendas derivadas da propriedade de bens imóveis, rendas derivadas dos patrimônios financeiros, rendas resultantes de operações em mercados não-livres, monopólicos ou oligopólicos). Nunca deixou de me impressionar a agudeza com que elaboraste criticamente algumas dessas minhas distinções, por exemplo, nas teorias da mais-valia.

Karl Marx: É evidente. Tu falaste repetidas vezes da necessidade imperiosa de intervir publicamente em favor da atividade econômica produtiva. Isso é o que para ti significava “mercado livre”; nada a ver com o imperativo de paralisia pública dos liberais e dos economistas vulgares, incapazes de distinguir entre atividade econômica geradora de riqueza e atividade parasitária visando ao lucro.

Adam Smith: Em meu mercado livre os lucros das empresas verdadeiramente competitivas e produtivas e os salários dos trabalhadores dessas empresas nem sequer teriam que ser tributados. Em troca, para manter um mercado livre no sentido em que defendo, os governos deveriam matar de impostos os lucros imobiliários, financeiros e todas as rendas monopólicas...

Karl Marx: Quer dizer, a tudo o que, depois de terem dado a mim por morto, e em teu nome, Adam, em teu nome!, se fez com que deixassem de pagar impostos nos últimos 25 anos. Haja saco!

Adam Smith: Haja saco, Carlos! Porque o que eu disse é que uma economia verdadeiramente livre, na medida em que estimulasse a riqueza tangível podia gerar - graças, entre outras coisas, a um tratamento fiscal agressivo do parasitismo rentista e da pseudo-riqueza intangível - amplos recursos públicos que poderiam ser destinados a serviços sociais, à promoção da arte e da ciência básica – que é, como a arte, incompatível com o lucro privado -, a estabelecer uma renda básica universal e incondicional de cidadania, como queria meu conterrâneo Tom Paine, etc. Vês, já, Carlos: eu, que não passei de um modesto republicano whig (1) de meu tempo, agora, se quatro preguiçosos, ainda que ignorantes, professorzinhos não me falseassem, e se lessem com conhecimento histórico de causa, até poderia passar por um perigosíssimo socialista dos teus. E te direi, e há de ficar entre nós, que, considerando o que temos visto, a tua companhia resulta bastante grata a mim...

Karl Marx: Na realidade, todo o teu conhecimento, como o de tantos republicanos atlânticos de tua geração, foi posto a serviço do princípio enunciado pelo grande florentino mal-afamado, a saber: que a liberdade republicana não pode florescer em nenhum povo que consinta com a aparição de magnatas e senhores [gentilhuomini], capazes de desafiar a república. E só assim se vê como a falsificação, em teu caso, é pior que no meu: o “socialismo real” abusou aberrantemente da palavra “socialismo”, dando cabimento ao regozijo de meus inimigos; mas tu nem chegaste a te inteirar sobre o que era esse tal de “liberalismo”!

Adam Smith: Quem não se consola é porque não quer, Carlos. O certo é que o que aconteceu nos últimos 30 anos no mundo vai contra tudo o que tu e eu, como economistas e como filósofos morais, queríamos. Olha esses pobres espanhóis, inventores do termo “liberalismo”. A ti e a mim importava sobretudo a distribuição funcional do produto social (isso a que agora tratam como PIB): pois bem, a proporção da massa salarial em relação ao PIB não parou de baixar, na Espanha, e seguiu baixando inclusive depois que o partido até há muito pouco tempo se dizia marxista voltou a assumir o governo em 2004...

Karl Marx: Sim, sim, um horror...Mas é que quando esses meninos supostamente me abandonaram por ti e passaram a se chamar “social-liberais” no começo dos anos 80, o que fizeram foi uma coisa que também teria te deixado de cabelo em pé. Observa que não só retrocedeu a proporção da massa salarial em relação ao PIB, senão que, na Espanha do pelotazo (2) e do enrichisez-vous (3) de Felipe González, o mesmo que na Argentina da “pizza e do champanhe” de Menem e em quase todo o mundo, os lucros empresariais propriamente ditos também começaram a retroceder também em relação aos rendimentos imobiliários, financeiros e as rendas monopólicas, no PIB...

Adam Smith: Como nos arrebentaram, Carlos!

Karl Marx: Não te desesperes, Adam. A história é caprichosa e, quem sabe seja melhor, agora, que comecem a nos levar a sério. Observa que acabaram de dar o Prêmio Nobel a um menino bem danado, que há anos estuda a competição monopólica e resgata Chamberlain e Keynes, esses caras que ao menos se esforçaram para nos entender, a ti e a mim, nos anos 30 do século XX, e que queriam promover a “eutanásia do rentista”...

