terça-feira, 13 de março de 2012

PARA ARREFECER UM POUCO MEU ATEÍSMO


Darcy Ribeiro (pensador, sociólogo, antropólogo, militante dos direitos humanos, escritor...) em testamento pediu que seu corpo fosse encomendado por Frei Betto e Frei Leonardo Boff. Frei Betto não pode estar na ocasião de modo que somente Leonardo Boff (frei, teólogo, filósofo, excomungado da igreja católica pelo atual papa, escritor, militante dos direitos humanos...) esteve com ele em suas últimas horas. Leonardo Boff narra esses últimos momentos dele com Darcy:

Darcy - "Quero discutir com você o tema da morte, porque estou enfrentando a morte, meu grande último desafio."

Em seguida faz Boff ler o prefácio do, então inédito, Confissões, livro no qual Darcy faz uma leitura da vida. E Boff leu o seguinte:
"Pena que a vida , tão carregada de lutas e fracassos, e vitórias, e vontade de trabalhar, seja marcada por uma profunda desesperança, porque nós voltamos, através da morte, ao pó cósmico, ao esquecimento e ficamos na memória que é curta e só de algumas pessoas, e voltamos à diluição cósmica."

Então ao final da leitura Boff diz:

Boff - "Darcy, acho que é uma interpretação de quem vê de fora. É como você ver a borboleta, e ver o casulo. Você pode chorar pelo casulo que foi deixado para trás e ver que ele morreu. Mas você pode olhar a borboleta e dizer: "Não, ele libertou a borboleta, e ela é a esperança de vida que está dentro do casulo".

Boff continua - "Darcy, deixa te dizer como imagino tua chegada , o teu grande encontro. Não vai ser com Deus Pai porque para você Deus tem de ser Mãe, tem de ser mulher..." (risos)

Darcy - "Então vai ser uma Deusa"

Boff - "Imagino assim: que Deus, quando você chegar lá em cima, vai te dizer com os braços abertos: "Darcy, como você custou para chegar, eu estava com uma saudade louca de você, finalmente você veio, você não queria vir, você teve de vir e agora chegou." E te abraça, te afaga em seu seio, e te leva de abraço em abraço, de festa em festa"

Darcy - "De farra em farra..." (risos)

Boff - "Isso será pela eternidade afora"

Boff narra que nesse momento Darcy parou, olhou de lado, como que o interrogando e disse:
Darcy - "Como gostaria que fosse verdade! Minha mãe morreu cheia de fé e morreu tranqüila, eu invejo você, que é um homem inteligente e de fé. Eu não tenho fé. Como gostaria que fosse verdade"

Boff conta que aí lhe correu uma lágrima e ele ficou silencioso, estremeceu e teve um acesso de diabetes, uma queda muito grande de pressão e tiveram de levá-lo.

Boff - "Darcy não se preocupe com a fé, porque Deus não se incomoda com a fé. pelos critérios de Jesus, quem tem amor tem tudo. Então quando agente chega na tarde da vida como você, que atendeu os famintos como você, crianças abandonadas como você, índios marginalizados como você; negros que você defendeu, as mulheres oprimidas, desde o neolítico ninguém louvou a mulher quanto você - quem fez isso ganha tudo, porque optou pelos últimos, por aqueles que estavam em necessidade. Quem fez isso tem o Reino, tem a eternidade, tem Deus. E você só fez isso."

Darcy respirou e disse: "Puxa, mas tem de ser verdade".

segunda-feira, 12 de março de 2012

DIGA NÃO A INTOLERÂNCIA AOS ATEUS


A primeira vez que li o filósofo francês Michel Onfray foi em um ensaio literário traduzido para o português no antigo Jornal do Brasil, quando este ainda era jornal de vanguarda no inicio dos anos 80. Mais de duas décadas depois me deparei com o filósofo na Bienal do Livro do Rio-Centro - «Traité d’Athéologie»-, de onde pude reafirmar todas minhas convicções a respeito das religiões. Abaixo, alguns trechos da magnífica obra de Onfray:



«porque Deus não morreu nem é perecível – contrariamente ao que dizem Nietzsche e Hine. Nem morto nem perecível ele é, porque não é mortal. Um ficção não morre, nem uma ilusão se trespassa, nem muito menos se vai refutar um conto infantil»

(…)

«Deus releva do bestiário mitológico, como milhares de outras criaturas repertoriadas nos dicionários com inúmeras entradas, desde Démeter até Dionísios»

