segunda-feira, 27 de junho de 2011

IMPERIALIALISMO YANK MARCHA PARA A EXTREMA DIREITA


Já se ouviu falar de presos políticos em muitos países do mundo, mas nunca na Dinamarca. No entanto, é o que acaba de acontecer. Anton Nielsen, de 72 anos, foi condenado a seis meses de prisão pelo Tribunal de Copenhagen.

O seu crime: apoio e solidariedade ao povo palestino, com arrecadação de dinheiro para o trabalho humanitário da FPLP. O imperialismo americano classificou a FPLP como organização "terrorista" e o subimperialismo europeu seguiu subserviente ao mando do imperialismo americano. Nielsen preside a associação Horseroed-Stutthof, que congrega antigos presos políticos da ocupação alemã na Dinamarca, bem como suas viúvas e descendentes, vítimas da Segunda Guerra. A coleta de fundos foi efetuada por esta associação.

No mesmo dia, o tribunal de Copenhagen condenou Viggo Toften Joergensen, dirigente do Sindicato dos Carpinteiros, a seis meses de prisão. A condenação foi por haver enviado dinheiro às FARC, em apoio a líderes sindicais assassinados pelos fascistas colombianos.

Verifica-se, assim, que além de participar das agressões ao Afeganistão e à Líbia, a Dinamarca desenvolve também a repressão contra os seus próprios cidadãos. A democracia burguesa mostra as suas garras.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

TAUBATÉ = ANGRA DOS REIS


Não se fala em outra coisa em Taubaté, senão a prisão do prefeito. Por todo lado, o assunto é a operação da Polícia Federal que culminou na prisão de Roberto Peixoto, da primeira dama Lu Peixoto e do ex-chefe de licitações da prefeitura.
A prisão temporária foi decretada para que os réus não interfiram nas investigações de fraude na merenda escolar.
Aqui em Angra foi noticiado ao MPF a fraude que ocorreu na licitação da merenda escolar este ano; a empresa que vem faturando todas as licitações desde a chegada dos Jordão na prefeitura está sendo investigada.
Tomara que o procurador da República encontre provas suficientes para enjaular toda essa cleptocrácia incompetente em governar, mas, habilidosa na arte de roubar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

AS FARC E O ELN NÃO SÃO NARCOTERRORISTAS


O ensaísta venezuelano Javier Monagas Maita, faz uma exposição de motivos que levam boa parte da juventude colombiana a lutaR nas FARC e ELN em defesa da liberdade e das próprias vidas. O texto é elucidativo e vale a leitura para todos aqueles que não se deixam enganar pelo simplismo do senso comum.

(Javier Monagas Maita)
Não creio que exista no mundo alguém que deseje a guerra e ao mesmo tempo se converta a si próprio em vanguarda de luta. As guerras são promovidas por interesses egoístas e desejos absurdos de dominação, mas os seus promotores têm o cuidado de não ir para a frente de batalha ou enviar os seus. Ante a destruição e o abuso, as vítimas entram na guerra para se defender. É a única alternativa que resta aos povos contra os excessos, crimes e violações que contra eles se cometem.

A pobreza sempre foi promovida por minorias a fim de submeter as maiorias aos caprichos e desejos dos seus interesses particulares ou de classe. Assim, por dinheiro ou por comida, os filhos dos pobres, intencionalmente desqualificados, são organizados em exércitos e policias, para enfrentar as rebeliões dos seus irmãos de classe que, com dignidade, combatem o inimigo opressor na defesa da sua liberdade e dos seus direitos. O engano para a justificação dessa pobreza causada intencionalmente, usa como veículos os meios de comunicação, as religiões e a força bruta. A negação da educação é também um instrumento de subjugação, bem como de distorção da verdade histórica. Tudo isso converge para uma “desconsciencialização” do subjugado que, sem o saber, se torna um instrumento contra si e contra a sua classe social.

Na Colômbia das dores e dos amores de Simon Bolívar, o povo sempre foi alvo dos ataques de uma oligarquia indolente, gananciosa e sem sentido patriótico. Confrontado com estas agressões, nascem as FARC, ELN e outras organizações populares de um povo que é sistematicamente despojado de tudo o que possui, até mesmo do sagrado direito de existir e decidir por si mesmo. Nascem como a resposta certa para evitar ser dizimados ou exterminados por conveniência de uma elite sanguinária que tudo quer para si. Elite que não envia os seus filhos para a batalha. Eles valem-se do engano para recrutar, a partir do seio desse mesmo povo, aqueles que servem de instrumento para a defesa de seus domínios. A oligarquia colombiana é maléfica e sangrenta; porque ela não é vítima da sua repressão e, por sua vez, os seus filhos vivem e estudam no estrangeiro. Na sua cobardia, esses serventuários do colonialismo internacional imperial não têm coragem nem categoria para lutar nas suas guerras, e então dividem e enganam o povo oprimido, para criar as suas policiais e exércitos que o manterão preso à dominação pela força.

