quinta-feira, 29 de julho de 2010

QUE COISA BOA SERIA ESSE FUTURO!


Quando o globalismo chega ao fim...

Foi em 2017. Os clãs governavam a América.

Os primeiros clãs organizaram-se em torno de forças da polícia local. A guerra ao crime dos conservadores durante o fim do século XX e a guerra ao terror de Bush/Obama durante a primeira década do século XXI deram como resultado a polícia tornar-se militarizado e inimputável.

Quando a sociedade se decompõe, as polícias tornam-se os senhores da guerra. A polícia do estado separou-se e os seus oficiais foram incluídos nas forças locais das suas comunidades. As tribos recém formadas expandiram-se para incorporar parentes e amigos da polícia.

O dólar como divisa de reserva mundial entrou em colapso em 2012 quando o agravamento da depressão econômica deixou claro para os credores de Washington que o déficit do orçamento federal era demasiado grande para ser financiado, a não ser pela impressão de dinheiro.

Com a morte do dólar, os preços das importações dispararam. Como os americanos eram incapazes de aceder a bens fabricados no estrangeiro, as corporações transnacionais que estavam a produzir lá fora para mercados nos EUA entraram em bancarrota, corroendo mais uma vez a base de receitas do governo.

O governo foi forçado a imprimir dinheiro a fim de pagar as suas contas, provocando a ascensão rápida dos preços internos. Confrontada com hiper-inflação, Washington adotou o recurso de terminar a Segurança Social e o Medicare e a seguir confiscou os remanescentes das pensões privadas. Isto proporcionou um ano de alívio, mas sem mais recursos para confiscar, a criação de dinheiro e a hiper-inflação recomeçaram.

A distribuição organizada de alimentos rompeu-se quando o governo combateu a hiper-inflação com preços fixados e a ordem de que todas as compras e vendas tinham de ser na divisa de papel dos EUA. Relutantes em comerciar bens valiosos por papel depreciado, os bens desapareceram das lojas.

Washington respondeu tal como Lenine o havia feito durante o período do "comunismo de guerra" da história soviética. O governo enviou tropas para confiscar mercadorias para distribuição em espécie à população. Isto foi um expediente temporário até que os stocks existentes fossem esgotados, pois a produção futura foi desencorajada. Grande parte dos stocks confiscados tornou-se propriedade das tropas que apreenderam os bens.

As mercadorias reapareceram em mercados sob a proteção de senhores da guerra locais. As transações eram efetuadas em escambo (barter) e em ouro, prata e moedas de cobre.

Outros clãs organizaram-se em torno de famílias e indivíduos que possuíam stocks de alimentos, barras de ouro, armas e munições. Formaram-se alianças incômoda para equilibrar diferenças nas forças dos clãs. As traições rapidamente fizeram da lealdade um traço necessário para a sobrevivência.

A produção em grande escala de alimentos e outros bens veio abaixo quando milícias locais tributaram a distribuição dos bens transportados através dos seus territórios locais. Washington apropriou-se da produção interna de petróleo e das refinarias, mas grande parte da gasolina do governo era paga em espécie para poder passar em segurança através dos territórios dos clãs.

A maior parte das tropas nas bases de Washington no estrangeiro foram abandonadas. Quando os seus stocks de recursos ficaram esgotados, os soldados abandonados foram forçados a alianças com aqueles com quem tinham estado a combater.

Washington descobria que era cada vez mais difícil manter-se a si própria. Como perdia o controle sobre o país, Washington era menos capaz de assegurar abastecimento vindo do estrangeiro como tributo daqueles a quem ameaçava com ataque nuclear. Gradualmente outras potências nucleares perceberam que o único alvo na América era Washington. Os mais astutos anteviram acontecimentos fatais e afastaram-se para longe da antiga cidade capital.

Quando Roma começou o seu império, a sua divisa consistia em ouro e prata cunhadas. Roma era bem organizada com instituições eficientes e a capacidade para abastecer tropas no campo de modo a que as campanhas pudessem continuar indefinidamente, um monopólio naquele mundo do tempo de Roma.

Quando o orgulho arrogante remeteu a América para a busca de império além-mares, a aventura coincidiu com a deslocalização da manufatura, da indústria e dos empregos de serviços profissionais da América e da correspondente erosão da base fiscal do governo, com o advento de déficits orçamentais e comerciais maciços, com a erosão do valor da divisa de papel fiduciário e com a dependência da América de credores estrangeiros e de governantes fantoches.

O Império Romano perdurou por séculos. O Americano entrou em colapso da noite para o dia.

A corrupção de Roma tornou-se a força dos seus inimigos e o Império Ocidental foi invadido.

O colapso da América verificou-se quando o governo cessou de representar o povo e tornou-se o instrumento de uma oligarquia privada. As decisões eram tomadas em busca de lucros a curto prazo para poucos e com despesas de passivos não administráveis para muitos.

Esmagado pelos passivos, o governo entrou em colapso.