(…)

«O silêncio de Deus convida à conversa da treta dos seus ministros que usam e abusam do epíteto: quem quer que não creia em Deus, torna-se logo um ateu. No pior dos homens, no imoralista, no detestado, no imundo e na incarnação do mal.
Difícil por isso dizer-se ateu…Quando se diz tal, é sempre na perspectiva insultuosa de uma autoridade preocupada em banir, e em marginalizar e condenar»

(…)

«(o primeiro verdadeiro ateu:) Agrada-se que esta genealogia filosófica proceda de um padre: Meslier, santo, herói e mártir da causa ateia…»


(…)

«o ensino da religião reintroduz o coelho na cartola: o que os padres não podem fazer abertamente, podem agora fazê-lo docemente, ao ensinar as fábulas do Antigo e Novo Testamento, as do Corão e dos Hadiths, sob pretexto de permitir os alunos aceder mais facilmente a Marc Chagall, à Divina Comédia e à Capela Sistina ou à música de Ziryab…»

(…)

«ensinar o ateísmo supõe uma arqueologia do sentimento religioso: o medo, a incapacidade de olhar a morte, a impossível consciência da incompletude e da finitude nos homens, a função e o motor que é a angústia existencial. A religião, esta criação ficcional, exige uma desmontagem em boa forma dos placebos ontológicos – como em filosofia se fala da bruxaria e da loucura para produzir uma definição da razão»

(…)

« A época parece ateia, mas somente aos olhos dos cristãos e dos crentes. De facto, ela é niilista.
Os padroeiros de ontem e da véspera têm todo o interesse em fazer passar o pior e a negatividade contemporânea por um produto do ateísmo»

(…)

«Três milénios testemunham dos primeiros textos até hoje: a afirmação de um Deus único, violento, invejoso, quezilento, intolerante, belicoso, que gerou mais ódio, sangue, mortos, brutalidade do que paz…»

(…)

«Que eu saiba nem os Papas, s Princípes, os Reis, os Califas, os Emires brilharam tanto na virtude como Moisés, Paulo, Mahomé brilharam na mortícinio, na venda de tabaco ou nas razzias»

(…)

«os teístas realizam inimagináveis contorções para justificar o mal à superfície do planeta, não deixando nunca de afirmar a existência de Deus a quem nada escapa. Os deístas são um pouco menos cegos, já os ateus parecem já bem mais lúcidos»

(…)

«A missa dominical nunca primou como momento de reflexão, de análise, de cultura e de saber difundido e trocado, e quanto ao catecismo, muito menos. O mesmo se passa nas outras religiões monoteístas. Quer nas orações junto do Muro das lamentações ou nas Cinco Ocasiões diárias dos muçulmanos ora-se, pratica-se as invocações, exerce-se a memória, mas nunca a inteligência»

(…)

«trata-se daqui para diante de conseguir aquilo que Deleuze chama de ateísmo tranquilo, a saber, um cuidado não tanto na negação estática ou de combate a Deus, mas num método dinâmico que desemboque numa proposição positiva destinada a construir após o combate»

(…)

« a superação deste ateísmo cristão – não muito ateu e ainda bastante cristão para meu gosto –permite encarar sem redundância de assim o nomear, um autêntico ateísmo ateu…Este quase que pleonasmo serve para significar uma negação de Deus em conjunto a uma negação de uma parte dos valores que daí resultam, mas ainda(…) para colocar a moral e a política noutras bases que não sejam niilistas, mas pós-cristãs»

(…)

«desconstruir os monoteísmos, desmistificar o judaico-cristianismo – mas também o Islão – para depois desmontar a teocracia , eis as três tarefas inaugurais da ateologia.
Trabalhar em seguida para uma nova ética e criar as condições de uma verdadeira moral pós-cristã, onde o corpo deixe de ser uma punição, a terra um vale de lágrimas, a vida uma catástrofe, o prazer um pecado, as mulheres uma maldição, a inteligência uma presunção, e a vontade uma danação»

(…)

«não se mata um sonho, nem se assassina um subterfúgio. Serão antes estes que nos matam, pois Deus empurra para a morte tudo o que lhe resiste. Em primeiro lugar a razão, depois a inteligência e o espírito crítico»


Citações retiradas do livro de Michel Onfray, «Tratado de ateologia».

quinta-feira, 8 de março de 2012

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, A HOMENAGEM DE CHICO BUARQUE A TODAS MULHERES



Mulheres de Atenas
Chico Buarque

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas; cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas:
Geram pros seus maridos,
Os novos filhos de Atenas.

