segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A MÍDIA ACORBETANDO OS NAZI-FASCISTAS SOB O COMANDO DE ISRAEL


por James Petras

"Deixem-nos então combater em conjunto com Israel, com nossos irmãos sionistas contra todos os anti-sionistas, contra todos os marxistas culturais/multicutralistas".
Manifesto de Anders Behring Breivik

"... existem mais duas células na minha organização"...
Ander Behring Breivik sob custódia policial (Reuters 7/25/11)
O atentado à bomba do gabinete do primeiro-ministro norueguês em 22/Julho/2011, Jen Stoltenberg, do Partido Trabalhista, o qual matou oito civis, e o subsequente assassinato político de 68 ativistas desarmados da Juventude do Partido Trabalhista na Ilha Utoeya, a apenas 20 minutos de Oslo, pelo militante neo-fascista cristão-sionista, levanta questões fundamentais acerca do crescimento das ligações entre a extrema direita legal, os media "de referência", a política norueguesa, Israel e o terrorismo de extrema direita.

As mídia e a ascensão do terrorismo de direita:

Os principais jornais de língua inglesa, The New York Times (NYT), o Washington Post (WP), o Wall Street Journal e o Financial Times (FT), bem como o presidente Obama, culparam "extremistas islâmicos", desde os primeiros relatórios policiais dos assassinatos, publicando um série de manchetes incendiárias (e falsa) e reportagens, etiquetando o evento como o "11/Set da Noruega", o qual refletia a motivação ideológica e justificação mencionada pelo próprio assassino político cristão-sionista, Anders Behring Breivik. Na primeira página do Financial Times (de Londres) de 23-24/Julho, lia-se "Temores do extremismo islâmico: O pior ataque na Europa desde 2005". Obama imediatamente citou o ataque terrorista na Noruega para mais uma vez justificar suas guerras além-mar contra países muçulmanos. O FF, NYT, WP e WSJ ativaram seus auto-intitulados "peritos" os quais debateram acerca de quais líderes ou movimentos árabes/islâmicos foram responsáveis – apesar de informações da imprensa norueguesa da "prisão de um homem nórdico em uniforme de polícia".

Evidentemente, as mídia e a elite política dos EUA estavam ansiosos por utilizar o atentado a bomba e os assassinatos para justificar guerra imperiais em curso além-mar, ignorando o florescimento de organizações internas de extrema direita e indivíduos violentos que são a consequência da propaganda de ódio oficial islamofóbica.

Quando Anders Breivik, um conhecido extremista neo-fascista, entregou suas armas à polícia norueguesa, sem resistência, e reivindicou o crédito pelo atentado a bomba e o massacre, teve início a segunda fase do encobrimento oficial. De imediato ele foi descrito como "um solitário lobo assassino", o qual "atuou sozinho" (BBC, 24/Julho/2011) ou como mentalmente demente, minimizando suas redes políticas, seus mentores ideológicos e compromissos com americanos, europeus e israelenses, que o levaram aos seus atos de terrorismo. Ainda mais ultrajante, os media e responsáveis ignoraram o fato de que este ataque terrorista complexo e com múltiplas fases estava além da capacidade de uma pessoa "demente".

Anders Behring Breivik foi membro de um partido político de extrema-direita, o Partido do Progresso, e colaborador e contribuidor de um sítio web abertamente neo-nazi. Ele frequentemente centrava seu ódio sobre o Partido Trabalhista governante pela sua relativa tolerância de imigrantes. Despreza imigrantes, especialmente muçulmanos, e era um ardente apoiador cristão-sionista repressão e terror israelense contra o povo palestino. Sua ação criminosa foi essencialmente política e integrada numa rede política muito mais vasta.

A elite política e os media fizeram todo o possível para negar o entrecruzamento de ligações entre islamófobos ideológicos "legais", como os sionistas americanos Daniel Pipes, David Horowitz, Robert Spencer e Pamela Geller, o Partido da Liberdade da extrema-direita holandesa dirigido pelo intriguista Geert Wilders e seus homólogos no Partido do Progresso norueguês que se mobiliza contra a "ameaça muçulmana". Os terroristas da "ação direta" tomam inspiração em partidos eleitorais, como o Partido do Progresso, o qual recruta e doutrina ativistas, como Behring Breivik, os quais deixam então a "estrada eleitoral" para executarem suas carnificinas sangrentas, permitindo aos promotores do ódio "respeitáveis" condená-lo hipocritamente... após a afronta.

O assassino fascista: Um super-homem solitário viaja mais rápido do que uma bala contra a polícia que se move mais devagar do que uma tartaruga reumática:

O caso do "terrorista lobo solitário" desafia a credibilidade. É um tecido de mentiras utilizadas para encobrir cumplicidade do estado, má conduta da inteligência e a aguda viragem à direita tanto na política interna como externa de países da NATO.

