quarta-feira, 12 de agosto de 2009

REAÇÃO DA DIREITA


Miriam Leitão, a feiosa por dentro e por fora da Rede Globo, é paga para criticar a política de soberania do povo Venezuelano. Chaves é taxado de ditador e pré-histórico pela musa orelhuda da Globo.

As informações da revolução que Chavez vem realizando na Venezuela são proibidas de se mencionar, nas reportagens sempre carregadas de criticas do oligopólio de comunicação brasileira.

Por exemplo, é proibido dizer que Hugo Chavez distribuiu 500.000 hectares no ano de 2005 e vem mantendo em ritmo acelerado e radical na reforma agrária em seu país.

É proibido dizer na Globo que depois de anos de controvérsia, o presidente da Venezuela lançou um programa de distribuição de terra jamais visto na América Latina.

"Nós não estamos desapropriando, isso pertence à nação, ao estado", disse ele, na fazenda Marquesena. Os reacionários oponentes de Chavez argumentaram que planos de reforma agrária violam o direito à propriedade garantido na constituição.

Os ricos inimigos de Chavez em Caracas protestaram insistentemente nos meios de comunicação, controlados por eles, exigindo que o governo cancele seu programa de reforma agrária, que deve expropriar 2.000.000 hectares de terra até este ano, o que assentará 40.000 famílias. O presidente respondeu que "a propriedade não é um valor sagrado" e prometeu ir adiante.

O plano de Chavez para distribuir terra entre os camponeses pobres prevê a nacionalização de grandes ranchos subutilizados sem compensação, pois de acordo com ele essas áreas produtivas devem ser utilizadas para o bem da comunidade.

Podemos entender o porquê de tanta reação contra Chavez.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

NO DIA DO ADVOGADO, HOMENAGEM AO NOSSO MAIOR


No dia do advogado faço a minha homenagem àquele que, para mim, foi o maior advogado da história do Brasil.
Evandro Lins e Silva nunca se dobrou diante dos poderosos, levou uma vida simples e morreu com um patrimônio modesto. Porém, rico na sua biografia de socialista, que sonhou intensamente a utopia da liberdade.



"Minha vida foi uma sucessão de acasos felizes."

"Sou socialista. Não acredito nessa globalização, que não deu nenhum resultado brilhante."

"Eu tenho o vício da defesa da liberdade. Não escolho causas para defender alguém"

"Considero a prisão uma forma de tortura. É uma morte a conta-gotas."

"Minha maior glória seria morrer aqui no Tribunal do Júri."
No julgamento de José Rainha Júnior, líder do MST, em 2000

"Não me considero advogado da acusação, mas da defesa do país."
Sobre sua participação como acusador na ação que levou ao impeachment de Collor

"Não entro sozinho na Academia; entro acompanhado de uma longa vida, austera e equilibrada. Mas não sou eu quem deveria enaltecer as minhas virtudes."
Ao entrar na ABL, em 1998

"Embora nós apenas fizéssemos cumprir a Constituição, nossa atuação contrariava as violências dos que tinham tomado o poder à força."
Sobre sua cassação do STF no regime milita

(Evandro Lins e Silva)

domingo, 9 de agosto de 2009

AOS PAIS




Che Guevara sonhou uma América onde todas as crianças tivessem as oportunidades que seus filhos tiveram. Foi derrotado o guerrilheiro, o herói sobreviveu e serve de exemplo para todos aqueles que se sentem indignados diante de uma criança abandonada.

No dia dos pais, uma pequena lembrança de um dos maiores pais que a humanidade produziu.


Se um dia vocês tiverem de ler esta carta, será porque não estou ma is entre vocês. Vocês quase não se lembrarão de mim, e os menores não se lembrarão de nada em absoluto. Seu pai foi um homem que agiu de acordo com suas próprias crenças e sem dúvida foi fiel ás suas convicções.
Cresçam como bons revolucionários. Estudem muito para serem capazes de conhecer técnicas que permitem dominar a natureza. Lembre-se de que a Revolução é que é importante e que cada de nós, sozinhos, não vale nada.
Acima de tudo, procurem sempre sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário.
Até sempre, filhinhos. Ainda espero vê-los de novo. Um beijo grande de verdade e um abraço apertado do Papa!