Elas não têm gosto ou vontade,
Nem defeito, nem qualidade;
Têm medo apenas.
Não tem sonhos, só tem presságios.
O seu homem, mares, naufrágios...
Lindas sirenas, morenas.

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

segunda-feira, 5 de março de 2012

A DINÂMICA INTELIGÊNCIA DO BEM



Leonardo Boff



Tempos de crise sistêmica como os nossos favorecem uma revisão de conceitos e a coragem para projetar outros mundos possíveis que realizem o que Paulo Freire chamava de o “inédito viável”.

É notório que o sistema capitalista imperante no mundo é consumista, visceralmente egoísta e depredador da natureza. Está levando toda a humanidade a um impasse pois criou uma dupla injustiça: a ecológica por ter devastado a natureza e outra social por ter gerado imensa desigualdade social. Simplificando, mas nem tanto, poderíamos dizer que a humanidade se divide entre aquelas minorias que comem à tripa forra e aquelas maiorias que se alimentam insuficientemente. Se agora quiséssemos universalizar o tipo de consumo dos países ricos para toda a humanidade, necessitaríamos, pelo menos, de três Terras, iguais a atual.

Este sistema pretendeu encontrar sua base científica na pesquisa do zoólogo britânico Richard Dawkins que há trinta e seis anos escreveu seu famoso O gene egoísta (1976). A nova biologia genética mostrou, entretanto, que esse gene egoísta é ilusório, pois os genes não existem isolados, mas constituem um sistema de interdependências, formando o genoma humano que obedece a três princípios básicos da biologia: a cooperação, a comunicação e a criatividade. Portanto, o contrário do gene egoísta. Isso o demonstraram nomes notáveis da nova biologia como a prêmio Nobel Barbara McClintock, J. Bauer, C. Woese e outros. Bauer denunciou que a teoria do gene egoísta de Dawkins “não se funda em nenhum dado empírico”. Pior, “serviu de correlato biopsicológico para legitimar a ordem econômica anglo-norteamericana” individualista e imperial (Das kooperative Gen, 2008, p.153).

Disto se deriva que se quisermos atingir um modo de vida sustentável e justo para todos os povos, aqueles que consomem muito devem reduzir drasticamente seus níveis de consumo. Isso não se alcançará sem forte cooperação, solidariedade e uma clara autolimitação.

Detenhamo-nos nesta última, a autolimitação, pois é uma das mais difíceis de ser alcançada devido à predominância do consumismo, difundido em todas as classes sociais. A autolimitação implica numa renúncia necessária para poupar a Mãe Terra, para tutelar os interesses coletivos e para promover uma cultura da simplicidade voluntária. Não se trata de não consumir, mas de consumir de forma sóbria, solidária e responsável face aos nossos semelhantes, a toda a comunidade de vida e às gerações futuras que devem ter o direito de também consumir.

A limitação é, ademais, um princípio cosmológico e ecológico. O universo se desenvolve a partir de duas forças que sempre se autolimitam: as forças de expansão e as forças de contração. Sem esse limite interno, a criatividade cessaria e seríamos esmagados pela contração. Na natureza funciona o mesmo princípio. As bactérias, por exemplo, se não se limitassem entre si e se uma delas perdesse os limites, em bem pouco tempo, ocuparia todo o planeta, desequilibrando a biosfera. Os ecossistemas garantem sua sustentabilidade pela limitação dos seres entre si, permitindo que todos possam coexistir.

Ora, para sairmos da atual crise precisamos mais que tudo reforçar a cooperação de todos com todos, a comunicação entre todas as culturas e grande criatividade para delinearmos um novo paradigma de civilização. Há que darmos um adeus definitivo ao individualismo que inflacionou o “ego” em detrimento do “nós” que inclui não apenas os seres humanos mas toda a comunidade de vida, a Terra e o próprio universo.




Leonardo Boff é autor de Preservar a Terra-cuidar da Vida. Como evitar o fim do mundo, Record, RJ 2011.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"A economia americana está morta"


por Paul Craig Roberts [*]
Sexta-feira passada, 27 de Janeiro, o US Bureau of Economic Analysis anunciou sua estimativa antecipada de que no último trimestre de 2011 a economia cresceu a uma taxa anualizada de 2,8% em termos ajustados à inflação real, um aumento em relação à taxa de crescimento anualizada do terceiro trimestre.