Não há qualquer base para aceitar a afirmação inicial de Breivik de que atuou só devido a várias razões relevantes: Primeiro, o carro bomba, que devastou o centro de Oslo, era uma arma altamente complexa que exigir perícia e coordenação – da espécie disponível para estados ou serviços de inteligência, como o Mossad, o qual se especializa em carros bombas devastadores. Amadores, como Breivik, sem treino em explosivos, habitualmente explodem-se a si próprios ou falta-lhes a qualificação necessária para conectar os dispositivos eletrônicos de temporização ou detonadores remotos (como provaram fracassados "sapatos" e "cuecas" dos bombistas da Times Square).

Em segundo lugar, os pormenores de (a) movimentar a bomba, (b) obter (roubando) um veículo, (c) colocar o engenho no sítio estratégico, (d) detonar com êxito e (e) então vestir um elaborado uniforme da polícia especial com um arsenal de centenas de munições e conduzir em outro veículo para a ilha de Utoeya, (f) esperar pacientemente enquanto armado até os dentes por um ferry boat, (g) cruzar-se com outros passageiros no seu uniforme de polícia, (h) acercar-se dos ativistas da Juventude Trabalhista e começar o massacre de grande número de jovens desarmados e finalmente (i) liquidar os feridos e caçar aqueles que tentavam esconder-se ou nadar para longe – não é a atividade de um fanático solitário. Mesmo a combinação de um Super-homem, Einstein e um atirador de classe mundial não podiam executar tais tarefas.

Os media e os líderes da NATO devem encarar o público como passivos estúpidos ao esperar que acreditem que Anders Behring Breivik "actuou só". Ele está disposta a aguentar uma sentença de 20 anos de prisão, pois sustenta que a sua ação coletiva é a fagulha que incendiará seus camaradas e promoverá a agenda dos partidos violentos e legais de extrema-direita. Frente a um juiz norueguês, em 25 de Julho, ele declarou publicamente a existência de "mais duas células na minha organização". De acordo com testemunhas na Ilha Utoeya, foram ouvidos tiros de duas armas distintas vindos de diferentes direções durante o massacre. A política, dizem eles, está a ... "investigar". Não é preciso dizer que a polícia nada encontrou; ao invés disso simularam um "show" para encobrir a sua inação com a invasão de duas casas longe do massacre e rapidamente libertaram os suspeitos.

Contudo, a mais grave implicação política da ação terrorista é a ostensiva cumplicidade de altos responsáveis da polícia. A polícia levou 90 minutos para chegar a Ilha Utoeya, localizada a menos de 20 milhas [32 km] de Oslo, 12 minutos de helicóptero e 25 a 30 minutos de carro e barco. O atraso permitiu aos assassinos da extrema-direita utilizaram toda a munição, maximizando a mortes de jovens, ativistas anti-fascistas, e devastando o movimento trabalhista juvenil. O chefe de polícia, Sveinung Sponheim, deu a mais fraca das desculpas, afirmando "problemas com transporte". Sponheim argumentou que não estava pronto um helicóptero e que "não podiam encontrar um barco" (Associated Press, 24/Julho/2011).

Mas havia um helicóptero disponível. Ele conseguiu voar a Utoeya e filmar a carnificina em curso, e mais da metade dos noruegueses, um povo marítimo há milênios, possui ou tem acesso a um barco. Uma força policial, confrontada com o que o primeiro-ministro chama a "pior atrocidade desde a ocupação nazi", a mover-se ao ritmo de uma tartaruga reumática para resgatar jovens ativistas, levanta a suspeita de algum nível de cumplicidade. A questão óbvia que se levanta é o grau em que a ideologia do extremismo de direita – neo-fascismo – penetrou a polícia e as forças de segurança, especialmente os escalões superiores. Este nível de "inatividade" levanta mais questões do que respostas. O que sugere que os sociais-democratas só controlam parte do governo – o legislativo, ao passo que os neo-fascistas influenciam o aparelho de estado.

O fato claro é que a polícia não salvou uma única vida. Quando finalmente chegou, Anders Behring Breivik havia esgotado a sua munição e rendeu-se à polícia. A polícia literalmente não disparou um único tiro; ela nem mesmo teve de caçar ou capturar o assassino. Um cenário quase coreografado: Centenas de feridos, 68 desarmados, ativistas pacíficos mortos e o movimento da juventude trabalhista dizimado.

A polícia pode afirma "crime resolvido" enquanto as mídia tagarelam acerca de um "assassino solitário". A extrema-direita tem um "mártir" para mascarar um novo avanço na sua cruzada anti-muçulmana e pró Israel. (Recorda o celebrado fascista israelense-americano, assassino em massa, Dr. Baruch Goldstein, que massacrou dúzias de palestinos desarmados, homens e rapazes e um pregador, em 1994).