Aqueles que acreditam que é fácil andar numa selva, embora com a dignidade acrescida, mas com a vida por um fio, convido-os a tentar sobreviver ainda que sejam três dias num ambiente destes. Essas más línguas que tudo distorcem, apresentam a vida na selva, como turismo de negócios, onde todos os membros da guerrilha são milionários que comem e dormem em quartos de hotel de cinco estrelas com ar condicionado e água quente, desfrutando de uma dieta equilibrada e praticando equitação como desporto, não dizem porque razão o exército regular e irregular da oligarquia vai deixando atrás de si cemitérios clandestinos, pedaços de pessoas pegados ao fio de motosserras, propriedades ancestrais em novas mãos ao serviço de transnacionais, através do uso da força. Aos índios, camponeses e povoações pulverizadas com glifosato, com o qual destroem até o gene cromossómico dos pobres, infertilizam-nos e as suas mulheres são violadas, expropriando-lhes até a dor e o sonho, para os converterem em terror e travão para viver.
É encorajador ver que existem pessoas que resistem a essa calamidade pública imposta pela oligarquia colombiana e seus amos. Agradeço a existência das guerrilhas e sua capacidade de luta, a sua entrega humanista e compreensão do momento para a resistência.

A invasão da Venezuela, passa pela derrota da guerrilha colombiana. O apoio a esses irmãos, mais que a um governo, é devido a um povo. Os verdadeiros terroristas, demonizam o povo e sua vanguarda, qualificando-os daquilo que eles são. É por isso que a oligarquia colombiana e as elites sionistas que governam nos EUA acusam de terroristas aqueles que se defendem das suas agressões.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CHE GUEVARA CONTINUA INCOMODANDO 43 ANOS DEPOIS DE SUA MORTE


Apesar de não concordar em muitos pontos com a matéria abaixo escrita por Ubirajara Passos, tenho que reconhecer que a matéria é de uma lucidez e inteligência que somente poderia ser escrita por um anarquista.

“Ernesto Guevara de la Serna, o determinadíssimo e incoercível guerrilheiro latino-americano, morria em 8 de outubro de 1967, na selva boliviana, odiado e temido pelo imperialismo americano e pela burguesia transnacional, contra os quais dedicou sua vida, na revolução armada, sem vacilar, até o ponto de ser capturado, fuzilado e sepultado numa cova clandestina e coletiva no coração da América do Sul. O pavor do imperialismo era tão grande, que não podia preservar sequer a identidade do cadáver de seu grande inimigo. E para exorcizar definitivamente o homem que deu a vida em prol da libertação, ainda não alcançada, da humanidade da escravidão assalariada, a mídia burguesa tratou de eternizá-lo na forma de inócuo e inofensivo ícone pop, presente em todas as estampas de tecidos e nos mais diversos badulaques, como chaveiros e canetas - até mesmo em calcinhas e no biquíni usado pela perua Gisele Bündchen em um desfile de moda (o que bastou para escandalizar a redação da filial brasileira do grupo americano Time-Life, a revista “Veja” de 2007).