Adam Smith: - Eu fui um republicano whig bastante cético, Carlos. Não vivi o movimento dos trabalhadores dos séculos XIX e XX e a epopéia de sua luta pela democracia. Não posso entregar-me tão facilmente ao Princípio Esperança (4) daquele famoso discípulo teu, agora, certamente, quase esquecido.


(1) O Whig Party era o partido que reunia as tendências liberais no Reino Unido e se contrapunha ao Tory Party, dos conservadores. Whig (ou Whigs) é uma expressão de origem popular que se tornou termo corrente na designação do partido liberal no Reino Unido. Esta corrente contribuiu para a formação do atual Partido Democrata Liberal – Liberal Democrats. Também está presente em algumas vertentes do Partido Trabalhista inglês-Labour Party. É profundamente relacionado ao protestantismo calvinista, na sua forma presbiteriana, das sociedades escocesa inglesa. Tem origem nas forças políticas escocesas e inglesas que lutaram a favor de um regime parlamentar protestante: o Whig Party.

O Whig Party foi um dos partidos mais influentes no sistema parlamentar britânico até o fim da Primeira Guerra Mundial, alternando com os Tories na formação do governo britânico. Depois da Primeira Guerra, o partido perdeu importância e foi praticamente substituído pelo partido trabalhista (Labour Party) na alternância do poder político no Reino Unido com os Tories.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Whig_(Reino_Unido) N.deT.

(2) A cultura do pelotazo, na Espanha, refere-se ao enriquecimento rápido e sem esforço.

(3) Expressão atribuída historicamente a uma suposta afirmação do historiador e político francês François Guizot (1787-1874). Num contexto de restauração de forças conservadoras no poder francês, teria Guizot, segundo consta na tradição do anedotário político, expressado seu entendimento da agenda revolucionária de 1789. Consta que, logo após ter assumido a chefia efetiva do governo, por volta de 1840, ele pronunciou: “Esclareçam-se, enriqueçam, melhorem a condição moral e material da nossa França”. Para outros, Guizot disse isto: “Enriqueçam para o trabalho e para a indulgência e serão eleitores”, respondendo aos detratores do voto censitário. A expressão passou então a ser usada como descrição de um comportamento cínico e privatista, como parece ser o caso nesse diálogo. N.deT.

(4) O Princípio Esperança (editado no Brasil pela Contraponto) é o trabalho mais famoso de Ernst Bloch, de 1959. Sobre Bloch, são dignas de reprodução as seguintes considerações de Michael Löwy: “Teólogo da revolução” e filósofo da esperança, amigo de juventude de Lukács e Walter Benjamin, Ernst Bloch designa a si próprio como um pensador romântico revolucionário. Nascido na cidade industrial de Ludwigschafen, sede da IG Farben (Importante Empresa Química), olhava com espanto e admiração a cidade vizinha, Manheim, velho centro cultural e religioso; como dirá mais tarde numa entrevista autobiográfica, esse contraste entre “a aparência feia, despida e sem delicadeza do capitalismo tardio” - símbolo do “caráter-de-estação-de-trens” (Bahnfof-shaftigkeit) de nossa vida moderna e a antiga cidade do outro lado do Reno, símbolo da “mais radiante história medieval” e do “Santo Império Romano Germânico”, deixou uma profunda marca em seu espírito.

Leitor entusiasta de Schelling desde a adolescência, aluno do sociólogo neo-romântico (judeu) Georg Simmel, em Berlim, Bloch irá participar durante alguns anos (com Lukács) do Círculo Max Weber de Heidelberg, um dos principais núcleos do romantismo anticapitalista nos meios universitários alemães. Testemunhos da época o descrevem como um “judeu apocalíptico catolicizante”, ou como “um novo filósofo judeu...” que se acreditava, com toda evidência, precursor de um novo Messias./ Por essa época (1910-17), havia uma profunda comunhão espiritual entre Bloch e Lukács, de que é possível acompanhar os vestígios em seus primeiros escritos. Segundo Bloch (na entrevista que me concedeu em 1974), “éramos como vasos comunicantes; a água encontrava-se sempre à mesma altura nas duas colunas”. Foi graças a Lukács que ele se iniciou no universo religioso de Mestre Eckhart, Kierkegaard e Dostoiévski – três fontes decisivas para sua evolução espirital. ”In: Redenção e Utopia: o judaísmo libertário na Europa central (Um estudo de afinidade eletiva)”. Trad. Paulo Neves, São Paulo, SP, Companhia das Letras, 1989, p. 120). N. de T.