Apenas dois dias antes dos assassínios políticos, o responsável do Movimento da Juventude do Partido Trabalhista, Eskil Pederson, deu uma entrevista ao Dagbladet, o segundo maior tablóide da Noruega, na qual anunciava um "embarco econômico unilateral de Israel por parte da Noruega" (Gilad Atzmon, 24/Julho/2011).

O fato que importa é que os militares noruegueses não têm problemas e despachar rapidamente 500 tropas para o Afeganistão, a milhares de quilômetros e proporcionar seis jactos e pilotos da Força Aérea Norueguesa para bombardear e aterrorizar a Líbia. E ainda assim eles não podem encontrar um helicóptero ou um simples barco para transportar a sua polícia algumas centenas de metros para impedir um ato terrorista interno da direita – cujo comportamento assassino estava a ser descrito segundo a segundo pelas jovens vítimas aterrorizadas nos seus telemóveis aos seus pais desesperados.

As raízes imperiais do fascismo interno: Conclusão

Claramente, as decisões da Noruega e outros países escandinavos de participar nas cruzadas imperiais dos EUA contra muçulmanos e especialmente árabes no Médio Oriente excitaram e revigoraram a direita neo-fascista. Eles agora querem "trazer a guerra para casa": querem que a Noruega vá mais além, "expurgar a nação, pela expulsão de muçulmanos. Eles querem "enviar uma mensagem" ao Partido Trabalhista: Ou aceita uma plena agenda neo-fascista a favor de Israel ou aguarda mais massacres, mais fascistas eleitos, mas seguidores de Anders Behring Breivik.

O "Partido do Progresso" é agora o segundo maior partido político na Noruega. Se uma coligação "conservadora" derrotar os trabalhistas, neo-fascistas provavelmente terão assento no governo. Quem sabe, após uns poucos anos de bom comportamento, eles possam encontrar uma desculpa para comutar a sentença do seu ex-camarada ... ou proclamá-lo mentalmente reabilitado e livre.

O que é claramente necessário é a retirada imediata de todas as tropas de guerras imperiais e um combate sistemático, coerente e organizado contra terroristas internos e seus padrinhos intelectuais na América, Israel e Europa. A Juventude Trabalhista deve ir em frente com o seu pedido de que o governo trabalhista, sob o primeiro-ministro Jen Stoltenberg, reconheça a nação da Palestina e implemente um boicote total a bens e serviços de Israel. Uma campanha de educação política nacional e internacional deve ser organizar para revelar as ligações entre fascistas eleitorais respeitáveis e terroristas violentos. Os mártires da Juventude Trabalhista da Ilha de Utoeya deveriam ser guardados no coração e os seus ideais ensinados em todas as escolas. Seus inimigos e apoiadores de extrema-direita, abertos, encobertos ou diretamente cúmplices, deveriam ser revelados e condenados. A melhor armas contra o renovado ataque neo-fascista é uma ofensiva política e educacional, assumindo as tradições de combate anti-fascista e anti-Quisling (o notório colaborador nazi da Noruega) dos seus avós. Não é demasiado tarde – se o Partido Trabalhista, os sindicatos noruegueses e a juventude anti-fascista atuarem agora antes do dilúvio do fascismo ressurgente.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

CULTUAR, RATOS E URUBUS


A política que deveria ser o instrumento transformador da sociedade e melhorias das condições de vida da população de Angra dos Reis virou meio de enriquecimento ilícito e tudo que é ruim para o nosso povo. Estão aí ás provas do novo escândalo do governo dos Jordão mostrando como o erário foi transformado em carniça para os urubus e ratos deste vergonhoso e medíocre governo. Há uma espécie de urubu chamado urubu-rei, que tem o pescoço branco feito o colarinho dos ratos do governo que mandam em nós e roubam nosso dinheiro.
A escolha do antipático, adiposo e mau-caráter de inteligência duvidosa está, pois, dentro da normalidade da atual política praticada em Angra. Porque nosso povo é pouco instruído, e, portanto, presa fácil dos canalhas filhos de imigrantes que se intitulam de famílias tradicionais angrense.
A propósito, há um questionamento sobre este processo da Cultuar que muito me intriga. Se as acusações feitas pelo Ministério Público são falsas, os acusadores deveriam ser responsabilizados. Se Verdadeiras, por que as pessoas denunciadas permanecem como se nada houvesse ou responsabilidade tivessem?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

DURA LEX SEDE LEX

O promotor de justiça Doutor BRUNO LAVORATO ajuizou ontem ação de improbidade conta a CULTUAR e seu presidente PAULO MATTOS por ter contratado empresa fantasma para promoção de eventos.
A ação encontra-se nas mão do magistrado IVAN MIRANCOS pra decidir o pedido de liminar.
O promotor LAVORATO vai extrair peça e encaminhar ao titular do criminal para que seja feita denuncia de vários crimes contra o patrimônio público.
A sociedade burguesa é muito injusta, logo PAULO MATTOS que não ostenta riqueza e não aparenta qualquer sintoma de se apropriar da coisa pública vai sofre “as misérias do processo penal”.

terça-feira, 5 de julho de 2011

DEFEITOS X QUALIDADES


A balança

Quando menino eu vivia brigando com meus companheiros de brinquedos. E voltava para casa lamuriando e queixando-me deles. Isto ocorria, as mais das vezes, com Beto, o meu melhor amigo.
Um dia, quando corri para casa e procurei mamãe para queixar-me do Beto ela me ouviu e disse o seguinte:

- Vai buscar a sua balança e os blocos.