Sob o título de “Che, a farsa do herói - verdades inconvenientes do guerrilheiro altruísta, quarenta anos depois de sua morte”, a servil e direitosa revista “nacional”, editada no dia 3 de outubro de 2007, se esmera em matéria de capa, que ocupa 10 páginas, em apresentar o Che como um fanático comunista comedor de criancinhas, “assassino cruel e maníaco”, “apologista da violência, voluntarioso e autoritário”, cujo “retrato clássico - feito pelo cubano Alberta Korda em 1960″ “foi parar no biquíni de Gisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas”.
Para tanto o periódico, sem mencionar o profundo senso de justiça social, humanidade, e a ingenuidade da dedicação ao “trabalho voluntário” braçal por ele exercido aos domingos, na reconstrução da Cuba espoliada até o estertor pela ditadura de Fulgêncio Batista e pelo domínio norte-americano, enfatiza, devidamente descontextualizado das circunstâncias da guerra de guerrilhas e da revolução, o papel de Che como comandante de frente guerrilheira ou do quartel onde, após a vitória, se levava os ilustres burgueses cubanos (em nome de cujas fortunas e luxuoso e fútil sadismo, milhares de trabalhadores, mulheres e crianças padeciam a própria morte em vida ou morriam um pouco todo dia, de fome, miséria e excesso de trabalho nos canaviais, em verdadeiro regime de escravidão) para o fuzilamento no “paredón”. Que, aliás, apesar de ser pedido aos gritos pelo povo oprimido (e não imposto pela “ditadura comunista de Fidel”), me parece forma muito branda de eliminação dos parasitas exploradores e da peste emocional. Pois um latifundiário ou burguês morto a balas ainda conserva o pescoço, o que é um perigo! Ainda há chance - mesmo remota - de ser “ressuscitado”. Eficientes e espertos mesmo eram os jacobinos de Robespierre, na Revolução Francesa, que usavam a guilhotina, a qual, separando a cabeça do corpo, eliminava toda possibilidade de falha na execução dos “altruístas” nobres da Corte de Versalhes.
No mundo de “Veja” as revoluções se fazem sem sangue… e sem mudanças, é claro. E os puros e educados empresários capitalistas, de punhos brancos e rendados são ótimas, bem-humoradas e afáveis pessoas que não sujam as mãos com o sangue e o suor alheio, portando um fuzil ou uma faca… Isto porque contam com a colaboração de seus lacaios gerentões e contra-mestres, e dos próprios trabalhadores oprimidos e conformados, que vão morrendo aos poucos de cansaço, fome e auto-violentação psicológica todo dia! O crime do lucro e do luxo capitalista, em nome do qual empresários e o próprio Estado (este na guerra predatória e repressora) matam milhões pelo mundo todos os dias é admitido e celebrado pela mídia, na medida em que ocorre de forma surda e “higiênica” nas empresas, ou longe dos olhos “inocentes” de doutores e jornalistas de gabinetes, praticado pela polícia a serviço do regime em becos perdidos, ou abertamente pelos exércitos “humanitários” e defensores da “democracia e dos direitos humanos” no Iraque ou no Haiti, por exemplo. Mas nem por isso George Bush ou Gerdau são qualificados pela mídia de sanguinários e desumanos. E Roosvelt e Churchill (dirigentes dos Estados Unidos e da Inglaterra na Segunda Mundial), responsáveis (ainda bem!) pela morte de milhares de nazistas (e mesmo da população civil não engajada) na Europa são celebrados como heróis, e verdadeiros “santos” laicos pela cultura oficial.
Mas até aí, tudo bem. A caracterização da horrível “violência revolucionária” é uma questão de ponto de vista, admissível e verificável “cientificamente”. O problema é que “Veja” (que no mesmo número celebra “imparcialmente” - às páginas 60 e 61 - a fala do falso socialista, e moderno fascista, Luís Inácio Lula da Silva na ONU, sobre o bio-combustível) para desmistificar e revelar o verdadeiro caráter do Che (”cruel e fanático”), cita justamente entrevistas com imparcialíssimos dissidentes do regime cubano, ex-membros da classe proprietária exilados em Miami e nada mais, nada menos que o agente da CIA Félix Rodríguez (que presenciou a execução do Che).
E a matéria, para coroar sua neutralidade científica e sociológica, se trai da forma mais infantil no discurso anti-comunista, com frases como : “Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel”, ou “COMUNISMO: Depois da queda do Muro de Berlim, a ideologia será lembrada sobretudo como a responsável pela morte de 100 milhões de pessoas”. E cai no ridículo da desconstrução histórica ao “denunciar” o óbvio e inconteste fato de que, após a execução, os soldados do exército boliviano (que servia a um regime fascista e subserviente ao colonialismo yankee) “limparam Che para a foto” de seu cadáver, que “sujo, vestido de trapos e calçado com o que sobrou de uma botina artesanal de couro”, “usava um calço em um dos calcanhares, provavelmente para corrigir uma diferença de tamanho entre uma perna e outra”.
É bem verdade que Che Guevara não era nenhum “Ghandi” ou uma “madre Teresa de Calcutá”. Foi revolucionário, e como tal usou da violência contra a violência maior do capitalismo. E não tinha o hábito, tão celebrado e confortável à mídia burguesa, de deixar-se prender em protestos públicos, sem reação, para escandalizar e desarmar a polícia imperialista, o que - desde Ghandi - tornou-se uma atitude completamente inofensiva para os agentes da opressão social e política (que, não tendo a “finesse” e “boa educação” dos pobres soldados e policiais britânicos bitolados no moralismo ainda meio vitoriano do início do século XX, hoje em dia dão gargalhadas de semelhante atitude bufa e ingênua). E muito menos era dedicado à mansa “caridade” do assistencialismo social, que, distribuindo migalhas entre os desvalidos, evita sua revolta contra a dominação e mantém convenientemente os privilégios dos nossos “donos”, para desgraça da maioria da humanidade (sob este ponto de vista, Lula devia ser canonizado como a Madre Teresa de Calcutá de barbas da América do Sul).
Como anarquista que sou, admito mesmo que o Che era um tanto filho do “fascismo vermelho”. Mas, entre tantos “defeitos”, possuia uma qualidade que é responsável pela sobrevivência histórica de sua figura, pela tentativa de integração e aculturação de seu mito “demoníaco” (a sombra da personalidade inconsciente dos psicológos junguianos) pela mídia capitalista e pelo incômodo que causa ainda hoje, ao ponto de suscitar a descabelada matéria da “Veja”, tão empenhada em demonizá-lo. E esta qualidade era o profundo ódio à injusta e massacrante opressão dos patrões e seus lacaios (os modernos “senhores de escravos”) sobre a grande maioria da humanidade, e a capacidade de jamais ceder ou desistir em sua luta pela derrocada do capitalismo, a ponto de colocar em risco a própria vida (o que é próprio de todo revolucionário legítimo). Assassino, incompetente, fanático, ou não, Che jamais poderá ser acusado de covardia. Sustentou até o final as conseqüências de seus atos e, se pediu clemência ao inimigo imperialista ao ser capturado (o que a matéria “demistificante” pretende fazer crer, citando o depoimento de um tenente do exército boliviano), fez apenas o que é próprio de todo ser humano diante da morte - e que não o impediu de levar a guerrilha no altiplano até este ponto. Che sabia que, sem apoio dos camponeses locais, traído pelo Partido Comunista Boliviano (fiel ao imperialismo soviético), e sem condições de resistência, cedo ou tarde, seria cercado pelo inimigo. E era mais fácil, ao invés da humilhação da derrota, ter se suicidado.
Mas, na verdade, o supremo “pecado” do ateu totalitário “Ernesto”, que o puritanismo de empréstimo da mídia brasileira pró-yankee não suporta, é conspurcar simbolicamente um dos ícones do falso hedonismo do capitalismo “pós-moderno”. Afinal, a figura do barbudo revolucionário cobrindo a buceta da dondoca modelo está, de certa forma, “estuprando” o “puro” símbolo do prazer burguês, cuja imagem se oferece à ralé para que babe na contemplação da volúpia glamourizada, que só ao explorador é reservada! Ubirajara Passos