O globalismo havia chegado ao fim. A vida foi reformada numa base local.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

IMPÉRIO IANQUE ÍNSITA GUERRA NA AMÉRICA DO SUL


Diante de numerosas provocações do governo narcotraficante colombiano, a Venezuela de Hugo Chávez foi obrigada a romper relações diplomáticas com o país vizinho, afastando o povo irmão da tão sonhada e possível confederação latino-americana.
"Por estas agressões não nos resta, por dignidade outra alternativa senão romper totalmente as relações diplomáticas com a Colômbia e isso me provoca uma lágrima no coração", manifestou o presidente Chávez.

As agressões do narco-governo de Uribe, agora em final de mandato, chegaram a um máximo com as recentes declarações do seu embaixador na Organização dos Estados Americanos (também conhecida como o Ministério das Colônias do governo do EUA).
O chefe de Estado venezuelano acrescentou: "A uma guerra com a Colômbia haveria que ir chorando, mas haveria que ir. Faço responsável o presidente Uribe, enfermo de ódio, porque ele vai a caminho da lixeira da história, vai direto, ficha do império ianque. Terminou isolado neste continente, não derrotou a guerrilha nem o narcotráfico e a Venezuela é vítima disto tudo. Faço-o responsável por qualquer agressão contra a Venezuela".

terça-feira, 20 de julho de 2010

A VENEZUELA NA VANGUARDA PELA CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO.


Por Antônio Augusto (jornalista)

A Venezuela e seu presidente ocupam parte importante do noticiário internacional contemporâneo. A cobertura da mídia brasileira não poderia ser pior: a demonização de Chávez inclui uma desastrosa edição da Veja, de abril de 2002, quando a revista festejou o golpe de Estado contra Chávez e comemorou na capa “A queda do presidente fanfarrão”.

Ao chegar às bancas, a revista já se tornara velha e se prestou à gozação geral. O golpe durou 48 horas, suficientes para os “democratas” incensados pela Veja fecharem a Assembléia Nacional, o Tribunal Supremo de Justiça, e mutilarem boa parte da Constituição.

Como ditadores puseram o presidente da federação industrial - adepto da Opus Dei, seita de extrema-direita criada pelo clericalismo fascista espanhol -, que logo retirou o retrato do herói nacional Simón Bolívar do gabinete presidencial.

Os golpistas receberam imediatos sinais de reconhecimento vindos do governo Bush. Como ficou claro nos meses seguintes, a tentativa de acabar com a democracia na Venezuela passara diretamente pela embaixada americana. A CIA e a Veja não levaram em conta um “detalhe”: esse não era mais um clássico golpe na América Latina; Chávez voltou rapidamente ao Palácio de Miraflores (sede do Executivo) nos braços do povo, demonstração de seu inequívoco apoio popular.

Bravatas da mídia

Em matéria de antijornalismo, recente edição do Fantástico não ficou atrás da Veja em ridículo e manipulação: a Globo usou de seu latifúndio na televisão para induzir os brasileiros ao estado de alerta contra o suposto perigo militar venezuelano e à conseqüente iminente invasão do Brasil. Diante de tanta irresponsabilidade, desinformação deliberada e delitos graves contra a Constituição (como a promoção do ódio entre países e povos), impõem-se às forças democráticas acumular forças para concessão pública à Rede Globo, renovada em outubro do ano passado sem qualquer objeção governamental

Este o tom da grande mídia. E por que os setores conservadores, a começar pelo mais influente deles, a atual presidência dos EUA, satanizam Chávez?

Não toleram, por exemplo, a não renovação da concessão da RCTV, que instigou e integrou a tentativa de golpe de Estado de 2002, rede televisiva ao estilo da Globo.

Que atrevimento, Chávez, um mestiço não pertencente à minoria dominante “criolla” (descendentes de brancos nascidos na América de colonização hispânica), adotar políticas populares de saúde, contra o analfabetismo, pela educação em todos os níveis, amplas garantias trabalhistas, estimular o sindicalismo, assegurar a previdência pública, a reforma agrária, criar novos órgãos de poder popular.

Reformas populares

Realmente, essa gente, o povo venezuelano, não conhece mais seu lugar. Os poderosos deixaram de perpetrar massacres como o “Caracazo”, em 1989, quando manifestações populares em todo o país, deflagradas pelo protesto ao aumento das passagens de ônibus em Caracas, mostraram o descontentamento generalizado com a política de recessão e desemprego, imposta pelo FMI. O Exército atirou então contra o povo. O resultado, um número de mortos estimado entre 1500 e 3000. A resposta popular ao desastre econômico e à violência do “Caracazo”: a constante ascensão de Hugo Chávez.

O imperialismo odeia a revitalização da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em grande parte devida à atuação de Chávez. Quando assumiu a presidência da Venezuela, o preço do barril do petróleo já caíra no ano anterior, mas continuou a despencar: de US$ 21,91, em janeiro de 1997, baixou ao patamar de US$ 8,74 em dezembro de 1998. O mesmo barril, em 23 de janeiro de 2008, valia aproximadamente US$ 84. Mesmo descontada a inflação do período, o aumento do preço significou fabulosa receita aos países produtores, nada alheia à pressão da Venezuela na OPEP.