- Mas, o que tem isso a ver com o Beto?

- Você verá... Vamos fazer uma brincadeira.

Obedeci e trouxe a balança e os blocos. Então ela disse:

- Primeiro vamos colocar neste prato da balança um bloco para representar cada defeito do Beto. Conte-me quais são.

Fui relacionando-os e certo número de blocos foi empilhado daquele lado.

- Você não tem nada mais a dizer? Eu não tinha e ela propôs: Então você vai, agora, enumerar as qualidades dele. Cada uma delas será um bloco no outro prato da balança.

Eu hesitei, porém ela me animou dizendo:

- Ele não deixa você andar em sua bicicleta? Não reparte o seu doce com você?

Concordei e passei a mencionar o que havia de bom no caráter de meu amiguinho. Ela foi colocando os blocos do outro lado. De repente eu percebi que a balança oscilava. Mas vieram outros e outros blocos em favor do Beto.

Dei uma risada e mamãe observou:

- Você gosta do Beto e ficou alegre por verificar que as suas boas qualidades ultrapassam os seus defeitos. Isso sempre acontece, conforme você mesmo vai verificar ao longo de sua vida.

E de fato. Através dos anos aquele pequeno incidente de pesagem tem exercido importante influência sobre meus julgamentos. Antes de criticar uma pessoa, lembro-me daquela balança e comparo seus pontos bons com os maus. E, felizmente, quase sempre há uma vantagem compensadora, o que fortalece em muito a minha confiança no gênero humano.
(AUTOR DESCONHECIDO)

SOCIALISMO VIVO E POSSÍVEL


Por Miguel Urbano Rodrigues.
O filósofo e historiador italiano Doménico Losurdo esteve em Portugal em Junho a convite da revista web odiario.info para apresentar os seus livros: Stalin, estória e critica de uma lenda negra e Fuga da História .

Losurdo, que é professor catedrático da Universidade de Urbino, dedicou atenção especial a desmontar a falsificação da Historia montada no Ocidente para satanizar Stálin.

Para o autor de Fuga da História a reimplantação do capitalismo na Rússia após a desagregação da União Soviética foi uma tragédia para a Humanidade. Mas essa conclusão não é para ele incompatível com a convicção de que o fim da URSS foi o desfecho de uma soma de fatores inseparáveis da incapacidade da concretização do projeto socialista concebido por Lénine, com base na teoria de Marx.

Não conheço trabalho comparável pela originalidade e rigor ao que desenvolveu para demonstrar o desafio da transição na URSS do capitalismo para o socialismo.

Lénine tinha consciência de que a tomada do poder na Rússia fora uma tarefa muito mais fácil do que o desafio da construção do socialismo. O Partido não dispunha de uma teoria para a transição do capitalismo para o socialismo. E pagou um preço altíssimo por essa carência. Ela está na origem dos conflitos devastadores que Losurdo define como "as três guerra civis" na sociedade a que ele chama pós capitalista. Essa simples expressão tornou o autor de Fuga da História alvo de muitas críticas. Domenico poderia ter utilizado a expressão pré-socialista. Mas não o fez porque o socialismo real se distanciou para ele do socialismo, tal como o concebe na fidelidade ao projeto de Marx. Não cabe nestas linhas recordar as situações históricas que na Rússia, arruinada e hostilizada pelo imperialismo, tornaram inevitáveis decisões em defesa da Revolução – desde o comunismo de guerra à NEP – que conduziram a uma gradual redução do papel dos sovietes, a um apagamento dos sindicatos e a uma hipertrofia do Partido e à sua posterior burocratização. São conhecidas as consequências dessas opções.

O Relatório Secreto de Khruchov ao XX Congresso do PCUS representou uma preciosa ajuda aos sovietólogos ocidentais que faziam da denúncia do stalinismo instrumento fundamental da luta contra o comunismo, para muitos irmão gêmeo do fascismo.

A grande maioria dos livros sobre Stálin deforma o homem e a sua época. Para uns é um herói; para outros um ser demoníaco.

Losurdo chama a atenção para o primarismo e falta de imaginação das campanhas que visam destruir a imagem de Stálin, comparando-o a Hitler. É absurdo negar-lhe qualquer mérito e apresentar como um ditador feroz e irresponsável um homem que durante três décadas exerceu um enorme poder num país que derrotou a Alemanha nazista e se transformou na segunda potência mundial.