Boa notícia, não é?

Errado. Se quiser saber o que realmente está a acontecer deve voltar-se para John Williams em www.shadowstats.com .

O que os media presstitutos não nos contam é que quase todo o ganho no crescimento do PIB foi devido à "acumulação involuntária de stocks", ou seja, foram produzidos mais bens do que vendidos.

Descontados os bens não vendidos, a taxa anualizada de crescimento real foi oito décimos de um por cento.

E mesmo essa minúscula taxa de crescimento é um exagero, porque está deflacionada com um padrão de medida da inflação que a subestima. A medição da inflação do governo estado-unidense já não mede um padrão de vida constante. Ao invés disso, a medida de inflação do governo repousa sobre a substituição dos bens mais baratos por aqueles que aumentam de preço. Por outras palavras, o governo mantém baixa a medida através da mensuração de um padrão de vida em declínio. Isto permite aos nossos governantes divergirem ajustamentos do custo de vida que deveriam ser pagos a beneficiários da Segurança Social para guerras de agressão, estado policial e salvamentos de banqueiros.

Quando a metodologia que medida um padrão de vida constante é utilizada para deflacionar o PIB nominal, o resultado é uma contração da economia estado-unidense. Isso torna claro que a economia dos EUA não teve recuperação e tem estado em recessão profunda durante quatro anos apesar da proclamação do National Bureau of Economic Research de uma recuperação baseada nos números oficiais manipulados.

Um governo sempre pode produzir a ilusão de crescimento econômico através da subestimação da taxa de inflação. Não há dúvida de que uma medida de inflação com base nessa substituição subestima a inflação que o povo experimenta. Mais prova de que não tem havido recuperação econômica está disponível naquela série de dados não afetados pela inflação. Se a economia estivesse de fato a recuperar, estas séries de dados estariam a subir. Ao invés disso, elas estão estáveis ou em declínio, como demonstra John Williams.

Por exemplo: segundo os próprios dados do governo, os empregados em folha de pagamento no mês de Dezembro de 2011 são menos do que em 2011. Entretanto, houve uma década de crescimento populacional. Os media presstitutos chamam à alegada recuperação econômica uma "recuperação sem emprego", o que é uma contradição em termos. Não pode haver recuperação sem um crescimento no emprego e no rendimento do consumidor.

Os ganhos reais médios por semana (deflacionados pelo CPI-W do governo) nunca se recuperaram desde o seu pico em 1973. A mediana do rendimento familiar real (deflacionada pelo CPI-U do governo) nunca recuperou o seu pico de 2001 e está abaixo do nível de 1969. Se os rendimentos fossem deflacionados pela sua metodologia original ao invés da nova metodologia baseada na substituição, o quadro seria muito mais negro.

A confiança do consumir não mostra recuperação e está muito abaixo do nível de uma década atrás. Como é que uma economia se recupera sem uma recuperação da confiança do consumidor?

O arranque na construção de casas tem permanecido estagnado desde 2009 e está abaixo do seu pico anterior.

As vendas a retalho estão abaixo do nível de Janeiro de 2000.

A produção industrial permanece abaixo do nível de Janeiro de 2000.

Para repetir: o único indicador de recuperação econômica é o PIB deflacionado com uma medida de inflação subestimada.

A economia dos EUA não pode recuperar, porque depende das despesas de consumidor para mais de 70% da sua atividade. A deslocalização de empregos da classe média travou a subida do seu rendimento e provocou uma queda no poder de gastos do consumidor.

A Reserva Federal sob Alan Greenspan compensava a falta de crescimento do rendimento do consumidor estado-unidense por uma política de crédito fácil e uma política de elevação dos preços das casas com baixas taxas de juros. Esta política permitiu ao povo refinanciar seus lares e gastar a situação líquida inflacionada que a política de Greenspan havia criado.

Por outras palavras, um aumento no endividamento do consumidor e des-poupanças conduziu a economia ao invés de colmatar a falha de crescimento dos rendimentos dos consumidores.

Hoje, os consumidores estão demasiado endividados para contrair empréstimos e os bancos demasiado insolventes para emprestar. Portanto, não há possibilidade de nova expansão da dívida como substitutivo do crescimento do rendimento real. Uma economia deslocalizada é uma economia morta e exaurida.