Que diferença de Chávez para os príncipes árabes, governantes ditatoriais garantidos pelos EUA, subservientes a Washington, prontos a desvalorizar o petróleo em prejuízo de seus próprios países.

E o mais inaceitável, o dinheiro do petróleo, pela primeira vez na história da Venezuela, empregado para melhorar substancialmente a vida do povo, elevar salários, distribuir a renda, utilizado em medidas e obras com finalidade social.

Os interesses conservadores não suportam o fim do parasitismo da oligarquia na Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), quando a empresa estatal era um Estado dentro do Estado venezuelano. Os recursos do petróleo em vez de servirem à população, beneficiavam exclusivamente os ricos: a burguesia venezuelana, os interesses americanos compra por preço aviltado dessa matéria-prima fundamental), as empresas imperialistas, a burocracia corrupta da empresa. Não suportam a PDVSA hoje sob controle público e democrático. E muito menos a política da estatal de mútuos negócios vantajosos com os demais países latino-americanos. (

Antiimperialismo

Não podem admitir o fato de Chávez combater o criminoso bloqueio econômico americano a Cuba, já perto de completar 50 anos, sua solidariedade efetiva à opção socialista do povo cubano.

Detestam a política externa independente da Venezuela, não subordinada aos EUA e ao restrito grupo de países mais ricos do mundo, a lúcida defesa da integração sul-americana.

A grande mídia diz que Chávez é um ditador, mas esconde seu desempenho em dez processos eleitorais de dimensão nacional - uma média de mais de uma eleição a cada ano -, sempre com maciças votações do chavismo.

As reformas populares na Venezuela se realizam com aval eleitoral, cotidiana participação popular, indicadores de intensa politização, característicos de um processo revolucionário em curso.

O atual governo também comete erros, inevitáveis, ocorrem ações desencontradas em diversas áreas, a corrupção de longa tradição não se acaba da noite para o dia. Há falta de preparo, de quadros e de medidas adequadas em diversos ministérios. Nada de estranho em um país subdesenvolvido, com pesada herança de dominação, saque, secular exclusão popular.

A grande mídia não ecoou à toa o rei da Espanha, Juan Carlos, filhote do fascista Franco, representante de uma monarquia que sugou nossa América por quatro séculos. Agora preposto de bancos como o Santander, multinacionais como a Telefônica, não menos danosos aos nossos povos. Quando Juan Carlos se dirigiu a Chávez e gritou “Por que não te calas?”, exprimiu mero desejo, irrealizável.

Calar Chávez seria silenciar os povos do continente, o antiimperialismo, sentimento e ação crescente na Venezuela bolivariana.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

PARA REFLETIR


Que bela reflexão de um dos grandes gênios que a humanidade produziu. Leiam e se deliciem:


"Depois de algum tempo você
aprende a diferença, a sutil
diferença entre dar
a mão e acorrentar uma alma

E você aprende que amar não
significa apoiar-se,
e que companhia nem
sempre significa segurança.

E começa a aprender que
beijos não são
contratos e presentes
não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas
com a cabeça erguida e
olhos adiante, com a graça
de um adulto e não com
a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas
as suas estradas no hoje,
porque o terreno do
amanhã é incerto
demais para os
planos,e o futuro
tem o costume de
cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende
que o sol queima se ficar
exposto por muito tempo.

E aprende que não importa
o quanto você se
importe, algumas pessoas
simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão
boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em
quando e você precisa
perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar
dores emocionais.

Descobre que se leva anos
para se construir confiança e apenas
segundos para destruí-la,
e que você pode fazer
coisas em um instante,
das quais se arrependerá
pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades
continuam a crescer mesmo
a longas distâncias.

E o que importa não é o que
você tem na vida, mas
quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família
que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar
de amigos se compreendemos
que os amigos mudam, e
percebe que seu melhor
amigo e você podem
fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons
momentos juntos.

Descobre que as pessoas
com quem você mais se
importa na vida são
tomadas de você
muito depressa,por
isso sempre devemos
deixar as pessoas
que amamos com
palavras amorosas.
Pode ser a última vez que
as vejamos.

Aprende que as circunstâncias
e os ambientes têm
influência sobre nós, mas
nós somos responsáveis
por nós mesmos.

Começa a aprender que não deve
se comparar com os outros,
mas como melhor
que você pode ser.

Descobre que leva muito
tempo para se tornar
a pessoa que se
quer ser, e que o
tempo é curto.

Aprende que não importa onde
já chegou, mas onde
está indo, mas se você
não sabe para onde
está indo, qualquer
lugar serve.

Aprende que, ou você controla
seus atos ou eles o
controlarão, e que
ser flexível não significa ser
fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão
delicada e frágil seja uma
situação, sempre existem
dois lados.