Para desmontar a argumentação dos autores que satanizam Stálin, Losurdo recorre exclusivamente a fontes ocidentais, a destacados historiadores, filósofos, sociólogos, economistas, políticos, militares, amplamente conhecidos pelas suas posições anticomunistas. Cita concretamente opiniões de Roosevelt, De Gaulle, Benes, Hannah Arendt, Eisenhower, De Gasperi, Golda Meir, John Foster Dulles, elogiosas para Stálin, como homem, estadista e estrategista.

Losurdo não é mais um divulgador do marxismo entre muitos. É um criador. Tal como os materialistas gregos, não desconhece que o objetivo supremo do homem na aventura da vida é a procura da felicidade possível. E sabe também que em poucas épocas terá sido tão difícil como hoje perseguir essa meta. Não é de estranhar que o filósofo, nessa ânsia de compreender para ensinar, tenha escrito sobre autores tão diferentes como Nietzsche, Hegel, Marx e Lénine.

Mas Domenico tem os pés bem fincados na terra. A teoria e a prática são para ele complementares. Consciente dessa interação, o historiador está, como intelectual revolucionário, permanentemente envolvido na solidariedade com as grandes causas da humanidade e na luta dos povos contra o imperialismo. Os seus artigos correm mundo na crítica às guerras de agressão imperiais contra os povos da Palestina, do Iraque, do Afeganistão, da Líbia e outros, na denúncia da participação do golpe dos EUA nas Honduras, na solidariedade com as FARC colombianas e com o povo iraniano. É reconfortante que neste mundo em crise de civilização haja pensadores revolucionários como Domenico Losurdo. Vai completar 70 anos e preparam-lhe merecidas homenagens em diferentes países.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

IMPERIALIALISMO YANK MARCHA PARA A EXTREMA DIREITA


Já se ouviu falar de presos políticos em muitos países do mundo, mas nunca na Dinamarca. No entanto, é o que acaba de acontecer. Anton Nielsen, de 72 anos, foi condenado a seis meses de prisão pelo Tribunal de Copenhagen.

O seu crime: apoio e solidariedade ao povo palestino, com arrecadação de dinheiro para o trabalho humanitário da FPLP. O imperialismo americano classificou a FPLP como organização "terrorista" e o subimperialismo europeu seguiu subserviente ao mando do imperialismo americano. Nielsen preside a associação Horseroed-Stutthof, que congrega antigos presos políticos da ocupação alemã na Dinamarca, bem como suas viúvas e descendentes, vítimas da Segunda Guerra. A coleta de fundos foi efetuada por esta associação.

No mesmo dia, o tribunal de Copenhagen condenou Viggo Toften Joergensen, dirigente do Sindicato dos Carpinteiros, a seis meses de prisão. A condenação foi por haver enviado dinheiro às FARC, em apoio a líderes sindicais assassinados pelos fascistas colombianos.

Verifica-se, assim, que além de participar das agressões ao Afeganistão e à Líbia, a Dinamarca desenvolve também a repressão contra os seus próprios cidadãos. A democracia burguesa mostra as suas garras.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

TAUBATÉ = ANGRA DOS REIS


Não se fala em outra coisa em Taubaté, senão a prisão do prefeito. Por todo lado, o assunto é a operação da Polícia Federal que culminou na prisão de Roberto Peixoto, da primeira dama Lu Peixoto e do ex-chefe de licitações da prefeitura.
A prisão temporária foi decretada para que os réus não interfiram nas investigações de fraude na merenda escolar.
Aqui em Angra foi noticiado ao MPF a fraude que ocorreu na licitação da merenda escolar este ano; a empresa que vem faturando todas as licitações desde a chegada dos Jordão na prefeitura está sendo investigada.
Tomara que o procurador da República encontre provas suficientes para enjaular toda essa cleptocrácia incompetente em governar, mas, habilidosa na arte de roubar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

AS FARC E O ELN NÃO SÃO NARCOTERRORISTAS


O ensaísta venezuelano Javier Monagas Maita, faz uma exposição de motivos que levam boa parte da juventude colombiana a lutaR nas FARC e ELN em defesa da liberdade e das próprias vidas. O texto é elucidativo e vale a leitura para todos aqueles que não se deixam enganar pelo simplismo do senso comum.

(Javier Monagas Maita)
Não creio que exista no mundo alguém que deseje a guerra e ao mesmo tempo se converta a si próprio em vanguarda de luta. As guerras são promovidas por interesses egoístas e desejos absurdos de dominação, mas os seus promotores têm o cuidado de não ir para a frente de batalha ou enviar os seus. Ante a destruição e o abuso, as vítimas entram na guerra para se defender. É a única alternativa que resta aos povos contra os excessos, crimes e violações que contra eles se cometem.