segunda-feira, 30 de maio de 2011

GUERRA DE BAIXA INTENSIDADE


Não é preciso ser mestrado em sociologia para detectar que no Brasil existe uma guerra civil de baixa intensidade, onde somente lideres de esquerda tombam diante de assassinos covardes contratado pela direita reacionária.
Grupos de paramilitares, jagunços, capangas e pistoleiros avulsos são constantemente contratados por empreiteiros, latifundiários e empresários corruptos para fazerem o “serviço sujo” de assassinarem líderes de movimentos sociais.
Isso foi o que aconteceu no ultimo 24 de maio, quando José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher Maria do Espírito Santo da Silva foram barbaramente assassinados com tiros na cabeça em uma emboscada montada pelos canalhas covardes, que não possibilitaram qualquer reação por parte das vítimas.
O crime que aconteceu no estado do Pára foi motivado pela militância de José Cláudio em defesa do meio ambiente, que desagradava os latifundiários que desmatam indiscriminadamente a floresta Amazônica.
José Cláudio teve sua orelha decepada e levada pelos monstros “como prova do serviço”.
O crime certamente ficará impune, como os milhares que ocorrem em território brasileiro. Não é por acaso que o Brasil é o único país da América Latina que não possui grupos de extrema esquerda para vingar seus heróis, quando as esquerdas que morrem como cordeiros se ligarem que é necessário responder com a mesma moeda, talvez a direita covarde passe a respeitar os lideres populares e pensarão 02 vezes antes de assassinar JOSÉ CLÁUDIO, CHICO MENDES e outros milhares de impávidos bresileiros que dão suas vidas pelo bem dos desvalidos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