Aprende que heróis são
pessoas que fizeram
o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência
requer muita prática.

Descobre que algumas vezes
a pessoa que você
espera que o chute
quando você cai
é uma das poucas que o
ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade
tem mais a ver com os tipos
de experiência que
se teve e o que você
aprendeu com elas
do que com
quantos aniversários
você celebrou.

Aprende que há mais dos
seus pais em você
do que você supunha.
Aprende que nunca se deve
dizer a uma criança que
sonhos são bobagens, poucas
coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela
acreditasse nisso.

Aprende que quando está com
raiva tem o direito
de estar com raiva,
mas isso não te dá
o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém
não o ama do jeito que você quer
que ame, não significa que esse
alguém não o ama com tudo o
que pode, pois existem
pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem
como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre
é suficiente ser
perdoado por alguém,
algumas vezes você
tem que aprender
a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma
severidade com
que julga, você será
em algum
momento condenado.

Aprende que não importa
em quantos pedaços seu
coração foi partido,
o mundo não pára para
que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo
que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim
e decore sua alma, em
vez de esperar que
alguém lhe traga flores.

E você aprende que,
realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe
depois de pensar
que não agüenta mais.

E que realmente a vida
tem valor e que
você tem valor diante da vida!

Nossas dádivas são traidoras
e nos fazem perder
o bem que poderíamos
conquistar, se não
fosse o medo de tentar."
(WILLIAM SHAKESPEARE)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

AO JOVEM PROMOTOR DE JUSTIÇA DOUTOR BRUNO LAVORATO

“O silêncio é reacionário!”
(Jean-paul Sartre)

A vida só tem um sentido, e o único sentido que a vida tem é quando investimos nossa vida na vida dos outros, ou quando encarnamos a luta dos outros como se ela fosse nossa, a luta do coletivo por uma sociedade mais igualitária. Essa deveria e na maioria das vezes é a vida do promotor de justiça: lutar pela construção contínua da cidadania e da justiça social. Vale dizer, o compromisso primordial do Ministério Público é a transformação, com justiça, da realidade social; mesmo sabendo que na sociedade burguesa isso pareça impossível.
O Ministério Público é uma instituição pública, mantida por custa de recursos públicos, e com a missão de garantir o bom funcionamento da sociedade, seguindo os princípios da honestidade, da democracia e, acima de tudo, da justiça, no mais amplo sentido da palavra.
O Ministério Público é, por conseguinte, importantíssimo instrumento de transformação social.
Por isso, o Promotor de Justiça, enquanto agente ministerial, pode e deve ser visto como a voz da sociedade diante dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
É o agente do Ministério Público que se esmera na titânica luta em busca do bem comum, não dando tréguas aos maus feitores que se desviam dos ditames constitucionais e legais, com os olhos sempre voltados à concretização da Justiça.
É o que eu tenho notado na hercúlea tarefa do promotor de justiça Dr. BRUNO LAVORATO, que em apenas 06 meses de atuação junto a Tutela Coletiva da Comarca de Angra dos Reis, instaurou mais de 160 inquéritos para apurar improbidade e desvio de verbas públicas do atual governo. Quase um inquérito por dia.
Parabéns Dr. BRUNO! Espero sinceramente que seu sucessor tenha o mesmo empenho que Vossa Excelência.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E.U.A TERRA DA LIBERDADE! QUE MENTIRA!


O governo dos EUA acaba de emitir uma norma que converte em delito grave qualquer jornalista, repórter, bloguista, fotógrafo ou cidadão aproximar-se de operações de limpeza de petróleo, equipamentos ou embarcações no Golfo do México. As pessoas detidas estão sujeita a uma multa de 40 mil dólares e julgamento por delito federal. É assim que funciona o país da "liberdade de imprensa". O que diriam se isto acontecesse na Venezuela de HUGO CHAVEZ?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

USAR CAMISETA DE CHE GUEVARA NA POLÔNIA É CRIME.


O Le Monde anunciou no último dia 14 que uma nova lei aprovada na Polônia pune com dois anos de prisão qualquer pessoa que promova símbolos comunistas. As lojas que comercializam camisas com a estampa de Che Guevara serão diretamente afetadas.

O diário esquerdista Krytyka Polityczna e a Aliança Democrática de Esquerda (SLD, fundada em 1999 por antigos membros do Partido Comunista), apelou contra a nova lei perante o Tribunal Constitucional.

É o neoliberalismo mostrando seus tentáculos fascistas!

terça-feira, 29 de junho de 2010

TEMOS O MELHOR FUTEBOL, MAS, O CHILE TEM O MELHOR POETA


Ninguém desvendou mais a alma humana que o poeta maior PABLO NERUDA. Sua poesia é de uma força incomensurável. Talvez por ter sido filho de operário ferroviário e ter convivido com os operários, durante sua infância, fora salvo da ganância; esse sentimento maligno incutido na humanidade já na Roma antiga que fez o escravo acreditar que o seu senhor era e é o modelo de felicidade a ser seguido.
Lembremos o poeta socialista.