A pobreza sempre foi promovida por minorias a fim de submeter as maiorias aos caprichos e desejos dos seus interesses particulares ou de classe. Assim, por dinheiro ou por comida, os filhos dos pobres, intencionalmente desqualificados, são organizados em exércitos e policias, para enfrentar as rebeliões dos seus irmãos de classe que, com dignidade, combatem o inimigo opressor na defesa da sua liberdade e dos seus direitos. O engano para a justificação dessa pobreza causada intencionalmente, usa como veículos os meios de comunicação, as religiões e a força bruta. A negação da educação é também um instrumento de subjugação, bem como de distorção da verdade histórica. Tudo isso converge para uma “desconsciencialização” do subjugado que, sem o saber, se torna um instrumento contra si e contra a sua classe social.

Na Colômbia das dores e dos amores de Simon Bolívar, o povo sempre foi alvo dos ataques de uma oligarquia indolente, gananciosa e sem sentido patriótico. Confrontado com estas agressões, nascem as FARC, ELN e outras organizações populares de um povo que é sistematicamente despojado de tudo o que possui, até mesmo do sagrado direito de existir e decidir por si mesmo. Nascem como a resposta certa para evitar ser dizimados ou exterminados por conveniência de uma elite sanguinária que tudo quer para si. Elite que não envia os seus filhos para a batalha. Eles valem-se do engano para recrutar, a partir do seio desse mesmo povo, aqueles que servem de instrumento para a defesa de seus domínios. A oligarquia colombiana é maléfica e sangrenta; porque ela não é vítima da sua repressão e, por sua vez, os seus filhos vivem e estudam no estrangeiro. Na sua cobardia, esses serventuários do colonialismo internacional imperial não têm coragem nem categoria para lutar nas suas guerras, e então dividem e enganam o povo oprimido, para criar as suas policiais e exércitos que o manterão preso à dominação pela força.

Aqueles que acreditam que é fácil andar numa selva, embora com a dignidade acrescida, mas com a vida por um fio, convido-os a tentar sobreviver ainda que sejam três dias num ambiente destes. Essas más línguas que tudo distorcem, apresentam a vida na selva, como turismo de negócios, onde todos os membros da guerrilha são milionários que comem e dormem em quartos de hotel de cinco estrelas com ar condicionado e água quente, desfrutando de uma dieta equilibrada e praticando equitação como desporto, não dizem porque razão o exército regular e irregular da oligarquia vai deixando atrás de si cemitérios clandestinos, pedaços de pessoas pegados ao fio de motosserras, propriedades ancestrais em novas mãos ao serviço de transnacionais, através do uso da força. Aos índios, camponeses e povoações pulverizadas com glifosato, com o qual destroem até o gene cromossómico dos pobres, infertilizam-nos e as suas mulheres são violadas, expropriando-lhes até a dor e o sonho, para os converterem em terror e travão para viver.
É encorajador ver que existem pessoas que resistem a essa calamidade pública imposta pela oligarquia colombiana e seus amos. Agradeço a existência das guerrilhas e sua capacidade de luta, a sua entrega humanista e compreensão do momento para a resistência.

A invasão da Venezuela, passa pela derrota da guerrilha colombiana. O apoio a esses irmãos, mais que a um governo, é devido a um povo. Os verdadeiros terroristas, demonizam o povo e sua vanguarda, qualificando-os daquilo que eles são. É por isso que a oligarquia colombiana e as elites sionistas que governam nos EUA acusam de terroristas aqueles que se defendem das suas agressões.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CHE GUEVARA CONTINUA INCOMODANDO 43 ANOS DEPOIS DE SUA MORTE


Apesar de não concordar em muitos pontos com a matéria abaixo escrita por Ubirajara Passos, tenho que reconhecer que a matéria é de uma lucidez e inteligência que somente poderia ser escrita por um anarquista.

“Ernesto Guevara de la Serna, o determinadíssimo e incoercível guerrilheiro latino-americano, morria em 8 de outubro de 1967, na selva boliviana, odiado e temido pelo imperialismo americano e pela burguesia transnacional, contra os quais dedicou sua vida, na revolução armada, sem vacilar, até o ponto de ser capturado, fuzilado e sepultado numa cova clandestina e coletiva no coração da América do Sul. O pavor do imperialismo era tão grande, que não podia preservar sequer a identidade do cadáver de seu grande inimigo. E para exorcizar definitivamente o homem que deu a vida em prol da libertação, ainda não alcançada, da humanidade da escravidão assalariada, a mídia burguesa tratou de eternizá-lo na forma de inócuo e inofensivo ícone pop, presente em todas as estampas de tecidos e nos mais diversos badulaques, como chaveiros e canetas - até mesmo em calcinhas e no biquíni usado pela perua Gisele Bündchen em um desfile de moda (o que bastou para escandalizar a redação da filial brasileira do grupo americano Time-Life, a revista “Veja” de 2007).