(Ernesto Che Guevara de la Serna)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

BARBÁRIE


Entre 6 de agosto e 31 de dezembro de 1945, 140.000 pessoas morreram por causa da bomba jogada pelos americanos em Hiroshima.
Em 9 de agosto, os Estados Unidos jogaram uma segunda bomba sobre o porto de Nagasaki, que deixou 70.000 mortos.
Em 15 de agosto o Japão se rendeu, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. Desde então, o país se converteu num dos principais aliados dos Estados Unidos. No arquipélago japonês estão posicionados 47.000 militares americanos.
O governo americano jamais pediu desculpas pelas vítimas inocentes do ataque, e o governo japonês se mostra subserviente concordando com todas as atrocidades promovidas pelos EUA.
Em homenagens as vítimas inocente; o poema de Vinício de Morais:



Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

METAMORFOSE AMBULANTE OU TRAIDOR SEM CARÁTER

Em 2006 Jackson Lagos se elegeu governador do Maranhão, derrotando o clã Sarney que contava com o apoio de Lula.
Utilizando a lei de cassação de iniciativa popular, os Sarney com a ajuda do Planalto cassou o mandato de Jackson com o total silencio do PDT, partido do governador Jackson.
Lagos foi cassado com apenas dois depoimentos de populares do Maranhão que afirmaram que venderam seus votos para os que apoiavam o governador cassado, sem qualquer participação direta deste.
Concluo que nesta República de coronéis chamada Brasil, as leis são usadas ao bel prazer dos seus coronéis, e que aqueles que saem das senzalas, como Lula, não perderam o vício de se tornarem capitães-do-mato.

Homenagem da guerreira para o saudoso Velho Guerreiro

O IMPÉRIO CONTRA-ATACA


O revolucionário e ex-guerrilheiro Fidel Castro disse em artigo publicado na quarta-feira que a presença militar da mais poderosa maquina de guerra do planeta no centro da América (Colômbia) constitui uma "dor de cabeça" para a América Latina.

O artigo surge em meio a uma grave crise entre Venezuela e Colômbia por causa de um acordo militar em negociação entre Bogotá e Washington, que autoriza unidades militares dos EUA a usarem bases colombianas sob o pretexto da luta contra o narcotráfico e guerrilhas de esquerda.

O governo popular da Venezuela, aliado de Cuba, congelou suas relações com a Colômbia por causa da suposta ameaça contida na presença militar norte-americana.

"A presença de tão poderoso império, que em todos os continentes e oceanos dispõe de bases militares, porta-aviões e submarinos nucleares, navios de guerra modernos e aviões de combate sofisticados (...), constitui a mais importante dor de cabeça de qualquer governo, seja de esquerda, centro ou direita, aliado ou não dos Estados Unidos."

No artigo intitulado "Sete punhais no coração da América", Fidel, que completa 83 anos neste mês, diz que "os governantes dos países da Unasul, Mercosul, Grupo do Rio e outros não podem deixar de analisar a justíssima pergunta venezuelana: que sentido têm as bases militares e navais que os Estados Unidos querem estabelecer ao redor da Venezuela e no coração da América do Sul?"

"Seria um erro grave pensar que a ameaça é só contra a Venezuela; está dirigida a todos os países do sul do continente. Ninguém poderá eludir o tema"
, afirmou ele no artigo publicado no site www.cubadebate.cu.

Cuba apóia abertamente o governo de Chavez, que sofre constantes críticas da mídia nacional e internacional, que não tolera as lei que democratiza os meios de comunicação na Venezuela retirando as grandes redes de comunicação das mãos de oligopólios.

"O problema, para os que somos vizinhos (dos EUA), não é que lá se fale outro idioma e seja uma nação diferente (...). O dramático é o sistema que ali se desenvolveu e se impôs a todos"
, acrescentou o ex-dirigente, afastado definitivamente do poder desde fevereiro de 2008.

Os governos de esquerda da América Latina, dos mais moderados aos mais radicais, criticaram o estreitamento da cooperação militar entre Colômbia e Estados Unidos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

DIREITA ASSASSINA


Militei do lado de Brizola, sem almejar qualquer vantagem pessoal, por mais de 20 anos, em razão da defesa apaixonada da soberania nacional do líder trabalhista e, principalmente, pelo seu humanismo exacerbado.

Naquela época, os militantes do PT me chamavam de pelego de patrão.

Hoje tendo sido vencido na minha luta, mas não nas idéias, tenho orgulho de ter lutado do lado daquele “caudilho” (no sentido mais nobre) que escreveu seu nome na história brasileira, como o grande defensor da soberania do povo brasileiro.

Eu odiaria estar do lado destes que nos venceram.


(Por Marcelo Salles, em 03.08.2009)

O menino Leonardo tinha 12 anos, era negro, pobre, favelado. Seu único crime fora fazer bagunça numa feira, na Tijuca, bairro da zona norte carioca. Leonardo cometera o terrível pecado de atirar frutas contra um colega. Na verdade, não foi o outro menino que reclamou. Ele também estava brincando. O que se espalhou por aí foi que Leonardo incomodava os feirantes e os consumidores. Esses, com medo de tomar um pedaço de mamão na cabeça, chamaram o capitão Nascimento.
Também espalharam que o segurança da feira, supostamente policial, fora derrubado. Teria sido um rabo de arraia? Mas de um menino? Do algoz enfurecido, Leonardo até que tentou correr, e correu, 100 metros rasos. Se chegou perto do recorde mundial não se sabe. Sabe-se, porém, do desfecho: dois tiros pelas costas, um deles na cabeça, puseram fim à vida de Leonardo.
Logo no início se diz que o único crime de Leonardo fora atirar frutas contra outro menino. Como vêem os caros leitores, uma correção se faz necessária. Além disso, Leonardo era pobre, negro e favelado.
E por ser pobre, negro e favelado, não mereceu a comoção pública do governador, que costuma se mostrar tão indignado quando os mortos são outros. A imprensa oficial, e aqui não me refiro àquela que imprime o Diário Oficial, também mediu a comoção.
A autoridade máxima do Estado, por certo, está muito ocupada. O momento é de articulação política, de mudanças na polícia. Como o governador afirma querer uma corporação mais humana, decidiu nomear um ex-comandante do Bope, justo o Bope, para o cargo de comandante-geral da Polícia Militar. E o comando do Estado Maior foi entregue a um policial que já foi flagrado estapeando a cara de meninos, rendidos, na Cidade de Deus.
A sucessão de fatos, portanto, nos permite uma constatação inequívoca sobre a política de segurança do governo: morte aos meninos armados com frutas, promoção e liberdade aos homens armados com ódio.