"Um homem só encontra a mulher ideal quando olhar no seu rosto e ver um anjo e, tendo-a nos braços, ter as tentações que só os demônios provocam..."

"... quando explicamos a poesia ela torna-se banal. Melhor do que qualquer explicação é a experiência direta das emoções, que a poesia revela a uma alma predisposta a compreendê-la."

“Para que nada nos separe que nada nos una.”

“A pessoa certa é a que está ao seu lado nos momentos incertos.”

“Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra.”

quarta-feira, 23 de junho de 2010

CORAGEM E DIGNIDADE



Quando ouço CIDINHA CAMPOS com sua impavidez e uma capacidade de indignação inerentes aos revolucionários è que eu penso que os meus votos não foram em vão.
CIDINHA tem a consciência que lutar contra os poderosos do país da corrupção é oferecer sua cabeça a prêmio. Mesmo assim, esta guerreira de pouco mais de 01m:50cm não se intimida diante de tudo que pode lhe acontecer.
Parabéns deputada!

Bela análise dialética histórica de Gilberto Felisberto. Pena que o sociologo não saiba que o que existia de marxista nas bases do PDT debandou.


Por Gilberto Felisberto Vasconcellos

Leonel Brizola não gostava do “ismo” brizolismo, considerava-o excessivamente personificado e personalizado, ao contrário de seus detratores (e foram muitos tanto na direita quanto na esquerda) que tripudiavam o “personalismo” dele, líder egocêntrico, personalista, narcisista, individualista, ou senão centralizador tal qual Lênin e Trotsky. Essa calúnia foi repetida durante décadas, muita gente nas universidades e nos sindicatos acreditou que ele fosse um homem neuroticamente obcecado pelo poder, fazendo de tudo para lá chegar, pouco importando por quais meios, se espúrios, imorais e ignominiosos.
Curiosamente a maior parte de sua vida viveu fora do poder e, durante muito tempo, exilado e perseguido. A maledicência a fim de detratá-lo não dava margem a que se perguntasse acerca do mais importante: por que e para que queria o poder? Nos cursos de ciências sociais diziam-no que não estava politicamente vinculado a nenhuma classe social, ora tido como populista, ora bonapartista, ora intersticial, mas foi um homem público que desafiou a própria morte com coragem e intrepidez pelo destino da pátria e a sorte do povo.

Leonel Brizola se identificou politicamente com o trabalhismo, reportando-se ao nome de Getúlio Vargas na história do Brasil e, antes dele, ao mártir Tiradentes. Não abdicou nunca desta filiação, mantendo-a firme no caminho do socialismo, convicto de que o capital não representa solução para a humanidade. Em sua palavra e ação, a centralidade do trabalho indigitava a concepção originada de Marx e Engels (como a do jovem Getúlio procedia de Saint-Simon), ou seja: o trabalho criador de riqueza, o homem se fazendo pelo trabalho, a história do homem como a história do trabalho.

O Trabalho de Quem Não Trabalha
A notória repulsa de Leonel Brizola à monarquia é que ela esteve associada ao latifúndio e à escravidão. Todavia, o problema hoje é que a direita, ainda que de modo transverso e caricato, se apropriou da noção de trabalho. Antonio Ermínio de Moraes se define como trabalhador, George Soros alardeia todo santo dia que começa a trabalhar às cinco horas da manhã, José Serra se vê como um infatigável trabalhador desde quando estava no útero da senhora sua mãe.

A força de trabalho tornou-se objeto de falsificação, tal como tudo no capitalismo, embora sem explorar a força de trabalho nenhum capitalista ganha nada, não obtém aquilo que é o motivo de sua existência: o lucro.

Lembro Samir Amin dando o recado lá da África: a lógica do capitalismo é expandir o capital, e não promover o desenvolvimento. O que move o capitalismo é o lucro, e não a renda distribuída. O Banco Mundial é que juntou capitalismo com desenvolvimento, assim como o neoliberalismo mistifica o laço indissolúvel entre democracia e capitalismo. É mais um logro burguês afirmar que é possível o pleno emprego. O capitalismo é contra a democracia. O desespero do desemprego é um problema para os que estão desempregados, e não para os capitalistas. O desemprego (a existência de “exército industrial de reserva” que divide a classe operária) favorece os interesses dos capitalistas. É ilusória ou demagógica a vontade do capitalista em eliminar o desemprego.

O desemprego dá lucro ao capitalista. Como dizia Darcy Ribeiro, a massa excedentária é um componente estrutural do capitalismo e ineliminável, tal qual o subdesenvolvimento Há jovens deserdados que estarão condenados a não ter nunca na vida emprego.
Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, leitores do Manifesto Comunista escrito pelos jovens Marx e Engels, estavam de olho na força de trabalho que não consegue assalariar-se, compelida a se virar no subemprego, nas formas precárias, incertas e perigosas do troco descolado, como acontece no dia a dia do Rio de Janeiro.