Sob o título de “Che, a farsa do herói - verdades inconvenientes do guerrilheiro altruísta, quarenta anos depois de sua morte”, a servil e direitosa revista “nacional”, editada no dia 3 de outubro de 2007, se esmera em matéria de capa, que ocupa 10 páginas, em apresentar o Che como um fanático comunista comedor de criancinhas, “assassino cruel e maníaco”, “apologista da violência, voluntarioso e autoritário”, cujo “retrato clássico - feito pelo cubano Alberta Korda em 1960″ “foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas”.
Para tanto o periódico, sem mencionar o profundo senso de justiça social, humanidade, e a ingenuidade da dedicação ao “trabalho voluntário” braçal por ele exercido aos domingos, na reconstrução da Cuba espoliada até o estertor pela ditadura de Fulgêncio Batista e pelo domínio norte-americano, enfatiza, devidamente descontextualizado das circunstâncias da guerra de guerrilhas e da revolução, o papel de Che como comandante de frente guerrilheira ou do quartel onde, após a vitória, se levava os ilustres burgueses cubanos (em nome de cujas fortunas e luxuoso e fútil sadismo, milhares de trabalhadores, mulheres e crianças padeciam a própria morte em vida ou morriam um pouco todo dia, de fome, miséria e excesso de trabalho nos canaviais, em verdadeiro regime de escravidão) para o fuzilamento no “paredón”. Que, aliás, apesar de ser pedido aos gritos pelo povo oprimido (e não imposto pela “ditadura comunista de Fidel”), me parece forma muito branda de eliminação dos parasitas exploradores e da peste emocional. Pois um latifundiário ou burguês morto a balas ainda conserva o pescoço, o que é um perigo! Ainda há chance - mesmo remota - de ser “ressuscitado”. Eficientes e espertos mesmo eram os jacobinos de Robespierre, na Revolução Francesa, que usavam a guilhotina, a qual, separando a cabeça do corpo, eliminava toda possibilidade de falha na execução dos “altruístas” nobres da Corte de Versalhes.
No mundo de “Veja” as revoluções se fazem sem sangue… e sem mudanças, é claro. E os puros e educados empresários capitalistas, de punhos brancos e rendados são ótimas, bem-humoradas e afáveis pessoas que não sujam as mãos com o sangue e o suor alheio, portando um fuzil ou uma faca… Isto porque contam com a colaboração de seus lacaios gerentões e contra-mestres, e dos próprios trabalhadores oprimidos e conformados, que vão morrendo aos poucos de cansaço, fome e auto-violentação psicológica todo dia! O crime do lucro e do luxo capitalista, em nome do qual empresários e o próprio Estado (este na guerra predatória e repressora) matam milhões pelo mundo todos os dias é admitido e celebrado pela mídia, na medida em que ocorre de forma surda e “higiênica” nas empresas, ou longe dos olhos “inocentes” de doutores e jornalistas de gabinetes, praticado pela polícia a serviço do regime em becos perdidos, ou abertamente pelos exércitos “humanitários” e defensores da “democracia e dos direitos humanos” no Iraque ou no Haiti, por exemplo. Mas nem por isso George Bush ou Gerdau são qualificados pela mídia de sanguinários e desumanos. E Roosvelt e Churchill (dirigentes dos Estados Unidos e da Inglaterra na Segunda Mundial), responsáveis (ainda bem!) pela morte de milhares de nazistas (e mesmo da população civil não engajada) na Europa são celebrados como heróis, e verdadeiros “santos” laicos pela cultura oficial.
Mas até aí, tudo bem. A caracterização da horrível “violência revolucionária” é uma questão de ponto de vista, admissível e verificável “cientificamente”. O problema é que “Veja” (que no mesmo número celebra “imparcialmente” - às páginas 60 e 61 - a fala do falso socialista, e moderno fascista, Luís Inácio Lula da Silva na ONU, sobre o bio-combustível) para desmistificar e revelar o verdadeiro caráter do Che (”cruel e fanático”), cita justamente entrevistas com imparcialíssimos dissidentes do regime cubano, ex-membros da classe proprietária exilados em Miami e nada mais, nada menos que o agente da CIA Félix Rodríguez (que presenciou a execução do Che).
E a matéria, para coroar sua neutralidade científica e sociológica, se trai da forma mais infantil no discurso anti-comunista, com frases como : “Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel”, ou “COMUNISMO: Depois da queda do Muro de Berlim, a ideologia será lembrada sobretudo como a responsável pela morte de 100 milhões de pessoas”. E cai no ridículo da desconstrução histórica ao “denunciar” o óbvio e inconteste fato de que, após a execução, os soldados do exército boliviano (que servia a um regime fascista e subserviente ao colonialismo yankee) “limparam Che para a foto” de seu cadáver, que “sujo, vestido de trapos e calçado com o que sobrou de uma botina artesanal de couro”, “usava um calço em um dos calcanhares, provavelmente para corrigir uma diferença de tamanho entre uma perna e outra”.
É bem verdade que Che Guevara não era nenhum “Ghandi” ou uma “madre Teresa de Calcutá”. Foi revolucionário, e como tal usou da violência contra a violência maior do capitalismo. E não tinha o hábito, tão celebrado e confortável à mídia burguesa, de deixar-se prender em protestos públicos, sem reação, para escandalizar e desarmar a polícia imperialista, o que - desde Ghandi - tornou-se uma atitude completamente inofensiva para os agentes da opressão social e política (que, não tendo a “finesse” e “boa educação” dos pobres soldados e policiais britânicos bitolados no moralismo ainda meio vitoriano do início do século XX, hoje em dia dão gargalhadas de semelhante atitude bufa e ingênua). E muito menos era dedicado à mansa “caridade” do assistencialismo social, que, distribuindo migalhas entre os desvalidos, evita sua revolta contra a dominação e mantém convenientemente os privilégios dos nossos “donos”, para desgraça da maioria da humanidade (sob este ponto de vista, Lula devia ser canonizado como a Madre Teresa de Calcutá de barbas da América do Sul).
Como anarquista que sou, admito mesmo que o Che era um tanto filho do “fascismo vermelho”. Mas, entre tantos “defeitos”, possuia uma qualidade que é responsável pela sobrevivência histórica de sua figura, pela tentativa de integração e aculturação de seu mito “demoníaco” (a sombra da personalidade inconsciente dos psicológos junguianos) pela mídia capitalista e pelo incômodo que causa ainda hoje, ao ponto de suscitar a descabelada matéria da “Veja”, tão empenhada em demonizá-lo. E esta qualidade era o profundo ódio à injusta e massacrante opressão dos patrões e seus lacaios (os modernos “senhores de escravos”) sobre a grande maioria da humanidade, e a capacidade de jamais ceder ou desistir em sua luta pela derrocada do capitalismo, a ponto de colocar em risco a própria vida (o que é próprio de todo revolucionário legítimo). Assassino, incompetente, fanático, ou não, Che jamais poderá ser acusado de covardia. Sustentou até o final as conseqüências de seus atos e, se pediu clemência ao inimigo imperialista ao ser capturado (o que a matéria “demistificante” pretende fazer crer, citando o depoimento de um tenente do exército boliviano), fez apenas o que é próprio de todo ser humano diante da morte - e que não o impediu de levar a guerrilha no altiplano até este ponto. Che sabia que, sem apoio dos camponeses locais, traído pelo Partido Comunista Boliviano (fiel ao imperialismo soviético), e sem condições de resistência, cedo ou tarde, seria cercado pelo inimigo. E era mais fácil, ao invés da humilhação da derrota, ter se suicidado.
Mas, na verdade, o supremo “pecado” do ateu totalitário “Ernesto”, que o puritanismo de empréstimo da mídia brasileira pró-yankee não suporta, é conspurcar simbolicamente um dos ícones do falso hedonismo do capitalismo “pós-moderno”. Afinal, a figura do barbudo revolucionário cobrindo a buceta da dondoca modelo está, de certa forma, “estuprando” o “puro” símbolo do prazer burguês, cuja imagem se oferece à ralé para que babe na contemplação da volúpia glamourizada, que só ao explorador é reservada! Ubirajara Passos