TRAGÉDIA ANUNCIADA


O BONECO DE VENTRÍLOQUO tem tudo para terminar sua desastrada administração com mais uma tragédia na história de Angra; a epidemia de dengue que se alastra por toda a cidade já atingiu uma grande parte da população.
Agora é só aguardarmos os números de óbitos para que os abutres do desgoverno Jordão façam seus tenebrosos banquetes do dinheiro emergencial, que certamente virá de cima.
Enquanto a saúde e a educação carecem de recursos, o orçamento bilionário do governo do BONECO DE VENTRÍLOQUO vaza no esgoto da corrupção.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

PARA PENSAR


Existem canalhas que se consideram honestos e honestos que se consideram canalhas. É uma questão de alienação da consciência por quem está no poder.
(Frase minha)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

POLITICAMENTE INCORRETO


Darcy Ribeiro dizia que o povo brasileiro é a mais nova etnia do planeta, composto por três matrizes: européia, indígena e africana. Ernesto Guevara de La Serna dizia que abaixo do Rio Bravo (fronteira do México com os EUA) somos um único povo, com uma única cultura tão plural que não existe em qualquer outra parte do mundo.
Em nenhum momento esses geniais utilizaram a palavra “raça”. Raça não existe, quem criou esse termos foram os racistas, o que existe são etnias espalhadas por todos os cantos do planeta Terra, que foram se adaptando ao clima de cada localidade, como bem explicou Charles Darwin no Livro Origens das Espécies.
Angra dos Reis que insiste em estar na contramão da história, as inscrições no busto de Zumbi diz que ele foi “líder negro de todas as raças”.
Zumbi dos Palmares foi e será para sempre um herói do povo brasileiro. No Quilombo dos Palmares não viviam apenas pessoas de etnia africana, lá habitavam em liberdade indígenas e brancos perseguidos pelo governo colonial.
Não preciso trazer na pele a mesma cor de Zumbi para me sentir orgulhoso de ser do seu povo, porque minha alma é negra, indígena e branca também.

Quem foi Zumbi do Palmares


Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas, indigenas e brancos perseguidos pelo Estado. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com a tradição de seu povo e cultuando a religião de seus ancestrais, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.

No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após uma batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.

Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu comando a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

Zumbi é considerado um dos grandes heróis do povo brasileiro. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.
Certamente Zumbi dos Palmares não era devoto de São Benedito!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

EM ANGRA, NADA. SOMENTE A LIBERDADE PARA CORRUPTOS ATIVOS E PASSIVOS


A polícia paulista descobriu um esquema milionário de desvio de dinheiro público na Grande São Paulo. Três vereadores foram presos dentro do plenário da Câmara. Eles são acusados de participar de um esquema de fraudes que cobrava propina para limpar nomes de devedores do município. Detalhe: nenhum dinheiro chegava aos cofres da prefeitura.
Por muito pouco, a prisão dos vereadores não aconteceu dentro da Câmara de Taboão da Serra. De surpresa, a polícia chegou de surpresa antes do início da única sessão. O vereador Carlos Andrade (PV) tentou fugir, mas os policiais o pegaram nos fundos do prédio.
Arnaldo Santos (PSB) e José Luiz Eloy (PMDB) se entregaram. Atrás das grades, os três vereadores agora serão minuciosamente investigados. Eles são suspeitos de roubar dinheiro do município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
De acordo com a polícia, os devedores eram procurados pela quadrilha, com a promessa de limpar o nome deles na prefeitura, desde que pagassem. Os vereadores cobravam 30% do valor total da dívida, o que representa um rombo de mais de R$ 1 milhão nos cofres públicos.
“Na verdade, o dinheiro não entrava nos cofres da prefeitura. Era simulado que o dinheiro estava entrando na conta publica e na verdade não estava sendo recebido”, explica o delegado Raul Godoy Neto.
Aqui em Angra dos Reis os crimes contra os cofres público acontecem a revelia das autoridades, programas de computador que R$ 30.000,00 é adquirido por mais de R$1.000.000,oo, serviços superfaturados, merenda escolar superfaturada com fraude na licitação, e nenhum indicio de que a polícia ou o Ministério Público está investigando os crimes infames contra o erário.
“Ta tudo dominado.”