A ciência sobre o capitalismo não foi feita por nenhum teórico capitalista, mas pelo comunista Karl Marx, que julgava a palavra “proletário” mais incisiva do que “trabalhador”. Engels explicou que o proletariado é a moderna classe dos trabalhadores assalariados.
Os partidos políticos de esquerda, ou supostamente de esquerda, resolveram adotar a palavra “trabalhador”, o que correspondeu à substituição de “burguesia” por “empresariado”. Fato é que do nosso léxico político desapareceu a palavra “proletariado”. A última pessoa que, se não me engano, remou contra essa maré lingüística, foi o cineasta Glauber Rocha em sua famosa autodefinição: “eu sou um proletário intelectual”.

Nos discursos de Leonel Brizola, logo na seqüência dos primeiros acordes do hino nacional, invariavelmente o vocativo era chamado: “povo brasileiro”. Mudam-se os tempos, muda-se a linguagem. O pensamento não está apartado da linguagem. O pensamento se revela na linguagem. Basta reparar a dicção, a pronúncia de um político tucano abrindo a boca: a fala dele é inconfundivelmente a da classe dominante. A linguagem, tal qual o salário, é luta de classes.

Cidadão Miserável e Cidadão Milionário
Corriqueiro é ouvir a palavra “cidadania” por tudo quanto é canto. Essa palavra “cidadania”, que estava lá no armário burguês da revolução francesa, de repente foi posta em circulação na década de 80 pelas ONGs que se espalharam por toda a América Latina.
Segundo o marxista James Petras, as ONGs foram criadas pelo neoliberalismo, a ideologia da globalização imperialista do capital, com o objetivo de atacar o “estatismo” e as políticas públicas, substituindo-as por uma solidariedade que é falaciosa e aparente.

A aparência do solidarismo trazida pela caridade das ONGs despolitiza e desmobiliza o pobre explorado. A retórica da “cidadania” é moral e tem por objetivo mostrar que a exploração econômica não existe como causa objetiva da pobreza. O pobre deve ter fé no processo eleitoral argentário, deve votar sob a influência do monopólio da mídia. Essas ONGs, bando de gafanhotos endolarados, apareceram para nos ensinar o que é “cidadania”. Assim, começamos a ouvir “cidadania” para cá, “cidadania” para lá, e sempre como alguma distante, alheia e contraposta ao Estado. Tal qual sucedeu com o projeto Camelot da CIA durante a década de 60, foi colocada uma dinheirama nas ONGs a fim de cooptar e seduzir muita gente com a palavra de ordem: “cidadania já”!

Privatizando as empresas estatais, o neoliberalismo precisava se fazer popular com as ONGs da “cidadania”. Na década de 80 o neoliberalismo usou cada vez mais a acústica “cidadã”. Como dizia o maestro Villa Lobos, começamos a papagaiar a palavra “cidadania” por todos os rincões deste país, na mídia, no parlamento, na universidade e até nas conversas das donas de casa. Antes o que se ouvia (também vinda do exterior) era a palavra “modernidade” ou senão “globalização”.

A palavra “cidadania”, o xodó do departamento lingüístico do World Bank, que já foi presidido pelo sádico Roberto Mc Namara durante a guerra do Vietnã, tornou-se um lugar comum dos partidos políticos. As ONGs funcionaram como um eficaz instrumento neoliberal. À semelhança dos pardais que enfeitaram de cocô nossas cidades, importados de Paris, a palavra “cidadania” veio com as ONGs financiadas pelo Banco Mundial. Dentro desse pacote do imperialismo a “cidadania” se fez verbo. A cidadania dos políticos e dos intelectuais, o verbo do poder a partir da década de 80, segundo James Petras, o autor de Neoliberalism and Class Conflict in Latin America (1997).

ONGs, Instrumento do Neoliberalismo
Foi diabólica a estratégia das ONGs por toda a América Latina. “Cidadania” e “sociedade civil” (ocupando a esquerda que discutia se a “sociedade civil” provém dos textos de Hegel ou de Gramsci), enquanto por cima com o “capitalismo da flexibilização” (a cumplicidade entre o Estado e o capital globalizado), o Banco Mundial e as corporações multinacionais faziam a festa “anti-estatista” do livre mercado com as privatizações internacionais, sendo a mais criminosa a da Vale do Rio Doce, “o maior crime do século”, no dizer de Bautista Vidal. Sempre coniventes com o salário baixo da população, os ongueiros (empolgados pela “cidadania” desatrelada do Estado) conduziam o programa de “auto-ajuda” dos pobres e de “educação popular”, ocultando a classe social, o nacionalismo e o imperialismo.