segunda-feira, 30 de maio de 2011

GUERRA DE BAIXA INTENSIDADE


Não é preciso ser mestrado em sociologia para detectar que no Brasil existe uma guerra civil de baixa intensidade, onde somente lideres de esquerda tombam diante de assassinos covardes contratado pela direita reacionária.
Grupos de paramilitares, jagunços, capangas e pistoleiros avulsos são constantemente contratados por empreiteiros, latifundiários e empresários corruptos para fazerem o “serviço sujo” de assassinarem líderes de movimentos sociais.
Isso foi o que aconteceu no ultimo 24 de maio, quando José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva foram barbaramente assassinados com tiros na cabeça em uma emboscada montada pelos canalhas covardes, que não possibilitaram qualquer reação por parte das vítimas.
O crime que aconteceu no estado do Pára foi motivado pela militância de José Cláudio em defesa do meio ambiente, que desagradava os latifundiários que desmatam indiscriminadamente a floresta Amazônica.
José Cláudio teve sua orelha decepada e levada pelos monstros “como prova do serviço”.
O crime certamente ficará impune, como os milhares que ocorrem em território brasileiro. Não é por acaso que o Brasil é o único país da América Latina que não possui grupos de extrema esquerda para vingar seus heróis, quando as esquerdas que morrem como cordeiros se ligarem que é necessário responder com a mesma moeda, talvez a direita covarde passe a respeitar os lideres populares e pensarão 02 vezes antes de assassinar JOSÉ CLÁUDIO, CHICO MENDES e outros milhares de impávidos bresileiros que dão suas vidas pelo bem dos desvalidos.