As consequências de uma economia morta quando o governo está a desperdiçar milhões de milhões de dólares em guerras de agressão descarada e em salvamentos de instituições financeiras fraudulentas é um orçamento de governo que só pode ser financiado através da impressão de dinheiro.

A consequência de imprimir dinheiro quando os empregos foram deslocalizados é uma depressão inflacionária. Esta catástrofe pode começar a desdobrar-se este ano ou em 2013. Se os problemas da Europa piorarem, a fuga para o dólar poderia adiar subidas na inflação estado-unidense até 2014.

O imperador não tem roupas. Mais cedo ou mais tarde isto será reconhecido.
31/Janeiro/2012
[*] Director do Institute for Political Economy, http://www.paulcraigroberts.org/

O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=29000

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

PEDOFILIA DE AUTORIDADE DO GOVERNO DE ANGRA; SERÁ?


A notícia crime é grave, muito grave. O perfil de um pedófilo pode ser realmente surpreendente, onde muitas vezes um amigo, parente ou apenas uma pessoa que demonstra uma conduta exemplar perante um determinado grupo de pessoas, poderá vir revelar - se um molestador de crianças com impulsos sexuais perversos e desprezíveis.
Pior ainda quando o molestador de crianças e adolescente é uma autoridade constituída pelas regras eleitorais burguesa, que deveria zelar pela saúde e formação de nossas crianças e jovens.
Não duvido um milímetro sequer das denuncias que vieram à tona contra uma determinada alta autoridade do governo municipal; basta simplesmente fazer uma análise de sua vida pregressa para constatar que dita autoridade é capaz dos mais sórdidos e desprezíveis atos contra a pessoa humana.
Neste caso específico é necessário que o ministério Público tome para si as investigações sob pena de tudo terminar arquivado em um obscuro porão de uma delegacia de polícia.
Com a palavra, e espero com ação, o Excelentíssimo Doutor Promotor de Justiça Criminal de Angra dos Reis.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A visão lúcida e engajada de um magistrado comprometido com a democratização das instituições brasileiras.


Comentam-se de todos os lados que o judiciário brasileiro atravessa a maior crise de sua história e que 2012 será um ano crucial para sua reestruturação e reorganização. Não questiono a existência da crise, mas fico a me perguntar se, de fato, a crise é esta mesma que anda alimentando a vaidade de alguns figurões do judiciário brasileiro. Evidente que existem casos de corrupção, malfeitos e malversação do dinheiro público no judiciário brasileiro. Fato este, lamentavelmente, presente em quase todos os setores públicos deste país. De outro lado, como pensam alguns, não é só este o problema do judiciário brasileiro e o debate sobre a crise precisam ser ampliando, sob pena de cairmos na ilusão de soluções fáceis ou milagrosas.
Na verdade, a estrutura do judiciário brasileiro é autoritária, arcaica e absolutamente alheia às melhores práticas democráticas que devem alimentar a modernização das instituições públicas deste país. Repito que casos de corrupção existem, mas sem a modernização e democratização do poder é como se estivéssemos tentando tapar o sol com uma peneira ou iludidos na cura de uma gangrena como um simples band-aid. Enquanto a escolha das cúpulas dos tribunais, por exemplo, for privativa de uns poucos cardeais, como se estivessem elegendo o papa, haverá sempre espaço para o jogo de interesses e permanecerá o distanciamento dos demais integrantes do poder em relação aos seus dirigentes. Em consequência, juízes, desembargadores e ministros continuarão pensando que são administradores de sistemas complexos de pessoal e orçamento e chefes dos demais integrantes do poder. Para concluir, o CNJ continuará se imaginando um grande ministério de ações sociais e, de outro lado, julgador impiedoso e midiático dos casos que lhe interessa.
Precisamos enfrentar este debate em 2012. Não podemos perder a chance de questionar esta estrutura ultrapassada e defender com energia a democratização do poder judiciário e idealizar novas formas da realização da justiça. A sociedade está normatizada ao extremo (a lei, seja qual for, virou tábua de salvação para todos os males) e, por consequência, desesperadamente judicializada (todas as espécies de conflitos são transferidos para o judiciário). Esta situação precisa ser repensada com urgência, sob pena de tornar-se necessário, não muito distante no tempo, implantar uma estrutura de poder judiciário em cada esquina para solucionar toda sorte de conflitos que poderiam ser mediados em outras instâncias. Assim, não há poder que resista!
Começo 2012 com a mesma crítica e indignação de sempre, mas com a esperança viva de que este país (seu povo e suas instituições) terá a força necessária para construir uma sociedade livre, justa e solidária. O olhar é sereno, mas firme e para frente. Fazendo a hora e não esperando acontecer. As redes sociais terão um papel muito mais forte neste processo em 2012. Desde já, agradeço a todos pela companhia nesta caminhada.
(*) Gerivaldo Neiva é juiz de direito. Texto reproduzido de seu blog.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Uma boa reflexão para o próximo ano nas palavras do gênio SHAKESPERE, e que este ano seja renovada toda esperança da humanidade. Feliz ano!