A ONG colocou a “vontade” (tudo se resume em querer) no lugar da classe social como força política. A luta de classes passou a ser uma invenção de ressentidos e de gente que não está bem com a vida tal qual ela é mostrada pela telenovela.
Nas ONGs o conceito econômico de capitalismo converte-se em conceito moral, daí o estribilho “ética na política”, que corresponde à mistificação de que a pobreza, o mar de pobres, não é senão o resultado de erros (que poderiam ser evitados) cometidos por uma administração “incompetente”, palavra essa que se espraiou como uma epidemia revivendo o espírito da UDN.

A ONG afirmou o lado caridoso, compadecido, assistencialista e comunitário do neoliberalismo, a retórica sobre os “excluídos”, “as linhas de pobreza”, os racialmente discriminados e a igualdade de gênero sexual, como se o racismo na historia da humanidade não tivesse nada a ver com o capitalismo. A política da ação voluntária em âmbito local passou a ser sinônimo de realismo e de “transparência” social. Os dólares do Banco de Desenvolvimento Inter-americano e o Banco Mundial cacificavam as micro-empresas de intelectuais e políticos cooptados pela agenda neoliberal.

O discurso das ONGs, a ideologia dominante das multinacionais dominantes, é o discurso do poder econômico e cultural nas últimas décadas. Foi isso o que estruturou os programas de pós-graduação nas universidades. O discurso sobre a pobreza – a referência lacrimosa e emocional aos “excluídos” – separou e inocentou o setor rico da sociedade com a idéia da auto-exploração do pobre, tal qual o pregão pentecostal dos evangélicos sobre o rico que vai para o céu. A “auto-ajuda” das igrejas universais consagrou o pastor barulhento como o novo tipo de político que se legitima cada vez mais no desejo dos pobres e despossuídos. É por isso que o mote da “cidadania” foi o dispositivo lingüístico usado pelos ongueiros contra o conceito de luta de classes do marxismo. O manifesto das ONGs inverte o de Marx e Engels: cidadãos e excluídos uní-vos!

Sopão Pós-Moderno
O assistencialismo ongueiro é tão despolitizante quanto o pós-modernismo, a mais recente ideologia do imperialismo na área da cultura. O pós-modernismo divulga que a história acabou, que não há outra alternativa senão o capitalismo, que a “cidadania globalizada” é a realidade do século XXI com a “sociedade civil internacional”, que o marxismo está morto (a queda da União Soviética é identificada com o fim do socialismo) que nada é possível ser feito politicamente em termos nacionais na era da globalização, que a classe social é um conceito obsoleto, o qual deve ser substituído pela idéia de “identidade” e de gênero, ou seja, o que conta é a condição de lésbica, de gay, de afrodescendente.

Assim, o capitalismo deixa de ser um sistema dividido antagonicamente em classes sociais, a política é enfocada pelo prisma de um embate de celebridades, a exemplo de Fernando Gabeira no Rio de Janeiro. O pós-modernismo é repercutido pelo PSDB e por toda a mídia, é a ideologia de que o poder é difuso, fluido, volátil, não tem base material e econômica, tampouco um ponto central e definido. Tudo se resume a uma questão de “lifestyle” (o estilo de vida que a pessoa leva), e não de classe social.

Nas ciências humanas tudo virou relativo e pluralista, não há mais causas nos fenômenos sociais e políticos. O Banco Mundial fez a cabeça dos professores e estudantes das universidades, os quais dirão amém ao triunfalismo capitalista. A universidade, o que havia de esquerda na universidade, se neoliberalizou com a receita pós-moderna. A ênfase da política foi colocada exclusivamente nas eleições, ou no “cretinismo parlamentar”, como dizia Karl Marx. É a urna eleitoral, e não a mobilização popular, que decide os rumos da sociedade. Com educação (um, dois, três milhões de lepitópis nas favelas) o subdesenvolvimento será eliminado, o imperialismo econômica e políticamente não impede o país de ser passado a limpo. A educação é o motor da história, segundo o Banco Mundial: a educação é a principal alavanca da “cidadania”. E isso nada tem a ver com a estrutura social e econômica do capitalismo que autoperpetua o desenvolvimento do subdesenvolvimento. A agenda do Banco Mundial é suprimir a perspectiva do socialismo, colocando em seu lugar a meta da educação. Não será surpreendente se, mais dia ou menos dia, esse organismo do capital internacional vir a se apropriar do programa educacional dos Cieps.

O discurso da “cidadania” usa e abusa da expressão “vontade política” (outro clichê do Banco Mundial), mas na verdade consagra a impotência política. Lembro Darcy Ribeiro exilado em Montevidéu no ano de 1969, dez anos antes da fundação do PDT, preocupado em amalgamar o nacionalismo com o marxismo, a fim de elaborar um projeto político para ganhar o apoio da massa da população. Vamos, dizia ele, passar o Brasil a limpo. Sabemos que isso lamentavelmente não foi conseguido depois de sua volta do exílio em 1979.