MISÉRIA, ANALFABETISMO, LULA E SARNEY


Aproveitando a sujeira e o lamaçal promovidos por Lula, Sarney e companhia; vejam só o legado de 50 anos de dominação política do clã Sarney no Maranhão.

José Sarney era um advogado pobre quando resolveu aderir à política, hoje é o homem mais rico do Maranhão, durante o reinado da sua família, o estado tornou-se o mais atrasado do Brasil em matéria de justiça social, ultrapassando o Piauí.

O índice de mortalidade infantil do Maranhão encosta nas 40 crianças por mil nascidas vivas e empata em último lugar entre os estados brasileiros com outra jóia nordestina: Alagoas dos seus defensores Collor e Renan.

A mortalidade infantil no Brasil é de 23 por mil nascidos vivos e mesmo essa já é considerada alta pela OMS (Organização Mundial de Saúde), é a terceira pior da América Latina, ganhando apenas do Paraguai e da Bolívia.

Nada menos que 21,5% dos maranhenses são analfabetos e entre eles Essiomar Gomes exportado para Angra (o dobro da média nacional), Só 12,5% das casas maranhenses tem água e esgoto (no Brasil a média é de 70%) e nada menos que 65% do estado é classificado como miserável, um recorde num país em que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é considerado caótico.

Somente a desinformação e a ignorância do nosso povo podem manter a aprovação de Lula.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O IMPÉRIO REAGE


O golpe de estado, desferido pelos gorilas militares, que derrubou o presidente constitucional de Honduras tem similaridades com o golpe de 1964 no Brasil. Tanto Zelaya como João Goulart (Jango) eram bons homens, democratas, que pretendiam tímidas reformas a fim de tornar menos injustos os seus países.
Nenhum dos dois punha em risco o capitalismo, pois as suas pretensões eram moderadas. Zelaya queria comprar petróleo mais barato através do ALBA, Jango queria uma tímida Reforma Agrária (com indenização a preço justo pelas terras desapropriadas) e uma lei que limitasse as remessas de lucros das multinacionais.
Ambos foram derrubados por campanhas coordenadas pela CIA, por militares treinados nos EUA, com o apoio efetivo das Embaixadas Americanas locais, financiadas por capital estrangeiro que operavam nos seus países.
Ambos eram homens ricos e não revolucionários, no Brasil pesava contra Goulart o apoio de seu cunhado Leonel Brizola que tinha um posicionamento mais radical contra o capital multinacional.
O novo golpe em Honduras, já sob a presidência Obama, nos aponta varias velhas lições:
-A primeira é que o imperialismo continua na ofensiva (como se vê também em outros lados do mundo: Colômbia, Paquistão, Afeganistão, Iraque, etc).
-A segunda é que a máscara sorridente do novo presidente Obama não passa disso mesmo: de uma máscara – o imperialismo não mudou a sua natureza brutal.
-A terceira é que o presidente Obama está fora das decisões da política externa dos EUA, que estão sob a velha ordem (seria impensável que os gorilas fardados de Honduras avançassem sem o sinal verde da Embaixada Americana).
-A quarta é que a reação hesitante do presidente Zelaya, que após o golpe procurou um entendimento com o imperialismo aceitando a mediação proposta pela secretária de Estado Hillary Clinton, está fadada ao fracasso; a situação seria outra se tivesse o poder de comando de Hugo Chaves.
-A quinta é que o povo hondurenho mostra mais combatividade e disposição de luta do que Zelaya, que se mostra fraco como foi Jango.
-A sexta é que, paradoxalmente, a insurreição nacional em Honduras pode definhar devido às vacilações do próprio Zelaya.
-A sétima é que a OEA é uma espécie de Ministério das Colônias dos Estados Unidos na América Latina, pois a pedido de Washington prestou-se a intervir militarmente no Haiti e agora em relação a Honduras nem sequer fala em semelhante hipótese.
O povo hondurenho precisa da solidariedade dos democratas de todo o mundo, para que possa, se for preciso, fazer uma resistência armada.