Um dia nós aprendemos...

Depois de algum tempo aprendemos a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E aprendemos que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começamos a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
E começamos a aceitar as nossas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprendemos a construir todas as nossas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em vão ao meio.
Depois de um tempo aprendemos que o sol queima se ficarmos expostos por muito tempo.
E aprendemos que não importa o quanto nos importemos, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceitamos que não importa o quanto seja boa uma pessoa, ela vai ferir-nos de vez em quando e precisamos perdoá-la por isso.
Aprendemos que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobrimos que levamos anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podemos fazer coisas num instante, das quais nos arrependeremos pelo resto da vida.
Aprendemos que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que a vida contém, mas QUEM a vida contém.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprendemos que não temos que mudar de amigos se os amigos mudam, percebemos que podemos fazer qualquer coisa com o nosso melhor amigo, ou nada, e passar bons momentos juntos.
Descobrimos que as pessoas com quem mais nos importamos na vida nos são retiradas muito depressa; por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, porque pode ser a última vez que as vejamos.
Aprendemos que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começamos a aprender que não nos devemos comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobrimos que se leva muito tempo para nos tornarmos a pessoa que queremos ser, e que o tempo é curto.
Aprendemos que não importa aonde já chegamos, mas para onde vamos; mas se não sabemos para onde vamos, qualquer lugar serve.
Aprendemos que, ou controlamos os nossos atos ou eles nos controlarão; que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre dois lados.
Aprendemos que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprendemos que paciência requer muita prática.
Descobrimos que algumas vezes, a pessoa que espera que o pisemos quando caímos, é uma das poucas que nos ajudam a levantar-nos.
Aprendemos que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tivemos e o que aprendemos com elas, do que com quantos aniversários já celebramos.
Aprendemos que há mais dos nossos pais em nós do que supúnhamos.
Aprendemos que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates... poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprendemos que quando estamos com raiva temos o direito de estar com raiva, mas isso não nos dá o direito de sermos cruéis.
Descobrimos que só porque alguém não nos ama como gostaríamos, não significa que esse alguém não nos ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendemos que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes temos de aprender a perdoar-nos a nós mesmos.
Aprendemos que com a mesma severidade com que julgamos, seremos em algum momento condenados.
Aprendemos que não importa em quantos pedaços o nosso coração foi partido, o mundo não pára para que seja concertado.
Aprendemos que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante o seu jardim e decore a sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E, finalmente, aprendemos que realmente podemos suportar... que realmente somos fortes, e que podemos ir muito mais longe, depois de pensarmos que não podemos mais. E que realmente a vida tem valor e que nós temos valor diante da vida!

W. Shakespeare

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PERSPECTIVA DE INTENSIFICAÇÃO DAS LUTAS DE CLASSES NA EUROPA E NO MUNDO


por Ivan Pinheiro
O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) saúda os partidos comunistas presentes, homenageando o anfitrião, o Partido Comunista Grego, referência para todos os revolucionários e trabalhadores do mundo, com seu exemplo de luta sem tréguas contra o capital.

O aprofundamento da crise sistêmica do capitalismo coloca para o movimento comunista internacional um conjunto de complexos desafios.

Estamos diante de um estado de guerra permanente contra os trabalhadores, uma espécie de "guerra mundial", na qual o grande capital busca sair da crise colocando o ônus na conta dos trabalhadores. Esta é uma guerra diferente das anteriores, que tinham como centro disputas interimperialistas.

Apesar de persistirem contradições interburguesas e interimperialistas na atual conjuntura, as grandes potências (sobretudo os Estados Unidos e os países hegemônicos da União Européia) promovem hoje uma guerra de rapina contra todos os países periféricos, sobretudo aqueles que dispõem de riquezas naturais não renováveis e contra todos os trabalhadores do mundo.