Obsolescência do Trabalhismo
Darcy Ribeiro no final da vida se dizia um homem fracassado, que fracassou em quase todos os seus belos e grandiosos projetos. A questão colocada hoje é a seguinte: estava equivocado o diagnóstico histórico feito por Darcy Ribeiro e Leonel Brizola sobre o Brasil e a América Latina? Claro que, para responder a isso, é preciso saber e estudar em que consiste esse interpretação elaborada desde os anos 50, pois não é com amnésia histórica que se lida com os problemas da atualidade. Eles acertaram em um ponto básico: o subdesenvolvimento (atraso, fome, miséria, injustiça, promiscuidade, violência) irá continuar com o vínculo espoliativo mantido pelo intercâmbio internacional do sistema capitalista.

O que há na conjuntura atual do capitalismo que não foi mentalizado por Darcy e Brizola? Mudou substancialmente alguma coisa na relação entre países atrasados e avançados? Com a didática de tarimbado professor, Darcy Ribeiro dizia que a direção multinacional da sociedade latinoamericana continuou a questão-chave, principalmente depois de 1945, que é o ponto de inflexão na história do imperialismo. Com United Fruit na Guatemala plantavam-se bananas, hoje são plantadas indústrias estrangeiras, mas a rapinância continua a mesma, com o detalhe de que Darcy e Brizola denunciaram a financeirização da acumulação de capital, ou seja, o capitalismo cybervideofinanceiro aumenta ainda mais o atraso histórico da América Latina.

O colapso econômico do neoliberalismo não quer dizer no entanto que houve o colapso ideológico da hegemonia neoliberal. Esta continua firme e forte em todos os partidos políticos. A razão é pragmática e cínica. Principal agência das multinacionais, a televisão não perde as eleições. Portanto, dizem as vozes pós-modernas, o futuro do trabalhismo está na televisão do futuro. É este o conteúdo adaptacionista do “neotrabalhismo”, que apresenta Leonel Brizola como se ele tivesse sido um político telefóbico.

Com a ênfase abstrata e demagógica na educação, retroagindo às formulações elaboradas por Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, o “neotrabalhismo” subtrai a centralidade do trabalho superexplorado das massas, assim como desconecta-o do atraso nacional que não é mais decorrência espoliativa imperialista, ou seja, é o adeus à concepção sobre as “perdas internacionais da nossa economia”.

Os intelectuais orgânicos das ONGs, que colocam a “cidadania” no lugar da crítica ao capitalismo, propagam pelas universidades que o legado anacrônico de Darcy Ribeiro e Leonel Brizola deveria ser jogado no lixo da história. Se o diagnóstico de ambos estivesse correto, eles teriam alcançado o poder pelo voto, como se a derrota eleitoral fosse indício de inconsistência teórica. Esse argumento é uma falácia com má fé porque pressupõe que triunfar na política, que é conflito de interesses materiais, seja o resultado da razão e de argumentos. Convenhamos que Stalin não triunfou na União Soviética porque pensou melhor a realidade russa do que Trotsky.

Luta de Classes
“Briga de foice no escuro”, assim definiu Leonel Brizola a política, isto é, a luta de classes. Leonel Brizola morreu com seu cérebro (sentimentalismo é dizer que ele vive), mas perdura o seu pensamento e o que deixou como exemplo público, inclusive a relação do trabalhismo brizolista com as classes sociais, ou seja, com as classes subalternas. Leonel Brizola nasceu politicamente vinculado à classe operária na Rio Grande do Sul. Mas o que era o heteródito PTB e a classe operária até 1964? É necessário perguntar pela relação partido político e classe social. Depois de 1979 frequentemente se ouvia que o PDT, cujos quadros eram preenchidos pela pequena burguesia, não era um partido da classe operária. Seu foco de atenção ou de persuasão era a massa marginalizada da população, os desempregados e subempregados. Por outro lado, argumentava Darcy Ribeiro em um país ocupado pelo imperialismo, não existe uma classe burguesa independente que tenha a vocação de ser uma classe (situada no topo da sociedade) a fim de exercer o comando econômico e político.

A revitalização do brizolismo passa necessariamente pela crítica marxista ao capital monopolista. O renascimento do PDT, tal qual este existiu como referência essencial na sociedade brasileira sob a liderança de Leonel Brizola, não poderá se efetivar sem que se coloque o socialismo no cerne de seu projeto político para a América Latina. Essa é a única maneira do PDT não tornar-se cativo da ideologia do Banco Mundial, para quem o domínio das corporações multinacionais (com o binômio democracia e educação) irá eliminar o subdesenvolvimento e o atraso da sociedade brasileira.

O PDT está compelido a avançar caminhando em direção ao que foi concebido no passado acerca da “espoliação internacional”, isto é, o subdesenvolvimento como sendo endêmico ao capitalismo no Terceiro Mundo. Por causa do processo social cada vez mais antagonicamente polarizado, brizolismo e marxismo devem se amalgamar em uma unidade orgânica, tal qual a política anti-colonialista de Hugo Chávez realizada na Venezuela juntando Bolívar e Marx.

Gilberto Felisberto Vasconcellos é sociólogo, jornalista e escritor.