sexta-feira, 6 de agosto de 2010

HIROSHIMA, NUNCA MAIS



Há exatamente 65 anos, o Capitalismo inaugura a era do horror atômico; 02 bombas jogadas sobre as cidades de Hiroxima e Nagasaki destroem centenas de milhares de vidas instantaneamente. Até hoje não é possível calcular os danos causados as gerações dos sobreviventes, tanto nas deformações físicas como nas mentais.
O poeta maior de Ipanema não deixou essa triste pagina da história passar em branco; inspirado na flor símbolo do bem querer e com a sensibilidade inerente aos poetas compôs a seguinte poesia:


Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
(Vinícius de Moraes)

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