A guerra é o principal recurso do capitalismo para tentar sair da crise: ativa a indústria bélica e ramos conexos, permite o saque das riquezas nacionais e a queima de capitais; os capitalistas ganham também com a indústria da reconstrução dos países destruídos.

Em meio à simultânea ocupação e destruição de diversos países nos últimos anos (Iraque, Afeganistão, Líbia), já começam a preparar as próximas agressões: a Síria e o Irã se destacam na atual fila. Todos os países vítimas são criteriosamente escolhidos segundo objetivos estratégicos hegemonistas.

Os métodos são sempre os mesmos: satanização, manipulação, estímulo ao sectarismo e a divisões entre nacionalidades, cooptações, criação ou supervalorização midiática de manifestações e rebeldias, atentados de falsa bandeira.

Daqui a algum tempo, poderemos estar diante de uma invasão de um país que, no dia de hoje, nos pareça improvável.

Na guerra permanente, pelo menos nesta fase, têm sido poupados os chamados países emergentes, sócios minoritários do imperialismo, que legitimam a política das grandes potências, compondo, como atores coadjuvantes, o chamado Grupo dos 20. Seus mandatários aparecem na fotografia que simboliza o consenso entre os parceiros, mas as grandes decisões são tomadas em fóruns reservados, de que nunca se tem notícia.

Estes países emergentes (os chamados BRICs) se têm beneficiado da crise, na medida em que ajudam a superá-la; em seguida, poderão ser as próximas vítimas tanto da crise como de agressões militares. Fazem o jogo de linha auxiliar do imperialismo, como na omissão vergonhosa em relação à invasão da Líbia. Só levantam a voz quando algum interesse nacional é ameaçado. Caso contrário, lavam as mãos.

Em nosso país, nunca os banqueiros, as empreiteiras, o agronegócio e os monopólios tiveram tanto lucro. A política econômica e a política externa do estado brasileiro estão a serviço do projeto de fazer do Brasil uma grande potência capitalista internacional, nos marcos do imperialismo. As empresas multinacionais de origem brasileira, alavancadas por financiamentos públicos, já dominam alguns mercados em outros países, notadamente na América Latina.

Já a guerra contra os trabalhadores independe da classificação do país. É levada a efeito nas grandes potências, nos países emergentes e nos periféricos.

Em meio a esta grave crise e sem a consolidação ainda de um importante pólo de resistência proletária, o capital realiza uma violenta ofensiva para retirar dos trabalhadores os poucos direitos que lhes restam. Para fazê-lo, tentam cada vez mais fascistizar as sociedades, criminalizar os movimentos políticos e sociais antagônicos à ordem. A correlação de forças ainda nos é desfavorável. Ainda sofremos o impacto da contra-revolução na União Soviética e da degeneração de muitos partidos ditos de esquerda e de setores do movimento sindical.

Analisando este quadro, o PCB tem feito algumas reflexões.
• A nosso juízo, não há mais espaço para ilusões reformistas. Aliás, os reformistas, mais do que nunca, são grandes inimigos da revolução socialista, pois iludem os trabalhadores e os desmobilizam, facilitando o trabalho do capital. Em cada país, as classes dominantes forjam um bipartidarismo – em verdade um monopartidarismo bicéfalo – em que as divergências, cada vez menores, se dão no campo da administração do capital. Como não conseguem gerenciar a crise, aqueles que fazem o papel de oposição de turno invariavelmente vencem as eleições seguintes. É o que chamam de "alternância de poder".
• Perdem sentido projetos nacional-desenvolvimentistas, não só porque é impossível desligar as economias capitalistas locais da esfera do imperialismo como também porque há cada vez menos contradições entre este e o núcleo hegemônico das chamadas burguesias nacionais.
• Cada vez também faz menos sentido a "escolha" de aliados no campo imperialista e mesmo entre seus coadjuvantes emergentes, como se houvesse imperialismo do "bem" e do "mal". A diferença é apenas na forma, não no conteúdo. Isto não significa subestimar as contradições que vicejam entre eles.
• Não podemos conciliar com ilusões de transição ao socialismo por vias fundamentalmente institucionais, através de maiorias parlamentares e de ocupação de espaços governamentais e estatais. O jogo da democracia burguesa é de cartas marcadas. A luta de massas, em todas as suas formas, adaptada às diferentes realidades locais, é e continuará sendo a única arma de que dispõe o proletariado.
• Por mais bem intencionados que sejam, correm risco de esgotamento político os processos de mudanças progressistas baseados em líderes populares carismáticos, se esses processos não avançarem na construção do duplo poder, na destruição gradual do estado burguês e na autodefesa popular e de massas.
Temos avaliado também que o atual modelo de encontros de partidos comunistas e operários, que vêm cumprindo importante papel de resistência, precisa se adaptar às complexas necessidades da conjuntura mundial, com suas perspectivas sombrias no curto prazo e suas possibilidades de acirramento da luta de classes, com a emergência das lutas operárias.

Pensamos que é preciso romper com o "encontrismo" em que, ao final dos eventos, nossos partidos decidem a sede do próximo encontro e se despedem até o ano seguinte, inclusive aqueles dos países da mesma região.

Para potencializar o protagonismo dos partidos comunistas e do proletariado no âmbito mundial, é necessária e urgente a constituição de uma coordenação política que, sem funcionar como uma nova internacional, tenha a tarefa de organizar campanhas mundiais e regionais de solidariedade, contribuir para o debate de idéias, socializar informações sobre as lutas dos povos.

Mas, para além da indispensável articulação dos comunistas, parece-nos importante a formação de uma frente mundial mais ampla, de caráter antiimperialista, onde cabem forças políticas e individualidades progressistas, que se identifiquem com as lutas em defesa da autodeterminação dos povos, da paz entre eles, da preservação do meio ambiente, das riquezas nacionais, dos direitos trabalhistas, sociais e políticos; contra as guerras imperialistas e a fascistização das sociedades. Em resumo, as lutas em defesa da humanidade.

Deixamos claro que o nosso Partido valoriza qualquer forma de luta. Não podemos cair no oportunismo de fazer vistas grossas ao direito dos povos à rebelião e à resistência armada. Em muitos casos, esta é a única forma de fazer frente à violência do capital e de superá-lo. Os povos só podem contar com sua própria força.

Neste marco, concluímos nossa intervenção saudando os povos que hoje enfrentam as mais duras batalhas. Saudamos os trabalhadores gregos e portugueses que já se levantam em greves nacionais e grandes jornadas e os demais trabalhadores da Europa, que enfrentam terríveis planos do capital para tentar superar a crise, hoje mais acentuada no continente europeu e que poderá agravar-se e espalhar-se para outros países e regiões.

Saudamos o povo palestino, em sua saga duradoura e dolorosa no enfrentamento ao sionismo que o sufoca e reprime, ocupa seu território, derruba suas casas, prende seus melhores filhos e impede seu direito a um Estado soberano.

Da mesma forma, saudamos os também sofridos povos do Iraque, do Afeganistão, da Líbia. Saudamos os povos do Egito, do Iêmen e de vários países árabes, em sua luta contra a tirania e a opressão.

Saudamos os sírios e iranianos, contra os quais já batem os tambores de guerra do imperialismo. Sua resistência pode barrar os planos do sinistro consórcio EUA/OTAN/Israel para o Oriente Médio, a África, a Ásia e o mundo em geral.

Chegando até nossa América Latina, saudamos nossa querida Cuba Socialista em sua luta contra o cruel bloqueio ianque. Saudamos nossos Cinco Heróis. Saudamos os processos de mudanças concretas na América do Sul (Venezuela, Bolívia e Equador), neste momento decisivo, uma encruzilhada entre o avanço dos processos ou sua derrota.

Saudamos o povo colombiano que, nas cidades e nas montanhas, resiste, através de variadas formas de luta, contra o estado terrorista de seu país, a grande base militar norte-americana na América Latina, um dos regimes mais sanguinários do mundo.

Concluímos nos associando à proposta de realização de nosso próximo encontro anual no Líbano, em pleno Oriente Médio, palco principal das guerras imperialistas neste período.

Desde já, reiteramos nossa proposta de criação de coordenações políticas internacionais e regionais dos Partidos Comunistas, tendo como princípio fundamental o internacionalismo proletário.

Atenas, 10 de dezembro de 2011
PCB – Partido Comunista Brasileiro

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

COMO É BOM CONTAR COM OS POETAS




DAS UTOPIAS


Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

( Mario Quintana ) - Espelho Mágico